26 maio 2006

Fontana repudia tentativa tucana de envolver PT com PCC


O líder do PT na Câmara, deputado Henrique Fontana (RS), repudiou ontem declarações do líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), e do vice-presidente do partido oposicionista, deputado Alberto Goldman (SP), que tentaram vincular o PT à organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). "O comportamento de ambos ultrapassou o limite do razoável e configurou um total desrespeito à população brasileira", afirmou Fontana.
Segundo o líder petista, se os tucanos quiserem falar sobre PCC, deviam começar explicando por que a organização criminosa ganhou tanta força em São Paulo, estado governado pelo PSDB há doze anos. "A atitude do senador e do deputado tucanos de envolver o PT com o PCC é uma mistura de oportunismo com irresponsabilidade".
Para Fontana, o oportunismo dos dois tucanos de tentar tirar proveito político da situação de crise na segurança pública em São Paulo -- provocada por ataques do PCC contra a Polícia, há dez dias - coincide com a queda das intenções de voto ao pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, conforme as últimas pesquisas. "Esse oportunismo irresponsável revela um desespero dos tucanos diante da ascensão das preferências de voto à candidatura do presidente Lula", disse Fontana.
O líder do PT recomendou à oposição que faça uma disputa
de qualidade na campanha eleitoral, em torno de questões programáticas, sem apelar ao "uso de baixarias sem limites".

OBS.: Não foi o PT que fez acordo com o PCC, não foi o avião do PT que levou delegado, secretário de segurança, advogada do Marcola para negociar com ele no presídio.

Não foi um petistas que intermediou a transferência de um preso condenado por 30 anos, a pedido dele, e ele foi resgatado por seus comparsas após a transferência, foi a Zulaiê Cobra deputada do PSDB.
Não é o PT ligado à organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).