24 maio 2006


Quadrimestre é recorde em novos empregos
Brasília, 24/05/2006 - O emprego formal (com carteira assinada) registrou, neste início de ano, o melhor primeiro quadrimestre de toda a série histórica, iniciada em 1992. De janeiro a abril foram criados 569,5 mil postos de trabalho, número 2% superior ao recorde anterior, em 2005, com um montante de 558,3 vagas. O último mês de abril também foi positivo: alta de 0,87% no nível de emprego em relação a março, o que totalizou 229,8 mil novas vagas e garantiu ao mês passado o posto de segundo melhor resultado, para um mês de abril, desde o início da série histórica, atrás apenas do mesmo mês de 2005, quando foram gerados 266,1 mil empregos formais. O crescimento do número de vagas no mês passado foi alavancado pela indústria, que abriu 78,4 mil novas vagas, e pelo setor de serviços, com a criação de 72,6 mil postos de trabalho. Na indústria, o destaque foi para o segmento de produtos alimentícios, que apresentou alta de 3,46% na geração de empregos em abril, em comparação ao mês de março. A agroindústria novamente empurrou a maioria dos novos empregos para o interior. Foram 130,5 mil vagas criadas nas cidades interioranas contra 64 mil novos postos em um conjunto de nove regiões metropolitanas. Os estados que apresentaram melhor desempenho no interior foram São Paulo e Minas Gerais. As capitais mais dinâmicas, São Paulo e Rio de Janeiro. Tanto no mês de abril quanto no acumulado do primeiro quadrimestre do ano a agricultura aparece como terceiro setor mais forte na geração de novas vagas, movida pela cultura de cana-de-açúcar. Também apareceu com destaque o setor de Construção Civil, que a despeito da estação das chuvas apresentou saldo de 12,6 mil novos postos de trabalho – o melhor resultado apresentado pelo setor para o mês de abril, na série histórica. Apesar de refletir aspectos sazonais, os números apresentados ontem podem ser considerados como uma tendência de recuperação na geração de empregos, na avaliação do ministro do Trabalho, Luís Marinho. Otimista, Marinho assegura que o volume de vagas criadas nesse período mostra que 2006 representará uma média entre os anos de 2004 – considerado excepcional – e de 2005, que sofreu os efeitos da dura política monetária e da manutenção da taxa básica de juros em níveis muito altos durante todo o ano. (Karla Correia)

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