Cenário mais provável sem o candidato do PMDBCNT/Sensus: Lula vence no primeiro turno em todas as simulações
Rejeição
O ex-governador de São Paulo e Garotinho também acumulam más notícias em outro item importante da pesquisa: a taxa de rejeição dos eleitores aos candidatos. Enquanto a taxa de Lula ficou praticamente estável -- de 35,7% para 34,7%-- a rejeição a Alckmin subiu de 33,5% em abril para 40,6% em maio. A rejeição a Garotinho também cresceu: de 50,7% para 60,7%. O Ricardo Guedes, diretor da Sensus, afirma que, a esse nível de rejeição, o ex-governador de São Paulo está praticamente fora da disputa eleitoral. "Verificamos empiricamente na eleição brasileira que quem tem até 35% no índice de rejeição está dentro do jogo político. Quem tem 40% ou mais, está fora", afirmou. O desempenho positivo de Lula se repete na votação espontânea, em que o pesquisador não apresenta aos eleitores ouvidos uma lista prévia de candidatos. Lula é o mais lembrado Os resultados mostram que as intenções de voto em Lula subiram de 26,4% em abril para 28,2% em maio. Alckmin, por sua vez, oscilou de 9% para 8,1%. O pré-candidato do PMDB Anthony Garotinho e o ex-prefeito de São Paulo José Serra passaram de 2,8% para 1,9%. A senadora Heloísa Helena (PSOL-AL) subiu de 0,9% para 1,6%. O senador Pedro Simon (PMDB-RS) não foi mencionado na sondagem espontânea. Ele foi sondado nos últimos dias por seu partido para uma possível candidatura à Presidência. Serra, por sua vez, é candidato ao governo estadual de São Paulo. A pesquisa CNT/Sensus também revelou que quase a maioria do eleitorado espera que o presidente Lula seja reeleito. A chamada "expectativa de vitória" de Lula é de 49% contra 13,7% dos eleitores que acreditam na eleição de Alckmin e dos 4% que apostam em Garotinho. A sondagem ouviu 2 mil pessoas entre os dias 18 e 21 de maio em 195 municípios em 24 Estados da Federação. A margem de erro é de 3 pontos.
Azelma Rodrigues para o Valor Online
Azelma Rodrigues para o Valor Online
Lula hoje está melhor do que FHC em 1998(por Fernando Rodrigues em seu blog) O Brasil tem poucos números históricos deste seu período democrático atual porque o hábito da democracia é novo entre nós. Mas já alguma coisa passada que permite comparação com o momento atual: as pesquisas eleitorais de maio e de junho de 1998, quando FHC disputava a reeleição. Pois bem, a constatação possível é uma só: Lula, hoje, está muito mais bem posicionado do que FHC em 1998.