28/09/2006 - 19:58 Empresário que denunciou grampo no TSE é indiciado por falsidade ideológica
A Polícia Federal indiciou nesta quinta-feira (28) por falsidade ideológica e falsa comunicação o empresário Ênio Gomes Fontenelle, dono da empresa Fence.
A Fence também estaria envolvida em escutas telefônicas realizadas em 2002 para monitorar a campanha do então candidato do PPS à Presidência, Ciro Gomes. A PF não deu informações sobre este caso.
Além disso, a Fence é suspeita de ter participado da operação de implofiu a candidatura Roseana Sarney (PFL), no mesmo ano. Na época, a empresa tinha contratos com o Ministério da Saúde, cujo titular, José Serra (PSDB), também concorria à presidência.
Fontenelle foi o responsável por informar ao presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Marco Aurélio Mello, que uma varredura de sua empresa encontrou grampos nos telefones de três ministros - dois deles no STF (Supremo Tribunal Federal).Segundo a Polícia Federal, em uma acareação hoje entre o empresário e o diretor-geral do TSE, Athayde Fontoura Filho, Fontenelle admitiu que pode ter errado na conclusão sobre a existência dos grampos.A PF entendeu que o diretor do TSE e o presidente do tribunal foram levados ao erro pela empresa quando anunciaram que as linhas tinham sido grampeadas.A perícia realizada pela Polícia Federal não detectou nenhum grampo. Segundo a PF, era impossível realizar uma escuta nos telefones apontados pela Fence. Ela considerou que pode ter havido má-fé do empresário, já que ele tem 40 anos de experiência e a chance de erro é pequena.Com o indiciamento, a Fence perde a licença para atender qualquer órgão público.Em sua defesa, o empresário disse que nunca afirmou que havia grampos nos telefones e que foi pego de surpresa com o indiciamento.
Com informações da Folha Online