03 julho 2006


03/07/2006 - 16:39 Mercadante critica Serra por uso ilegal da máquina pública
O candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, afirmou nesta segunda-feira (3) em São Carlos que espera que o Ministério Público Eleitoral tome alguma providência em relação a atitude do adversário José Serra (PSDB), que, mesmo tendo renunciado ao cargo de prefeito de São Paulo, atuou ontem como se ainda fosse o responsável pela cidade.

"Vi o Serra fazendo de conta que é prefeito, inclusive despachando como prefeito, o subprefeito ao lado dele e ele ligando para um secretário", comentou Mercadante. "Isso é uso da máquina, candidato não pode fazer isso, o que ele fez é um crime eleitoral".

Ontem, durante visita ao Jardim Cocaia, na periferia da zona sul, Serra ouviu reclamações de moradores, que foram prontamente atendidos por ele e por seus assessores da Prefeitura.

Mercadante acrescentou ainda que isso é grave, pois Serra renunciou o cargo de prefeito para disputar o governo estadual. O senador petista voltou a usar a expressão "cortina de fumaça", referindo-se à atitude do tucano, que estaria demonstrando algum tipo de compromisso após a renúncia à prefeitura. "Ele não tem compromisso, senão deveria ter ficado no cargo e cumprido a promessa (de que não renunciaria para disputar as eleições deste ano)", disse Mercadante.

O petista enfatizou que irá buscar, durante a campanha, alternativas para o Estado, que precisa de um projeto estruturante de desenvolvimento, além de uma nova política de segurança pública.

"Na Segurança Pública temos um quadro dramático, trágico, e não vemos uma atitude de governo em 12 anos da gestão de PSDB e PFL", explicou Mercadante.

Ele também não acredita, e até ironizou, a anunciada campanha de Serra e Geraldo Alckmin, que concorrerá à Presidência da República.

"A sociedade toda viu o quanto eles têm estado próximos, como a disputa foi sem nenhum tipo de tensão, a gente vê que é uma coisa sincera, profunda, e eu fico até emocionado com esse sentimento de amizade que os dois manifestaram nesse processo", comentou Mercadante, acrescentando: "Eles estão totalmente à vontade, eu fico cada vez mais surpreso".

Para o petista, essa relação entre Serra e Alckmin é um problema da campanha adversária, que ainda tenta se dissociar do governo Fernando Henrique Cardoso. "Ele (FHC) está quase que clandestino hoje no debate eleitoral, pois ninguém defende o governo dele", comentou Mercadante.
Com informações da Agência Estado