03 março 2006

ELE DEVE LER MUITO A VEJA.
E-mail que enviei a D. Geraldo Majella.
D. Geraldo está lendo muito a Veja, por isso está desinformado. O Sr. diz que não viu banco quebrar no governo Lula, quebrou sim: Sediado em São Paulo, o Banco Santos que era presidido por Edemar Cid Ferreira, quebrou, e o governo Lula não investiu um tostão para salvar o banqueiro. O Banco Santos era, segundo levantamento do BC, o 21º maior banco do país, com cerca de R$ 6 bilhões em ativos, R$ 2 bilhões em depósitos e 303 funcionários. Além de Ferreira, os diretores do banco nos últimos 12 meses também terão seus bens indisponíveis. O que o Sr. não viu no governo Lula foi o PROER dos BANCOS. Isso foi no governo de FHC, que representou um aporte de aproximadamente 20 bilhões de reais dos recursos públicos para tapar o rombo dos bancos privados, no primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso. Foi um escândalo, uma vergonha, algo totalmente inaceitável em país decente, e muito mais inaceitável ainda num Brasil repleto de desigualdades e de problemas sociais. Boa parte daquele dinheiro até hoje não foi recuperada, e todos os banqueiros socorridos continuam livres, soltos e com suas belas contas nos paraísos fiscais. Os banqueiros estão tendo lucro sim, estão tendo lucro maior porque estão dando crédito, financiamentos, abrindo contas, para a grande população, com juros bem menores do que no governo de FHC, juros de 1,5% a 2,8% , no governo de FHC esses juros eram de 5% a 8 % ao mês. O Crédito Consignado não tem burocracia, sem fiador, sem consulta no SPC, com desconto direto na folha de pagamento o garante aos bancos o recebimento do empréstimo, por isso os juros podem ser bem menores. Ora D.Geraldo quem nesta vida não necessitou de um empréstimo financeiro, quem nesta vida não teve que se humilhar ao pedir empréstimos para parentes, ou para amigos, ou ter quer arrumar um fiador para conseguir um empréstimo bancário em um momento de grande necessidade? Quando parentes ou amigos e bancos recusavam o empréstimo, tinham que recorrer a agiotas que cobravam mais de 20% de juros ao mês, e ameaçavam até morte seus devedores. Os agiotas não pagavam impostos sobre esses lucros fantásticos, sonegavam impostos, ficavam ricos as custas da miséria alheia. O que estimula as pessoas a não fazerem nada é a falta de esperança, é a fome, a doença, é ver filhos não terem o que comer. 54 milhões de pessoas estavam abaixo da linha da miséria segundo levantamento do IBGE (2002). O governo de FHC não fez nada para evitar isso e pelo jeito a instituição Igreja também não fez, se não não teríamos esse triste quadro. Aonde estava a igreja nesses 08 anos de governo de FHC que destruiu o país, causou o maior desemprego que este país já viu? O governo Lula criou em três anos 4,6 vezes mais empregos que FHC em 08 anos, o governo Lula criou o PROUNI que garante que jovens das classes pobres cursem a tão sonhada universidade, antes reduto dos ricos. Ora D.Geraldo não faça esse jogo sujo da oposição raivosa e virulenta, é por essas e outras que o rebanho da igreja católica está cada dia menor. O povo sente na pele, na alma e no bolso o quanto o governo Lula está sendo muito bom para eles, e sabem que essa sua critica é eleitoreira, o Sr. pertence a ala da igreja que defende a elite, e não os pobres e oprimidos. Fazer essa critica descabida do Bolsa Família que é o maior programa de transferência de renda da história do Brasil, que combate a fome e a miséria, e promover a emancipação das famílias mais pobres do país, que como ficou comprovado, (Pnad 2005) que diminuiu sensivelmente a miséria no país, é ser conivente com o retrocesso que representa a oposição. Deus tenha piedade do Sr, e lhe perdoe, porque do povo brasileiro ele já teve piedade e nos deu o melhor presidente que o Brasil já teve, Luiz Inácio Lula da Silva.
Jussara Seixas