25/09/2006 - 16h48 BNDES prevê investimentos de R$ 46,4 bilhões no setor siderúrgico entre 2007 e 2011
RIO - O setor de siderurgia deverá investir R$ 46,4 bilhões no período de 2007 a 2011, segundo previsão feita hoje pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Esse montante representa mais do que o dobro dos investimentos feitos entre 2001 e 2005, que somaram R$ 19,5 bilhões. Já os financiamentos do banco corresponderam a R$ 4,8 bilhões. De acordo com o presidente do BNDES, Demian Fiocca, o banco de fomento poderá financiar R$ 16,7 bilhões para o setor siderúrgico.Além disso, a instituição tem intenção de apoiar a aquisição de ativos no exterior por grupos nacionais. Nesse caso, o apoio seria por meio de participação acionária, e não de financiamento direto. Segundo Fiocca, esse apoio estaria condicionado a um aumento das exportações da empresa. "O surgimento de multinacionais brasileiras é um sinal do avanço da economia do país e do setor privado brasileiro", afirmou o dirigente.Conforme as projeções do banco, o investimento até 2011 vai dobrar a capacidade instalada de produção de aço país, que passará de 36 milhões de toneladas ao ano para 72 milhões de toneladas anuais. "Estamos falando numa perspectiva de dobrar, em cinco ano, o que o Brasil construiu nos últimos 70 anos", disse Fiocca.Entre os projetos considerados nas estimativas de investimento figuram duas plantas da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), com capacidade anual de 3 milhões de toneladas e investimento de US$ 2,5 bilhões cada uma. Segundo o representante da CSN, Isaac Popoutche, uma das plantas ficará em Itaguaí (RJ) e a outra a empresa ainda está decidindo se ficará também em Itaguaí ou em Minas Gerais.A CSN também negocia uma associação com a empresa norte-americana Wheeling-Pittsburgh, na qual teria 49% de participação acionária. O executivo acrescentou ainda que mantém conversas com possíveis parceiros na Europa.Já a Usiminas tem um projeto de construir uma usina no Brasil em parceria com estrangeiros ou com a Companhia Vale do Rio Doce. Essa usina tem previsão de produção de 5 milhões de toneladas por ano e investimento estimado de US$ 3 bilhões a US$ 3,5 bilhões. Entre janeiro e setembro deste ano, os projetos apoiados pelo BNDES no setor siderúrgico somaram R$ 7 bilhões, dos quais R$ 3,5 bilhões foram financiados pelo banco de fomento.(Ana Paula Grabois Valor Online)
RIO - O setor de siderurgia deverá investir R$ 46,4 bilhões no período de 2007 a 2011, segundo previsão feita hoje pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Esse montante representa mais do que o dobro dos investimentos feitos entre 2001 e 2005, que somaram R$ 19,5 bilhões. Já os financiamentos do banco corresponderam a R$ 4,8 bilhões. De acordo com o presidente do BNDES, Demian Fiocca, o banco de fomento poderá financiar R$ 16,7 bilhões para o setor siderúrgico.Além disso, a instituição tem intenção de apoiar a aquisição de ativos no exterior por grupos nacionais. Nesse caso, o apoio seria por meio de participação acionária, e não de financiamento direto. Segundo Fiocca, esse apoio estaria condicionado a um aumento das exportações da empresa. "O surgimento de multinacionais brasileiras é um sinal do avanço da economia do país e do setor privado brasileiro", afirmou o dirigente.Conforme as projeções do banco, o investimento até 2011 vai dobrar a capacidade instalada de produção de aço país, que passará de 36 milhões de toneladas ao ano para 72 milhões de toneladas anuais. "Estamos falando numa perspectiva de dobrar, em cinco ano, o que o Brasil construiu nos últimos 70 anos", disse Fiocca.Entre os projetos considerados nas estimativas de investimento figuram duas plantas da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), com capacidade anual de 3 milhões de toneladas e investimento de US$ 2,5 bilhões cada uma. Segundo o representante da CSN, Isaac Popoutche, uma das plantas ficará em Itaguaí (RJ) e a outra a empresa ainda está decidindo se ficará também em Itaguaí ou em Minas Gerais.A CSN também negocia uma associação com a empresa norte-americana Wheeling-Pittsburgh, na qual teria 49% de participação acionária. O executivo acrescentou ainda que mantém conversas com possíveis parceiros na Europa.Já a Usiminas tem um projeto de construir uma usina no Brasil em parceria com estrangeiros ou com a Companhia Vale do Rio Doce. Essa usina tem previsão de produção de 5 milhões de toneladas por ano e investimento estimado de US$ 3 bilhões a US$ 3,5 bilhões. Entre janeiro e setembro deste ano, os projetos apoiados pelo BNDES no setor siderúrgico somaram R$ 7 bilhões, dos quais R$ 3,5 bilhões foram financiados pelo banco de fomento.(Ana Paula Grabois Valor Online)