03 dezembro 2005






PT decide pedir cassação de Azeredo
DA REDAÇÃO

A Executiva Nacional do PT decidiu ontem entrar com uma representação contra o senador tucano Eduardo Azeredo (MG), ex-presidente do PSDB, no Conselho de Ética do Senado. A instauração do processo pode levar à cassação do mandato do senador.




PT vai ao STF para criar CPIs contra Alckmin
MARCELO SALINAS
RODRIGO RÖTZSCH
DA REDAÇÃO

O PT questiona no STF uma norma da Assembléia Legislativa paulista que dificulta a criação de CPIs. A Ação Direta de Inconstitucionalidade apresentada ontem pelo presidente do partido, Ricardo Berzoini, pede a suspensão do dispositivo do regimento interno da Casa que estabelece que o pedido de CPI precisa ser aprovado pela maioria do plenário.



http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0312200510.htm

02 dezembro 2005

02/12/2005 - PT pede cassação do programa nacional do PFL



O Partido dos Trabalhadores ajuizou representação no Tribunal Superior Eleitoral contra o Partido da Frente Liberal que, segundo denunciou, tem utilizado o tempo de sua propaganda partidária para atacar a imagem do Presidente da República e do PT.

Na representação, o PT sustenta que, como o PFL desvirtuou a finalidade prevista na lei dos partidos políticos, ele deve ser punido com a cassação de seu programa nacional a ser veiculado em nível nacional no rádio e na televisão.
A nação constrangida
MAURO SANTAYANA
José Dirceu não é mais deputado e só poderá retornar ao Parlamento em 2016. O ex-marxista Alberto Goldman, os ex-petistas Babá e Luciana Genro e outros bravos parlamentares podem exultar. Derrotaram o inimigo político – mas não ficou claro se puniram um culpado. Não foram apresentadas provas irrefutáveis ao Conselho de Ética, nem ao Plenário. As declarações de Kátia Rabelo, presidente do Banco Rural, as mais veementes contra o ex-chefe da Casa Civil, valem tanto quanto uma moeda de barro. E foram elas, apesar de escoimadas do processo por decisão do Supremo, as que mais pesaram na decisão dos mal-informados. Seu banco está envolvido em negócios tidos como escusos. É um dos apontados nas investigações sobre a remessa ilegal de recursos ao exterior e é comparsa de Marcos Valério, desde quando esse senhor era sócio de Clésio Andrade e, nessa posição, participou ativamente do financiamento da candidatura de Eduardo Azeredo, em Minas, contra Itamar Franco. Não se sabe bem se foi Valério que cooptou o banco ou se o banco inventou Valério. Kátia Rabelo, instruída por seus advogados, tratou de descarregar o máximo de culpa sobre terceiros.
Vivemos o clima de um estado policial. Pessoas suspeitas tratam de denunciar outras, de forma a se blindarem. Os que roubam 10 denunciam que outros roubaram 100, a fim de obter o prêmio da delação. São os que recebem previamente os seus trinta dinheiros. E quando não há provas, há suspeições vazias. “É impossível que José Dirceu não soubesse. É impossível que o presidente não soubesse”, foram frases que constaram do relatório do Conselho de Ética e das acusações no Plenário. Mas essa suposição, por mais se ampare na lógica subjetiva, não constitui prova. O ministro pode até ter tido conhecimento dos métodos utilizados pelo Delúbio Soares, a fim de garantir as alianças do PT com parlamentares de moral duvidosa. Mas isso não ficou claro.
Em certo momento do discurso, José Dirceu disse que não poderia ser cassado pelo fato de não haver respondido a telefonemas de parlamentares. Ele pode estar certo que sim, que foi por isso mesmo, e pelo grande poder que exerceu no governo, que lhe cassaram o mandato. As circunstâncias especiais de seu destino podem explicar- lhe o comportamento. Ele sempre foi arredio, ainda que tenha sidobomarticulador político. Era-lhe difícil confiar, tendo passado toda a juventude no árduo exercício da dissimulação. Todos nós, menos ou mais, somos dissimulados, porque essa é uma forma de sobrevivência em mundo de cruel competição pela vida e pelo êxito. A dissimulação pode ser defesa legítima contra a violência do poder. Mas quando dessa dissimulação pode depender a vida – como no caso de Dirceu, durante a ditadura militar –, a alma sofre penosa condenação ao isolamento. Esse é um dos preços que a coragem da ação revolucionária cobra de seus militantes, chamem-se Zinoviev, Trotsky, Slanský, Jean Moulin, Lamarca ou Ernesto Guevara. Esses pagaram com a vida. Outros, menos aquinhoados pelo destino, pagam depois com a desforra dos inimigos, como, de alguma forma, ocorre a José Dirceu.
Muito bem: o Parlamento se livrou de José Dirceu. Mas a sociedade espera que se livre também de outros, estes sim, de notória má conduta – e não só dos que tiveram as suas atividades examinadas pela Comissão de Ética. José Dirceu poderia ter renunciado ao mandato para retornar em 2007, como outros o fizeram e voltaram ao Parlamento, mas preferiu a altivez do confronto. E isso faz dele, queiram ou não, um homem bem maior do que seus adversários.
Aconsciência ética não admite a hipocrisia de alguns próceres da oposição, para os quais o recurso ao financiamento de caixa 2 e a compra de votos são expedientes legítimos só em seu próprio benefício. Sempre houve espertos, caluniadores, achacadores, cínicos e velhacos em todos os parlamentos, mas não tantos como agora. As CPIs os estão preservando, e esse é o pior crime que podem cometer contra a democracia. Espera-se que o povo, atento, mande-os todos para casa, daqui a um ano.

TUCANO É IGUAL COBRA ENGOLINDO COBRA, ELES AINDA VÃO SAIR NO TAPA

Esses dois disseram que iriam trabalhar juntos? Que SP ficaria uma beleza, que enchentes nunca mais?

Serra culpa Alckmin por problemas em SP
A entrevista exclusiva dada na manhã desta sexta-feira pelo prefeito de São Paulo, José Serra, diretamente dos estúdios da Jovem Pan, foi marcada por críticas ao governador do Estado, José Serra. Apesar de não partir para o confronto aberto, Serra citou a falta de atuação do governo estadual em alguns problemas enfrentados pela cidade. Um exemplo foi a Polícia Militar, que segundo o prefeito, não costuma agir em manifestações como a de motoboys realizada nesta quinta-feira em São Paulo. Outro problema levantado foi o das enchentes: José Serra disse que o governo do Estado não entregou as bombas para drenagem de água que havia prometido. Além disso, o prefeito afirmou que as obras do Estado em galerias da Marginal do Tietê teriam colaborado para os alagamentos que surgiram com as chuvas de ontem.



Governo de SP rebate Serra sobre alagamento
Em entrevista à Jovem Pan, o secretário de Recursos Hídricos do Estado de São Paulo, Mauro Arce, rebateu a declaração dada pelo prefeito José Serra nesta sexta-feira nos estúdios da JP. Serra disse que o Estado não entregou as bombas de drenagem de água como havia prometido e que as obras de rebaixamento da calha do rio Tietê provocaram o entupimento das galerias, levando a problemas nas bombas de sucção. Segundo Arce, o rebaixamento da calha não causou o entupimento das galerias. “Tivemos problemas de alagamento em outros pontos da cidade além da Marginal Tietê (altura da ponte das Bandeiras). Há um grave problema de entulho [...] As bombas não funcionaram por algum motivo. No passado, pessoas furtavam os cabos. Já aconteceu no túnel do Anhangabaú”. Ouça a entrevista completa.

http://jovempan.uol.com.br/jpamnew/noticias/ultimasnoticias/
BRASILIANISTA ESTÃO PAGANDO O MICO!



Não sou uma brasilianista e nem uma cientista política de Havard, sou uma brasileira. Como cidadã brasileira, gostaria de contestar o cientista político Kenneth Maxwell, não é a democracia e nem o sistema político brasileiro que saiu fortalecido com a cassação do ex deputado Dirceu, saiu fortalecido o que há de pior neste país, a oposição ao governo Lula, essa oposição que tem muitos integrantes da maldita ditadura militar, essa oposição que levou este país ao caos econômico e social, que foi responsável pelo maior desemprego neste país, essa oposição que foi responsável por temos em 2002 54 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza, (IBGE 2002). Com a cassação do ex deputado Dirceu perdeu o povo brasileiro. A democracia e a Constituição não foram respeitadas pela oposição, cassou o ex deputado Dirceu sem provas de quebra do decoro parlamentar, não há provas irrefutáveis contra o Dirceu, foi um linchamento exclusivamente político, com um único objetivo, de enfraquecer o governo Lula visando as eleições de 2006. Dirceu foi cassado justamente porque combateu a ditadura militar, foi cassado porque é um importante defensor da democracia, da liberdade, da ética, defensor da justiça social, e da dignidade do povo brasileiro. Quem comprovadamente usou caixa 2, foi comprovadamente useiro e vezeiro do valérioduto está sem investigação e punição, o senador Azeredo do PSDB que faz oposição ao governo Lula. Cadê a devassa nas vida e nas contas de Azeredo como fizeram com Dirceu? Cadê as investigações e as devassas na vida de FHC acusado de compra de votos em 1998 para se reeleger? Cadê quebras de sigilos fiscal e telefônicos, cadê as gravações que comprovam que ele comprou os parlamentares? Elas existem, as testemunhas existem, mas estão sendo descartadas, escondidas pela oposição . Convido os brasilianista para passarem um ano no Brasil, em Brasília, acompanhando de perto a política brasileira, as maracutaias feitas nas CPIs pela oposição para proteger os seus e esconder as sujeiras, do passado e do presente. Ou eles fazem isso, ou vão ficar pagando mico de falar do que não conhecem de verdade. Eles devem ser leitores da Veja, perdoai senhor eles não sabem o que estão lendo.
Jussara Seixas




02/12/2005 - 06h28
Cassação de Dirceu fortalece sistema político do Brasil, dizem brasilianistas
da BBC, em Londres

Para o cientista político e um dos principais brasilianistas da atualidade, Kenneth Maxwell, da Universidade de Harvard, a cassação do deputado e ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, é prejudicial para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas fortalece o sistema político brasileiro.



"A queda de Dirceu é um problema gravíssimo para este governo, mas a democracia brasileira sai fortalecida", disse Maxwell à BBC Brasil após uma palestra a estudantes da Universidade Johns Hopkins, em Washington, cujo tema foi "Lula, o PT e o Futuro da Democracia Brasileira".

Outro brasilianista, o professor Riordan Roett, diretor do Programa de Hemisfério Ocidental da Universidade Johns Hopkins, também participou do evento e concordou que a cassação de José Dirceu tenha sido positiva para a democracia brasileira.


http://noticias.uol.com.br/bbc/2005/12/02/ult2363u5002.jhtm

01 dezembro 2005

CARTA PARA O COMPANHEIRO
JOSÉ DIRCEU

Companheiro Dirceu,

o Brasil ontem foi apunhalado pelas costas, um homem é a sua história, e nenhum deles pode cassar você da história do Brasil, a história de um patriota, de um guerreiro da democracia e das lutas do povo brasileiro. O seu nome, já é um nome que significa luta, honra e lealdade.

E os outros? Esses que conspiram novamente contra o Brasil e seu povo? O que serão amanhã? Nada!!! O mesmo que são hoje os conspiradores de ontem, nomes malditos da nossa história, que todos nós vamos fazer questão de anotar para o futuro.

Fique firme e em paz companheiro, a sua luta é a nossa luta, você tem a minha mais completa solidariedade.

Adauto Melo
Grupo Beatrice
http://grupobeatrice.blogspot.com/
DEFESA DO DEPUTADO DIRCEU NA CÂMARA


Sr. Presidente, Deputado Aldo Rebelo, Sras. e Srs. Deputados, brasileiras e brasileiros que nos acompanham na Câmara dos Deputados, em suas casas, em seus locais de trabalho, de todo esse imenso Brasil, imprensa, servidores, funcionários e assessores da Câmara dos Deputados, depois de 5 meses volto à tribuna da Câmara dos Deputados.
O País e esta Casa, todas as senhoras e os senhores são testemunhas de que travei um combate de peito aberto. Não renunciei ao meu mandato de Deputado Federal. Não critico quem o fez, mas, como disse ao País naquele momento, eu não poderia fazê-lo. Não teria condições de olhar hoje, como estou olhando, para cada Deputada e Deputado e para todo o Brasil, porque depois de 40 anos de vida pública, que o País conhece — todos nós temos nossas vidas públicas, cada Deputada e Deputado, que a sua comunidade, a sua cidade, o seu Estado conhece — , eu, do dia para a noite, fui transformado em chefe do mensalão, em bandido, o maior corrupto do País.
Evidentemente, eu tinha como dever, para honrar o mandato que o povo de São Paulo me deu, honrar cada Deputada e Deputado e honrar esta Casa, lutar até provar a minha inocência. Digo e repito, não como bravata, mas como compromisso de vida: qualquer que seja o resultado que esta Casa decida hoje, vou continuar lutando até provar minha inocência. (Palmas.)
Por que eu me insurgi contra o processo a que fui submetido, de linchamento público, de prejulgamento? Porque isso viola os mais elementares direitos de todos os brasileiros e brasileiras. Todos nós aqui presentes juramos defender a Constituição brasileira.
Quando bati às portas da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, quando apelei para o Plenário desta Casa soberana do povo, quando fui à Corte Máxima do País, o Supremo Tribunal Federal, não o fiz apenas para defender meus direitos e quero repetir o fiz na obrigação que todos nós temos, Deputados e Deputadas, de defender os direitos individuais inscritos na Constituição.
Na condição de cidadão tenho o direito da presunção da inocência e não da culpa, como aconteceu no meu caso. Assim como todos que estão aqui, sabemos que o ônus da prova cabe ao acusador e não ao acusado. Temos de defender o processo legal e o direito de defesa. Isso não estava acontecendo.
Tanto é verdade e todo o Brasil sabe disso que tanto a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania como o Supremo Tribunal Federal adotaram decisões que restabeleceram o devido processo legal, o direito de defesa e também os prazos processuais. Não só impuseram suas decisões ao Conselho de Ética, como à própria Mesa da Câmara dos Deputados,
a mim e aos outros Deputados que respondem processos neste momento.
Nunca me neguei ser investigado. Não é verdade que fui aos tribunais ou à Comissão de Constituição e Justiça para ganhar mais tempo, quero repelir isso. Não temo o julgamento dos meus pares, como não temi os Conselhos de Ética ou as CPIs Mistas. Não temi o depoimento na Polícia Federal. Não temo, porque acredito que é um dever meu, uma obrigação de cidadão e de homem público, ser investigado.
Eu quero ser investigado. Eu quero que antes que termine o ano de 2006 que o inquérito da Polícia Federal, que o Ministério Público, que as CPIs apresentem para a Justiça brasileira os relatórios, os pedidos de indiciamento ou não, e que a Justiça se pronuncie.
Não pedi impunidade. Discuti no Supremo Tribunal Federal o foro em que eu deveria ser julgado. E o fiz baseado na jurisprudência. Nada que fiz foi feito de forma leviana ou chicana como muitos afirmaram e disseram de forma indevida.
O Supremo Tribunal Federal, na década de 80, quando vários Deputados e Ministros bateram às portas do Supremo para exigir imunidade parlamentar porque estavam sendo acusados de crime contra a honra, disse a eles: Vocês, Srs. Deputados, têm foro privilegiado, mas não imunidade parlamentar.
Foi baseado nesta jurisprudência que solicitei não que não fosse investigado, não que não fosse processado e julgado, mas que o Supremo Tribunal Federal, através do Ministério Público Federal, através de indiciamento, a partir dos relatórios da CPI, ou a partir de inquérito policial e da polícia judiciária, e não Polícia Federal, me processasse se considerasse necessário e me julgasse.
Restabelecerei essa verdade para que não fique nem na minha biografia, nem nesta Casa que um Deputado procurou se escusar da impunidade ao discutir o foro privilegiado.
Repito o que disse durante esses 6 meses ao Brasil: não há provas contra mim; eu não quebrei o decoro parlamentar.
Os Deputados e as Deputadas desta Casa, pelo menos grande parte, conviveram comigo durante 11 anos em mandatos parlamentares. O Brasil me conhece como Deputado Estadual e Federal, servidor da Assembléia Legislativa de São Paulo, candidato a Governador. Fui empresário no Paraná, líder estudantil. Vivi na clandestinidade nos anos da ditadura. Nunca fui processado na minha vida. Não que isso seja uma desonra, porque muitos e muitas foram processados e inocentados, mas eu, repito, nunca fui processado. Nunca respondi a processo nem na qualidade de Deputado Estadual e Federal nem de Ministro de Estado. Fiquei 30 meses na Casa Civil. Não tenho ação por improbidade administrativa, por tráfico de influência, por crime de responsabilidade. Tive minhas contas aprovadas pelo Tribunal de Contas da União. Nunca recebi sequer uma advertência da Comissão de Ética Pública ou da Controladoria-Geral da União.
Todos e todas que estão aqui sabem que fui Ministro do Presidente Lula com dupla atribuição.
Pergunto para cada Líder que está aqui, da Oposição e da base do Governo, para cada Deputado e Deputada, para todos os empresários do País, para todos aqueles que fizeram ou receberam de mim 25 mil telefonemas, para todos aqueles que estiveram comigo em milhares de audiências, se alguém recebeu de minha parte alguma proposta indecorosa, ilícita, que ferisse o interesse público. O que fiz na minha vida pública até hoje que ferisse o interesse público? Do que sou acusado? Sou acusado de ser chefe do mensalão. A Câmara sabe que eu não sou chefe do mensalão. Cada Deputado e cada Deputada que está aqui sabe que isso não é verdade, que eu jamais propus para qualquer Deputado ou Deputada compra de voto.
Esta Casa, aliás, está me julgando, mas também está se colocando em julgamento, porque o Relator do Conselho de Ética, Deputado Jairo Carneiro, foi claro no seu parecer, deixando claro que não estava comprovada a existência do mensalão. Tivemos a CPI do Mensalão, da Compra de Votos, que não comprovou a existência do mensalão. Jamais tive participação alguma em qualquer negociação escusa para votar qualquer projeto do Governo. Não éverdade que esta Casa votou as reformas do ano de 2003 a partir de compra de votos ou a partir de negociatas com o Governo, até porque as reformas eram suprapartidárias, o Presidente as encaminhou para o Congresso com o apoio dos Governadores e dosPrefeitos, ela cortou os partidos por dentro. Havia mais oposição muitas vezes na bancada do meu partido, o PT, na bancada dos partidos de esquerda, do que na bancada da Oposição. Não é verdade que houve compra de votos.
O País sabe que houve repasse de recursos de dívidas para campanha eleitoral. E o PT, meu partido, já está respondendo por isso na Justiça Eleitoral e Comum. Já tomou medidas disciplinares, já assumiu seus erros, jápediu desculpas ao País.
E sabemos também que a origem dos recursos até agora, a não ser que a CPMI dos Correios comprove e depois a Justiça prove, julgue e condene, não há prova alguma que houve recurso público, não há prova alguma que houve recurso de fundos de pensão, não háprova alguma que houve recursos de origem ilícita, são recursos de empréstimos tomados pelas empresas conhecidas de publicidade nos bancos BMG e Rural repassados para o PT e desse para os partidos aliados.
Não participei em momento algum de qualquer decisão do meu partido. O Brasil, os senhores e as senhoras me conhecem, se eu tivesse participado de alguma decisão que hoje está sob análise e julgamento, teria assumido no primeiro dia, porque sempre agi desse modo. Mesmo quando minha vida corria risco, disse àqueles que me prenderam, àqueles que me processaram que eu não havia praticados os atos de que me acusavam. Respondi a processos, fiquei condenado à morte neste País e voltei clandestino porque tinha assumido uma luta contra a ditadura, da resistência armada.
Não sou cidadão — não vou dizer homem porque seria machismo — de negar o que pratiquei, não participei das decisões da direção nacional do PT, da executiva, não era membro. A sede do PT nacional em Brasília e em São Paulo têm paredes, telefones, assessores, funcionários, seguranças, motoristas. V.Exas. me conhecem e sabem que se tivesse participado de tais atos, todos ficariam sabendo.
Não vou assumir aquilo que não fiz! Não vou! Não fiz e não assumo! Quem fez está respondendo na Justiça Eleitoral e Comum e, se não é Parlamentar, não está respondendo nesta Casa.
Não tive participação direta ou indireta em repasse de recursos para campanha eleitoral. Todos os senhores e as senhoras sabem. Quais acusações que me são feitas então que eu deveria saber? Essa acusação não pode ser aceita por nenhum juiz, por nenhum tribunal. E lembro que não existe mais cassação política neste País, nesta democracia sob a égide da Constituição sobre a qual juramos.
Não aceito e vou lutar até o fim da minha vida se for cassado por razões políticas! Não posso ser cassado porque fui Presidente do PT! Não posso ser cassado porque coordenei a campanha do Presidente Lula! Não posso ser cassado porque fui Ministro da Casa Civil! Não posso ser cassado pela minha história e nem acredito que a Casa o faça! A Casa o faráse encontrar prova material contra mim, não pedaços contraditórios de depoimentos, como mostrarei. Não há nexo, materialidade, prova material.
Não sou réu confesso! Jamais assumi minha culpa naquilo que não fiz! Cometi muitos erros políticos, estou pagando por eles e os já reconheci de público. Mas não seráaqui e agora desta tribuna, com o tempo que tenho para me expor, exporei no congresso do meu partido, e, se for necessário, nesta Casa. Mas são erros políticos, jamais algo que seja ilícito, que envergonhe a mim ou a esta Casa. Repito:tenho as mãos limpas.
Vamos às acusações.
Ligações com Marcos Valério.
O Brasil sabe que o Sr. Marcos Valério declara que é meu inimigo. Eu não sou amigo do Sr. Ministro José Dirceu. V.Exa. dele então considera-se inimigo? Diria que sim, hoje.
Todos sabem que não fiz um telefonema para o Marcos Valério, nem participei de reunião sozinho com ele. Ele foi à Casa Civil prestar serviço para o Banco EspíritoSanto, o Banco Rural e a USIMINAS. Eu nunca tratei com ele nada que não fosse público. Aliás, tratei nada, porque tratei com a USIMINAS, com o Banco Rural e o Banco Espírito Santo.
Havia, sim, na Casa Civil, a sala de infra-estrutura e a sala de investimento, onde recebi centenas de empresários — FEBRABAN, CNI, FIESP, quase todas as empresas do setor petroquímico, da siderurgia deste País — , porque o Presidente me delegou essa função. Tenho recebido apoio de todos eles neste momento de minha vida, porque jamais tratei algo que não pudesse ser divulgado publicamente.
Sou acusado de favorecer o BMG e os fundos de pensão. Não há nada que comprove isso. Na CPMI dos Correios não há sequer uma citação do meu nome, a não ser nos depoimentos de Roberto Jefferson. Os membros da referida comissão sabem que estou dizendo a verdade. Nada me liga aos fundos de pensão, ao BMG ou ao Banco Rural, nem ao Banco Mercantil de Pernambuco, muito menos ao crédito consignado. Não é verdade que o BMG foi beneficiado pelo crédito consignado. Sou obrigado a tecer detalhes. A Caixa Econômica Federal 1 ano depois iniciou o BMG, que tem tradição, nicho de mercado, know-how e trabalha com agentes, com crédito consignado, que já tinha experiência em Minas Gerais e conquistou posição no País.
Pelo contrário, a primeira medida provisória do Governo, que foi aprovada por unanimidade nesta Casa, dava reserva de mercado para os bancos onde os aposentados recebiam seus salários e prejudicava o BMG e os bancos comerciais. Foi depois que esta Casa e o Senado mudaram a legislação e quebraram a reserva de mercado. Não há nada que prove que fiz qualquer tráfico de influência, que tive qualquer relação escusa com o BMG e o Banco Rural.
Fico constrangido de ter que explicar a relação comercial da minha ex-esposa, mãe de minha filha, Ângela Saragoça, porque não participei - e todos os depoimentos de todos que participaram dizem expressamente que não participei. Ela diz em sua carta, e o relatório ocultou isso, que me procurou, e eu disse a ela: não posso, não devo, não a ajudo e não tenho condições, pelas condições de todos nós, de aumentar a pensão; você tem que procurar resolver esse problema pessoalmente. Ela buscou seu círculo de amigos — estou separado dela há 15 anos.
Não posso aceitar isso. É uma ignomínia contra uma mulher que trabalha no BMG, que paga corretamente o empréstimo que fez junto ao Banco Rural e que não fez nada de má-fé nem com intenção de dolo. Não posso aceitar, repilo isso. Aceito as acusações políticas, aceito discutir se tenho culpa ou não, mas não aceito isso que foi feito, como não aceitarei jamais o que foi feito com meu filho e o País assistiu.
Meu filho era Secretário da Indústria e Comércio e Turismo de Cruzeiro do Oeste, era Secretário Adjunto, no escritório de Umuarama, da Secretaria de Emprego e Renda do Governo do Paraná. Tinha o direito e o dever de vir a Brasília, de percorrer todos os Ministérios e a Casa Civil para buscar recursos para suas cidades, para o seu Estado, e o fez legitimamente sem traficar influência, sem ilegalidade.
Mas fizeram uma devassa na vida dele; publicaram antes o processo administrativo; anunciaram que fariam a denúncia, que depois fizeram, e me envolveram sem ter uma citação a meu respeito no processo administrativo, sem ninguém me envolver, para agravar a minha situação no Conselho de Ética.
Não é verdade que participei de negociações financeiras com o Sr. Duda Mendonça e nem com o Sr. Valdemar Costa Neto. É só olhar o depoimento dos 2 nas CPMIs; é só quebrar sigilo bancário e telefônico. Repetiram àexaustão que eu telefonava para o Genoíno a partir de telefonemas do tesoureiro do PTB; quando quebraram o sigilo telefônico, não acharam nada. Não posso aceitar denúncias vazias, tenho que repeli-las.
O saque do Sr. Roberto Marques no Banco Rural é mais caricato: não tem o número do RG dele, não tem a assinatura dele, não tem o número do CPF dele, o documento não é reconhecido como autêntico pela CPMI e outro cidadão retirou no mesmo dia, o mesmo cheque, com mesmo número, no mesmo valor, mas uma revista disse que o cidadão repassou recursos para ele.
Aí é a lei da suspeição do terror francês! Aí não há mais legalidade nenhuma! E eu sou culpado por quê, se o Sr. Roberto Marques mantém relações públicas comigo mas não émeu assessor nem é meu funcionário, mas funcionário da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo? Não há nenhuma prova que eu tenha qualquer relação com essa questão.
Estou disposto, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados — e peço desculpas pela veemência — , a continuar respondendo cada acusação, cada denúncia que surgir contra mim em qualquer instância deste País. Porém, onde quero lavar a minha honra, onde quero ser inocentado énesta Casa.
Como cada um de V.Exas., recebi um mandato e o honrei. Não desonrei o mandato que o povo de São Paulo me concedeu. Todos os que me conhecem sabem que isso é verdade.
Repito: servi ao Governo do Presidente Lula durante 30 meses com honra, orgulho e paixão. A pior coisa da minha vida foi sair do Governo. Saí porque entendi que não ajudaria o Governo nem o Brasil ficando depois de todas as denúncias que foram feitas.
Eu tinha de fazer o que fiz nesses 5 meses, e todos aqui sabem o que eu passei durante nesse período. Não foi fácil chegar aqui hoje em condições de me defender. Foi graças ao apoio de centenas de milhares de brasileiras e brasileiros anônimos, das pessoas do meu gabinete, do meu advogado — e peço desculpas por ter usado o tempo dele — , de centenas de Deputadas e Deputados, de Governadores e Prefeitos, de amigos e amigas, no Governo e fora dele, do meu partido, enfim, da minha bancada, que fiquei de pé e cheguei até aqui.
Sou um sobrevivente. Não tenho valor pessoal próprio, qualidades especiais.
Aprendi tudo o que sei em diferentes fases da vida política, social e cultural do nosso País.
Por razões da vida, não fui assassinado, não caí em combate, não virei um desaparecido. Por razões da vida, quando cheguei em São Paulo, aos 14 anos, consegui emprego como office-boye consegui estudar. Não virei mais um brasileiro no crime, na delinqüência. Cheguei até aqui graças ao nosso povo, porque o Brasil só vem melhorando, só vem avançando.
A consolidação da democracia talvez seja a maior dádiva que temos. O que precisamos fazer é evitar o que aconteceu. Denúncias de corrupção na administração pública as CPIs têm que investigar, punir os culpados e tomar medidas para impedir que volte a ocorrer, mas não aceito que haja corrupção no Governo, do Governo, ou promovida pelo Governo.
O meu partido cometeu erros, mas se colocarmos na balança tudo que o PT fez — como fizeram muitos partidos, cada um a sua maneira — pela vida política, social e econômica; pelos avanços sociais, econômicos e políticos do Brasil, veremos que ele tem mais crédito que débito, e o povo saberá julgar isso nas próximas eleições.
Para resolver esse problema sério neste País temos que fazer uma reforma político-administrativa, e me penitencio por não ter trabalhado mais para fazê-la no primeiro ano do Governo Presidente Lula, como já disse várias vezes. Talvez o grande desafio do Brasil — desafio que o povo vai decidir em 2006, porque vai confrontar os 4 anos de Governo do Presidente Lula com os Governos anteriores, particularmente com o anterior — seja fazer essa reforma política administrativa.
Como não temo as investigações, sei que o Presidente não as teme, nem do Ministério Público, nem da Polícia Federal e nem das CPIs, porque, no final, ficará provado que o Presidente, os Ministros, enfim, o Governo não tem participação direta, seja por omissão ou por autorização, nos fatos que estão sendo analisados.
Repito: se há corrupção, ela precisa ser apurada, comprovada e os responsáveis punidos.
Da mesma maneira, se queremos enfrentar o problema do financiamento ilegal de campanha, do caixa 2, só o faremos se fizermos a reforma política. Não basta esta Casa ou o Senado fazer uma parte da reforma política. O País espera e demanda do Congresso Nacional uma profunda reforma política; o País sabe que não haverá eficiência de gestão, eficiência de recursos humanos, não haverá um Estado eficiente nem planejado se não fizer uma reforma administrativa.
Essa é uma pauta que devemos assumir, a qual me proponho, como cidadão e/ou como Parlamentar, a apoiar e ajudar o Congresso a fazê-lo.
Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, cheguei a um ponto que a minha situação se transformou em agonia, em degola, em inferno, em fuzilamento político. Degola política existia na República Velha. Não podemos permitir, e peço vênia para me expressar assim, que esta Casa se transforme num tribunal de degolas políticas.
Se houver uma prova contra mim no relatório, como disse o Relator no caso Sandro Mabel, que seja robusta e cabal para me levar à condenação por quebra de decoro parlamentar. Aí, sim, aceito que a Câmara dos Deputados discuta e casse o meu mandato. Eu mesmo já disse de público, e por isso fui criticado, que a cada dia mais acreditava na minha inocência. Quando disse isso, foi porque o ônus da prova tinha sido invertido, a produção da culpa tinha sido invertida.
Refleti muito, nesses últimos cinco meses, sobre os erros que tinha cometido, sobre cada ação praticada na Casa Civil, sobre as relações que mantive com empresas, com os partidos e com a Câmara dos Deputados, mas não encontrei nada que me levasse à quebra do decoro parlamentar.
Não podemos transformar esta Casa num tribunal de exceção. Não pode haver — e não concordo com o Conselho de Ética e com o Relator — relaxamento processual nem rito sumário sobre matéria que não consta da Constituição ou dos códigos.
O que aconteceu, por pressão da opinião publicada? Formou-se uma opinião pública neste País que exigia desta Casa a cassação, o mais rápido possível, de Deputados acusados, independente do devido processo legal. Essa éa verdade. Não a esconderei. Já mostrei ao País, desde a carta que enviei às Sras. e Srs. Deputados, o papel que determinados setores da imprensa vêm desempenhando neste País.
Muitas vezes, a imprensa tem sido de oposição ou partidarizada, mas ela precisa assumir que é de oposição ou partidarizada. Já que temos o direito de dar entrevistas e responder a ela, que assuma sua posição.
Não vejo nenhum problema de a imprensa assumir determinado partido, bandeiras ou campanhas, como aconteceu no plebiscito do desarmamento, quando alguns órgãos de imprensa apoiaram o sime outros o não. É melhor para o País que seja de maneira transparente, clara, aberta. Quero ter o direito de dizer que muitas denúncias que surgiram e passaram a ser investigadas eram vazias e foram promovidas por setores da imprensa. Muitas conclusões foram tomadas pela imprensa antes ou mesmo sem que investigações fossem feitas.
Não temo a imprensa livre, porque seria antidemocrático. Pelo contrário, sempre defendi e sustentei a liberdade de imprensa, inclusive com risco de vida, até que a conquistamos com a promulgação da Constituição de 1988.
Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, não posso ser cassado porque era o todo-poderoso, porque não atendia telefonemas, não marcava audiências ou por causa de minha personalidade. Minha cassação significa a cassação de meus direitos políticos por dez anos, até 2016.
Isso é uma violência contra meu direito de cidadão e Parlamentar eleito e contra as eleitoras e os eleitores que me elegeram, a não ser que haja prova robusta e cabal de que quebrei o decoro parlamentar. Também considero uma violência contra 40 anos de vida pública de alguém que dedicou sua vida ao País. Lamento e me sinto constrangido em ter de afirmar isso aos senhores e senhoras. Sou obrigado a fazê-lo, porque é minha vida, minha biografia e minha história que estão em jogo hoje.
Falo isso com serenidade e tranqüilidade. Todos aqui sabem que acatarei qualquer resultado e continuarei minha vida de cidadão na política do País. Não me dobrarei, não cairei, continuarei lutando, de maneira simples e humilde, sem as condições de um Parlamentar ou dirigente político. Terei de refazer minha vida por cinco ou dez anos. Peço a cada Deputada e Deputado que se coloque no meu lugar. Como épossível cassarem meus direitos políticos sem provas e até 2016, quando estarei com 70 anos de idade? É bem verdade que, com a medicina atual, devo ter ainda 30 anos de vida, pois estou com 59, mas é uma ignomínia, uma violência política sem precedentes.
Todos os Deputados e Deputadas sabem que sou um defensor do Governo do Presidente Lula e considero este Governo o que mais avançou no Brasil nos últimos 20 anos. Cometeu erros, tem insuficiências, não cumpriu muitas de suas tarefas, mas tem avanços importantes que estão sendo discutidos e debatidos neste momento e serão julgados nas urnas no próximo dia primeiro de outubro.
Sempre respeitei a alternância de poder. Neste momento, restabeleço a verdade: não é fato que, em 1999, eu tenha apoiado o Fora FHC. Isso precisa ser restabelecido no País, apesar da Oposição sempre intransigente, da disputa política que fiz com a coalizão que sustentou o Governo do Presidente Fernando Henrique Cardoso e da oposição que sustentei ao Governo durante 8 anos. Só aceitei ser candidato a Presidente do PT quando a tese do Fora FHC foi derrotada por mais de 60% dos delegados. Digo isso para restabelecer uma verdade, porque sempre fui democrata.
Todas as minhas eleições foram diretamente, desde a época do Centro Acadêmico XXII de Agosto, quando, enfrentando a força pública de São Paulo, com gás lacrimogêneo e cassetete, fizemos uma eleição na rua Monte Alegre, na PUC de São Paulo, e fui eleito Presidente da União Estadual dos Estudantes, sob as balas e as patas dos cavalos da ditadura. Fui eleito Deputado Estadual, candidato a Governador, três vezes eleito Deputado Federal, Presidente do PT por três vezes, trabalhei junto com a maioria do partido para estabelecer a eleição direta no PT e fui eleito diretamente.
Não é verdade que sou stalinista, porque o PT é um partido profundamente democrático. Nunca nenhuma decisão do PT foi tomada por rolo compressor. Todas as decisões que propus ao partido levaram meses para se transformar em realidade e foram aprovadas por maioria, muitas vezes de 2 ou 3%. Fui eleito Presidente do PT com 18 votos.
A tese que sustentou a mudança do PT, que levou o Presidente Lula ao Governo, foi eleita com 2 votos.
O PT, que não tem maioria no País, elegeu o Presidente, 91 Deputados nesta Casa e 14 Senadores. O PT compôs, sim, uma base ampla, primeiro com o PL, que deu o vice, depois com o PSB e com o PCdoB, aliados históricos nossos, depois com o PL, o PP, o PTB e o PMDB. Não éverdade que essa base de apoio foi composta com base em favores não legítimos, que houve compra de votos, que houve barganhas que envergonhassem esta Casa, que esta Casa votou a partir da compra de votos.
Quando saiu o relatório das CPIs, fiz meu contraditório. No outro dia, meu advogado entregou minha defesa lá. Quando saiu o relatório do Conselho do Ética, também o fiz, assim como na Corregedoria. No Conselho de Ética, nunca deixei uma acusação sem resposta, inclusive contra o Governo. Não tinha autorização nem delegação para defender o Governo, pois não era mais Ministro, mas sou filiado ao PT e Deputado da base do Governo. Por isso defendi o Governo contra as acusações de mensalão, de que os recursos vieram de fontes que não foram os empréstimoscom os bancos, de superfaturamento, de empresas privadas ilegais, de contratos fictícios ou de fundos de pensão. Se eu aceitasse isso, aceitaria que o Governo do Presidente Lula montou um sistema de corrupção no País, autorizado pelo Presidente ou por sua delegação. Isso não é verdade! Essa verdade tem de ser restabelecida no País. Para isso existem as CPIs, o Congresso Nacional, o Ministério Público, a Polícia Federal e a Justiça.
Defendi com a consciência tranqüila, porque participei do Governo, vivo o Governo e sei que não é verdade.
Sei que existe corrupção na Administração Pública Federal. Sei que é preciso combatê-la e a combati. Entreguei ao Conselho de Ética — e todos os Deputados e Deputadas podem ter acesso — um relatório de mais de 100 páginas da Casa Civil, da CISET. Toda denúncia que chegou à Casa Civil contra quem quer que seja — estatal, autarquia ou Ministério — , contra qualquer diretor, presidente ou Ministro, fosse ou não denúncia — muitas vezes era pedido de informação — , encaminhei ao Ministério Público, encaminhei àContadoria Geral da União, encaminhei ao Tribunal de Contas da União. Portanto, tenho a consciência tranqüila de que não me omiti, de que não prevariquei na Casa Civil.
Fui Ministro da Casa Civil. Não era Presidente do PT. Não era Deputado. Portanto, não aceito ser responsabilizado pelas decisões do PT ou como Parlamentar. O Supremo tomou uma decisão, que acatei. Aliás, acatei todas as decisões do Supremo. Jamais critiquei o Supremo Tribunal Federal. Jamais critiquei também a Comissão de Constituição e Justiça quando perdi. Não aplaudi quando ganhei nem critiquei quando perdi, como alguns fizeram no País, o que não é uma atitude democrática.
Sr. Presidente, não vou fazer uso de todo o tempo que me foi concedido. Tenho interesse de que a Câmara conclua a votação. Quero acordar amanhã como um cidadão que prestou contas à Câmara dos Deputados como Deputado, olhou para cada Parlamentar.
Durante essas semanas todas eu me dispus a conversarcom cada Deputada e Deputado, ouvir o que cada Deputado e Deputada tinha a me questionar. Enviei para cada Deputado e Deputada uma carta e depois as minhas defesas. Fizemos esse resumo. Todos os Deputados e Deputadas sabem o sacrifício que isso significou porque sabem qual é a estrutura do gabinete, sabem o salário e a verba indenizatória que têm, sabem as condições em que exercem o mandato. Não fosse a ajuda de milhares de brasileiros e brasileiras, centenas de milhares — ouso dizer — de brasileiros e brasileiras, eu não teria podido travar essa luta.
Não quero misericórdia. Não quero clemência. Tenho repetido para cada um e cada uma de vocês: Quero justiça. (Palmas.) Que cada Deputado vote com a sua consciência. Nunca agravei nenhum Deputado ou Deputada. Nunca agravei nenhum membro do Conselho de Ética. Nunca fiz ataque pessoal. Nunca fiz crítica que não fosse jurídica e política. Sei da situação e da posição que vivo neste momento desde o dia em que voltei para esta Casa. Sei muito bem da responsabilidade política que eu tenho nesses últimos 10 anos no Brasil. Mas sei também que essa responsabilidade não envolve — quero repetir — nada, nada que signifique quebra de decoro.
Para finalizar, Sr. Presidente, Deputados e Deputadas, quero render homenagem a todos aqueles que lutaram em nosso País pela democracia para que esta Casa hoje pudesse estar julgando.
Tenho compromisso com a luta contra a corrupção. Digo isso olhando nos olhos de cada Deputada e Deputado. Não há nada na minha vida que comprove o contrário. Em todos os cargos que ocupei, em todas as funções que desempenhei, combati a corrupção. E foi assim também no Governo do Presidente Lula. Não fui omisso, não prevariquei e, muito menos, participei.
Quero lembrar que esta Casa está-me julgando, mas também está, na verdade, fazendo um autojulgamento.
Muito obrigado pela atenção. Vamos enfrentar a votação. (Palmas.) Muito obrigado. (Palmas prolongadas. O orador é cumprimentado.)
ELE SEMPRE LUTOU POR JUSTIÇA, ELE NÃO VAI PARAR.


Chamam o ex- ministro Dirceu de homem forte do governo Lula, homem forte porque foi chefe da Casa Civil, porque cumpriu seu mandato na Casa Civil, com muita dedicação, com transparência, com pulso forte, com determinação de mudar este país para muito melhor, e conseguiu uma boa parte dessas mudanças importantes que foram feitas para o país e para o povo brasileiro há a determinação de Dirceu. Ele assim o fez os 30 meses que ocupou a Casa Civil. Dirceu incomodou a oposição safada, que queriam cargos nas estatais, cargos no governo, para fazer o que fizeram nos governos passados, desviar o dinheiro publico, Dirceu barrou todas as tentativas que foram feitas nesse sentido. Incomodava a oposição cretina, quando Dirceu falava que o governo Lula,não roubava e não deixava roubar, eles sabiam que Dirceu estava falando a verdade, eles já haviam feitas várias tentativas sem sucesso. Então como punir Dirceu por isso, como punir Dirceu por agir corretamente, como punir Dirceu por estar colaborando com o sucesso do governo Lula, com os avanços do país? Tirando Dirceu do governo, tirando Dirceu da política publica. Mentiram, inventaram, acusaram sem provas, manipularam informações, manipularam testemunhas, a mídia safada colaborou bastante para esse desfecho. Mas não é somente por isso que Dirceu incomodava, ele foi um grande líder contra a maldita ditadura, ele influenciou as massas contra a ditadura, ele arriscou a vida pela democracia, pela justiça, pela liberdade. Dirceu é uns dos responsáveis pela liberdade da imprensa, pela liberdade de expressão, pelo fim da maldita ditadura militar no Brasil. Os filhotes da ditadura, os militares da época da ditadura, hoje a maioria na reserva, não se conformaram com Dirceu no poder, não se conformaram com Dirceu sendo um importante membro do governo, com poderes que poderiam levar este país, a ser o maior e melhor da AL. Com redistribuição de renda, combate a miséria e fome, com geração de empregos, com crescimento sustentável, com justiça social, fazendo o povo recuperar a dignidade. Para os cretinos, para os safados, para aqueles que foram poder por anos e destruíram este país, para os que venderam nossas empresas ao capital estrangeiro e causaram grandes prejuízos ao povo e ao país, para os que tiveram enriquecimento ilícito, e estavam acostumados com as maracutaias com o dinheiro publico, Dirceu significava um imenso obstáculo, Dirceu no governo era uma das certezas absoluta da reeleição do presidente Lula em 2006. Dirceu é um homem forte, corajoso, inteligente e vai continuar sua luta, e vai provar sua inocência, e seus ideais estão muito mais vivos e muito mais perto de serem conquistados, justiça social, liberdade, dignidade e paz. Ele sempre lutou por isso e não vai abandonar essa luta, que é dele e todos nós que queremos que este país seja um país de todos.
Jussara Seixas

30 novembro 2005

Ministro Jobim em seu discurso fez referencias aos "juristas de ocasião, bem conhecidos por está casa" e no fim citou a frase de Nelson Rodrigues,"Os idiotas perderam a modéstia". Estaria o ministro Jobim se referindo ao Miguel Reale? Tenho a impressão que a carapuça lhe serviu como uma luva!

Jussara

30/11/2005 - Dirceu obtém vitória parcial no STF



O STF (Supremo Tribunal Federal) acaba de dar vitória parcial ao deputado José Dirceu (PT-SP), ao concordar, por 6 votos a 5, que ele não teve direito à ampla defesa no processo do Conselho de Ética que pede sua cassação por suposta quebra de decoro parlamentar.



Em seguida, numa segunda votação, os ministros entenderam que não era o caso de suspender o processo, mandando apenas suprimir do relatório final do Conselho o depoimento da banqueira Kátia Rabelo - uma das falhas legais apontadas por Dirceu - e todas as referências feitas a ele.



Com isso, fica mantida para as 19h desta quarta-feira (30) a votação, no Plenário da Câmara, do processo contra Dirceu – agora sem os trechos que deram origem ao recurso do deputado no STF.



Cerceamento da defesa

A vitória parcial foi obtida com o voto favorável do ministro Sepúlveda Pertence, que não pôde comparecer à sessão da semana passada, quando um empate em 5 a 5 forçou o adiamento da decisão para hoje.



Com o voto de Pertence, a maioria dos ministros entendeu que o Conselho de Ética da Câmara feriu a Constituição e os princípios legais ao inverter a ordem dos depoimentos das testemunhas de defesa e acusação.



A ilegalidade ocorreu em relação ao depoimento de Kátia Rabelo, usado como ponto fundamental na parecer do deputado Júlio Delgado (PSB-MG), relator do processo contra Dirceu no Conselho.



Para justificar a inversão, o Conselho alegou falta de poder para convocar as testemunhas, de maneira que os próprios depoentes é que teriam definido a data de suas falas.



De propósito

Pertence desmontou o argumento, afirmando que a inversão não ocorreu por “carência de poder”, mas se deveu “exclusiva e propositadamente” pela vontade do próprio Conselho, que, ao sugerir as datas dos depoimentos, marcou os das testemunhas de acusação para depois da fala das de defesa.



“Os convites a todas as testemunhas partiram na mesma data, em 31 de agosto, sugerindo uma ou mais datas para o comparecimento dos convocados. Mas a seqüência das datas da defesa precedia a dos comparecimentos da acusação. A quizília (pendência) se esboroa diante desta evidência”, argumentou Pertence.



O ministro também lembrou que a inversão foi questionada pelo advogado de Dirceu, José Luiz de Oliveira Lima, durante audiência no próprio Conselho, em 13 de setembro - nove dias antes do depoimento de Kátia Rabelo.



Com o voto de Pertence, faltava decidir o que fazer com o processo. O argumento da supressão do depoimento da banqueira venceu, também por 6 a 5, o da suspensão do processo, o que provocaria seu retorno para o Conselho de Ética.



A reunião do STF também foi marcada por críticas aos que condenaram publicamente o Tribunal, que estaria "interferindo" nas decisões de outro Poder.



Sepúlveda Pertence fez um longo discurso em defesa do STF, seguido de uma breve fala do presidente Nelson Jobim. Citando o dramaturgo Nelson Rodrigues, Jobim concluiu: "Os idiotas perderam a modéstia".
QUEM É O BENGALADOR MALUCO

Por Caia Fittipaldi



O IMPRENSAMENTO-DEGOLA de JD: O bengalador-maluco.

Ontem, bati o olho naquele bengalador-maluco e adivinhei: aí tem coisa! Primeiro, o bengalador-maluco cuidou com precisão do enquadramento. Tentou bengalar, certinho, para as câmeras. Segundo, tinha ares de canastrão. Terceiro, o bengalador-maluco adorou ser preso.

Aí... fui procurar no Googgle, e achei: Yves Hublet é figurante de filme de Mazzaropi. Pode ser visto (digamos assim!) em “No Paraíso das Solteironas, de Mazzaropi, de 1979
(em http://www.museumazzaropi.com.br/filmes/21parai.htm).
Também é autor de livros ditos infantis, todos, hoje, vendidos em sebos, em Brasília.
Só falta, agora, bom jornalismo investigativo, pra descobrir qual o ‘marketeiro’ que contratou YH, pra fazer, ontem, aquela cena de ‘indignação de filme C’. Pessoalmente, senti um pouco de pena daquele triste, pobre, velho ex-galã de Mazzaropi, decadente e desempregado.

Os blogueiros do Noblat, Lucia Hippólito, Fernando Rodrigues e os sociólogos do PSDB-USP A-DO-RA-RAM a pancadaria. Acharam ‘muito ético’.

Noblat, no Blog, observou que “o treinamento de defesa pessoal comunista que o comunista Dirceu aprendeu com os comunistas na Cuba comunista do comunista Fidel funcionou bem: Dirceu rapidamente desarmou o velhinho.”

Sorte que Dirceu é homem civilizado e deputado democrático, e não é um brucutu. Se Dirceu fosse um Bornhausen, poderia ter acabado com a raça do bengalador maluco.

Parabéns Sr .Hindemburgo


Há pessoas que tem o ímpeto dos seres rastejantes, dos seres peçonhentos, é o caso do idoso Yves Hublet, que atacou o deputado Dirceu, e existem pessoas que são seres humanos, que como esse Sr.Hindemburgo, com seus 81 anos vividos,sabe o valor da dignidade, do respeito, e da justiça.Parabéns Sr. Hindemburgo quem sabe Hitler, Nixon, Bush, Mussolini se tivessem o seu pensamento não teriam matado, por intolerância, por falta de respeito ao ser humano, milhões de pessoas.




30/11/2005 - 12h44m
Aposentado desafia agressor de Dirceu para duelo de bengalas

Isabel Braga - O Globo

BRASÍLIA - Que o julgamento do deputado José Dirceu (PT-SP) desperta muitas paixões e debates acalorados não havia dúvida, mas agora também tem produzido cenas insólitas no Congresso. Inconformado com a agressão sofrida na terça-feira pelo petista, o aposentado Hindemburgo Almeida Flores, gaúcho de 81 anos, desafiou o agressor de Dirceu para um duelo de bengalas nesta quarta-feira. O aposentado disse que não conhece pessoalmente o ex-ministro da Casa Civil, mas condenou a atitude do escritor Yves Hublet, paranaense morador de Brasília que acertou várias bengaladas em Dirceu quando este saía do plenário.

- Não conheço o José Dirceu, não sou contra nem a favor, mas é uma covardia o que esse outro fez com ele ontem. Vim aqui para desafiá-lo para um duelo de bengalas - protestou o aposentado.

O aposentado disse que votou em Luiz Inácio Lula da Silva em 2002 e que não há dúvida de que há corrupção no país, mas afirmou que o presidente "está aí para acabar com ela". Para evitar que o aposentado cometesse alguma besteira, já que saíra de casa determinado a dar o troco ao agressor de Dirceu, a família do aposentado telefonou para a segurança da Câmara pedindo que ele fosse detido na entrada do Congresso. Neste momento, Hindemburgo aguarda a chegada da família num gabinete da Câmara.
30/11/2005 - Juarez: Conservadores tentam esconder os avanços do governo Lula




O economista e professor da Universidade Federal de Minas Gerais, Juarez Guimarães, em encontro na noite de ontem (29) com a bancada do PT na Câmara, destacou que há inúmeras realizações do governo Lula. Ele citou o combate à corrupção e a adoção de políticas públicas de inclusão social, mas ressalvou que setores conservadores tentam minimizar ou esconder esses avanços. “No caso da corrupção, por exemplo, o que o atual governo faz supera, e muito, o que todos os outros fizeram”, disse.

O encontro foi o segundo de uma série que o líder Henrique Fontana (RS) programou realizar com intelectuais a fim de subsidiar os deputados em seu trabalho parlamentar e político. O primeiro intelectual a ser ouvido, na semana passada, foi o professor Emir Sader, coordenador do Laboratório de Políticas Públicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e professor da Universidade de São Paulo.

Ambos falaram sobre a importância do apoio da militância, dos movimentos sociais e da intelectualidade de esquerda para a consolidação da democracia no Brasil e a continuidade de diferentes políticas públicas que vêm sendo implementadas pelo atual governo.

Esse apoio, na análise de ambos os pensadores, será de extrema importância para a reeleição de Lula, caso ele seja mesmo candidato a um segundo mandato.

Sader, como Juarez Guimarães, assinalou que setores conservadores do país tentam eclipsar, inclusive com apoio de certos segmentos da mídia, os avanços e conquistas do governo Lula.


Agência Informes (www.informes.org.br)
A RAMPA DOS EXCLUÍDOS DE SP


Rampa antimendigo, rampa antipobre, rampa antiexcluidos, rampa antisereshumanos. Absurdo, isso é inadmissível, ao invés de construir rampas antimendigos, porque não constrói moradias populares para essas pessoas, porque não oferecem empregos para elas, porque não colocam essas crianças em creches da prefeitura, porque não fazem algo que de dignidade ao ser humano. Eu passo nessa região da Paulista, o que vejo são famílias, com crianças pequenas,com bebês, respirando a fumaça dos carros, ouvindo o barulho infernal do transito, passando frio, tomando chuva, comendo lixo. Será que passa na cabeça desse infeliz do Serra que eles estão ali porque gostam de sofrer? As pessoas geralmente quando se deparam com essas cenas de alguma forma tentam ajudar, dão esmolas, dão roupas ,dão alimentos, dão remédios quando necessário, eu já fiz isso, e vi muita gente fazendo. Mas o Serrataxaposte, que tem obrigação de fazer algo de bom, de útil e tem condições para resolver o problema dessas pessoas, essas pessoas que tiveram por Ns motivos e a má sorte de estar nessa situação, além de não fazer nada ele literal chuta as pessoas. Mas ali é o Jardins, a elite mora lá, a região da Paulista é aonde há a concentração a grande riqueza da cidade, lá estão as sedes dos bancos do brasileiros e estrangeiros. Gente poderosa e rica mora lá, gente poderosa e rica passa por lá de carro diariamente, gente fina, elite, que não gosta de saber que a miséria existe, não gosta de ver aqueles mendigos tornando feia a paisagem. Gente que ao invés de fazer algo para essas pessoas, vão pedir para o Serrataxaposte remove-las de lá, e o Serrataxaposte como foi eleito pela elite justamente para melhorar mais vida deles, e atender os seus interesses, sem a mínima piedade e pudor remove os mendigos que são seres humanos, como se fossem lixo. Apenas vai remove-los da região da Paulista, eles que se virem e vão para outras regiões de preferência bem distante, se forem para outra cidade melhor ainda. Tem uma cidade no interior de SP que eu não me recordo qual é agora, isso já faz alguns anos, que de madrugada com uma Kombi, pegava os mendigos da cidade e os deixava em outra cidade próxima, os moradores, ricos fazendeiros, não queriam ficar topando com os mendigos na cidade. O presidente Lula está fazendo o que pode para combater a miséria no país, e ele está conseguindo diminuir a pobreza. O índice caiu 8% de 2003 para 2004, redução fortemente influenciada pela queda na distância entre os ricos e pobres no Brasil, registrada em três anos consecutivos. Somente em 2004, a desigualdade caiu duas vezes mais do que no ano anterior. Segundo dados do IBGE (2002) haviam 54 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza, herança maldita de FHC. Se o presidente Lula, o governo federal está conseguindo esse feito, que segundo a FGV "Queda espetacular no índice de pobreza", porque as prefeituras, os governos estaduais não seguem o modelo do governo Lula para ajudar a quem sabe erradicar a miséria, a fome em nosso país ? Não fazem porque não interessa para a elite essas ações, não fazem porque querem usar o dinheiro para obras que beneficiem as elites,a burguesia, não fazem porque essas ações sociais não dão para superfaturar, e nem beneficiam grandes empreiteiras, o que garante um retorno financeiro para os próprios bolsos, Maluf que o diga! Eles não colaboram com o governo Lula, de medo da reeleição do presidente Lula, eles querem voltar ao poder, e para isso vale tudo, até sacrificar milhões de pessoas, manter milhões de pessoas na miséria, crianças, jovens, adultos, idosos, para poder falar que é culpa do governo Lula, que o governo Lula não cumpriu o que prometeu, como se cada um deles , cada prefeito, cada governador da oposição não tivessem nenhuma responsabilidade sobre a miséria do povo de suas cidades de seus estados. Todos somos responsáveis, somos responsáveis quando votamos em tipos como Serrataxaposte, somos responsáveis quando sonegamos impostos, somos responsáveis quando assistimos esses absurdos como essa rampa antimendigos e nos calamos, e não protestamos pedindo dignidade para essas pessoas, somos responsáveis quando a vida de outro ser humano não nos interessa. Não cabe aqui a frase "perdoa-los senhor, eles não sabem o que fazem" eles sabem muito bem o mal que estão fazendo e porque estão fazendo. Poder acima de tudo e todos.

Jussara Seixas


Serra retoma obra da rampa antimendigo
AFRA BALAZINA
DA REPORTAGEM LOCAL
Folha de São Paulo

A gestão do prefeito José Serra (PSDB) vai retomar a construção da rampa antimendigo na região da avenida Paulista. A decisão ocorre em um momento em que a própria prefeitura admite um aumento de 20% no número de moradores de rua -e em que eles começam a montar barracas em pontos-símbolo de São Paulo, como a praça da Sé.

29 novembro 2005





Recebi este e-mail do deputado José Dirceu.

Car@s companheir@s,


Com a proximidade do meu julgamento pelo plenário da Câmara, houve um aumento substancial da quantidade de mensagens diárias recebidas por esta caixa postal. A sobrecarga tem provocado eventuais excessos no limite de armazenamento de mensagens. Podendo causar extravios.
Por causa disso, criamos um novo endereço eletrônico, para que as mensagens sejam enviadas com cópia e tenhamos a certeza de receber todas as manifestações de apoio e solidariedade, mantendo nosso vínculo nessa rede de resistência virtual.
O novo endereço é dep.josedirceu@uol.com.br.
Um abraço forte do

José Dirceu.
Depois dizem que nós petistas somos fanáticos, arruaceiros, agressivos, nós é que somos perigosos!


29/11/2005 - 18h07
Homem de bengala agride José Dirceu no plenário da Câmara

FELIPE RECONDO
da Folha Online, em Brasila

Um homem de bengala aparentando ter mais de 60 anos agrediu nesta terça-feira o deputado José Dirceu (PT-SP) com uma bengala que tinha um ponta de ferro. Foram dois golpes que atingiram a cabeça do deputado. Após atingir o deputado, o homem gritou duas vezes: "Cristão, Cristão".

A agressão ocorreu na saída do plenário da Câmara.

O homem, ainda não identificado, foi detido pela Polícia Judiciária para prestar depoimento.

Dirceu estava na Câmara e pouco antes de deixar o plenário conversava com jornalistas e dizia estar "muito bem e tranqüilíssimo" para a votação de amanhã. "Eu mesmo não acredito que consegui chegar aqui como estou. Só eu sei o que passei."
29/11/2005 - 09h54

STF está tentando "desmoralizar" o Congresso, diz ACM

da Folha de S.Paulo

STF desmoraliza o Congresso? Olha quem está falando isso, quem violou o painel do Senado, quem está envolvido até o pescoço com as maracutaias da Bahia, quem andou grampeando de parlamentares e até ex namorada. Fala sério ACM, quem vota contra o governo são vocês, quem fazem as maiores baixarias no Congresso são vocês, e agora vem falar que o STF está tentando desmoralizar o Congresso? O STF nunca precisou fazer isso, vocês se desmoralizaram por conta própria.











Meu fiel amigo Chuvisco.



Meu computador foi invadido, foi horrível!


Meu site sumiu, a tela ficou negra, começou escorrer sangue na tela negra, de repente saiu uma mão da tela negra ensangüentada, apertou o meu pescoço, e gritava com uma voz estridente:- Eu vou acabar com a sua raça, maldita petista, vou acabar com raça de todos os petistas. Nisso meu melhor amigo, pulou na mão assassina, mordeu com vontade a mão que tentava me dar uma surra e me matar. A mão desesperada com o ataque do meu fiel amigo recuou para dentro da tela do meu computador. Graças adeus acordei, foi tudo um pesadelo com o que há de pior neste país, a oposição ao governo Lula.
29 Novembro 2005

Presidente Lula conseguiu, ele batalhou muito, ele foi preso político, ele foi perseguido, ele foi massacrado pelas elites, a direita oposicionista, a mídia safada, não lhe dão trégua hoje no governo. Ele passou por tudo isso porque queria justiça social, ele queria um Brasil sem miseráveis, sem famintos. Mas o presidente Lula não esmoreceu, não abandonou o seu objetivo, ele é forte, firme e determinado. Ele prometeu e conseguiu diminuir drasticamente a miséria no Brasil, em apenas três anos de governo, o resultado é esse: Queda espetacular no índice de pobreza.

Viva Lula presidente do Brasil!

Jussara Seixas



28/11/2005 - FGV: "Queda espetacular no índice de pobreza"



A taxa de miséria no país atingiu, em 2004, seu nível mais baixo desde 1992, segundo a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicilio) apresentada na última sexta-feira (25) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O índice caiu 8% de 2003 para 2004, redução fortemente influenciada pela queda na distância entre os ricos e pobres no Brasil, registrada em três anos consecutivos. Somente em 2004, a desigualdade caiu duas vezes mais do que no ano anterior.

A Pnad demonstra, a partir de avaliação do Centro de Políticas Sociais do IBGE, que a renda domiciliar per capita de todas as fontes (trabalho, aluguéis, programas sociais e outros componentes que integram o rendimento de uma família) teve aumento real.

Primeira instituição a revelar o aumento da pobreza ocorrido em 2003, a FGV (Fundação Getúlio Vargas), com base na Pnad 2004, reafirma os avanços dos indicadores sociais relativos ao ano passado.

"Houve uma queda espetacular no índice de pobreza em 2004, movida pelo aumento da ocupação, redução da desigualdade de renda do trabalho e pelo aumento de transferências focalizadas do estado", afirma o economista Marcelo Néri, coordenador do Centro de Políticas Sociais.

Néri também atribuiu a queda da pobreza ao crescimento econômico do país e listou fatores como estabilidade da inflação, reajuste do salário mínimo, recuperação do mercado de trabalho, aumento da geração de empregos formais e ainda o aumento da presença do Estado na economia.

Ele disse ainda que o aumento da taxa de escolarização da população tem sido fundamental para a redução da desigualdade entre ricos e pobres.

"Há uma nova geração de programas sociais que está fazendo a sociedade brasileira enxergar que é preciso dar mais a quem tem menos e entre os exemplos estão o programa Bolsa Família e o programa de aposentadoria rural. A cobertura destes dois programas alcança os bolsões de pobreza das zonas mais distantes dos grandes centros, reduzindo bastante a miséria no país".

De acordo com o estudo da Fundação Getúlio Vargas, em 2004, 25,08% da população brasileira vivia abaixo da linha de pobreza, ou seja, ganhava menos de R$ 115 por mês. Em 2003, eram 27,26% dos brasileiros.

Néri explicou que, na avaliação da FGV, o Brasil segue um ritmo compatível com o das Metas do Milênio, que busca reduzir a pobreza à metade em 25 anos (de 1990 a 2015).

Após o lançamento da pesquisa, adianta Néri, o Centro de Políticas Sociais da FGV estará disponibilizando um banco de dados em sua página na internet, no endereço www.fgv.br/ibre/cps.
PRESIDENTE LULA EXEMPLO PARA O MUNDO.

28/11/2005 - IBGE: Desigualdades diminuem no governo Lula


A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicilio (Pnad), divulgada na sexta-feira (25) pelo IBGE, mostrou que, no segundo ano do governo Lula, o país teve uma forte redução da desigualdade de renda entre os trabalhadores, com maior número de postos de trabalho formal. Pela primeira vez desde 1997 a renda do trabalhador parou de cair. Em 2004, a taxa média de desemprego no país caiu de 9,7%, índice de 2003, para 9%, a menor em seis anos, com o maior nível de ocupação em uma década.



O presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), considerou os dados muito significativos. Ele lembrou que o levantamento do PNAD é mais abrangente do que o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), uma vez que envolve os empregos formais e informais. A estimativa do ex-ministro do Trabalho é de que, até o final do ano, se chegue a 6 milhões de empregos novos no país.



Para Berzoini, os dados mostram que houve reversão tanto da queda da renda quanto do emprego no país. Ele analisou ainda que, em dois anos, houve um aumento de 10% no nível de emprego, mesmo com um quadro de dificuldades encontrado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2003, quando tomou posse na Presidência da República.



Confirmação de expectativa

Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, os dados confirmaram as estatísticas sobre a geração de empregos no governo do presidente Lula.



Na cerimônia de abertura da 3ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador, neste final de semana em Brasília, ele destacou que a Pnad reafirma todos os números que o Caged tem demonstrado.

A pesquisa revela que o mercado absorveu 2,7 milhões de novos trabalhadores em 2004 – um crescimento de 3,3% em relação ao ano anterior, quando a expansão foi de 1,2 milhão de pessoas.

De acordo com o estudo, o nível de ocupação no ano passado superou todos os registrados de 1996 a 2003, embora ainda não tenha retornado ao patamar da primeira metade dos anos 90.

A pesquisa também mostrou que em 2004 aumentou em 6,6% o número de empregados com carteira assinada. E o de trabalhadores por conta própria cresceu 6%. No período, a indústria de transformação registrou o aumento mais expressivo (11,6%) de empregados com carteira assinada.



Distribuição de renda
Marinho afirmou que o resultado da Pnad-2004 indica o início de um processo de distribuição de renda no país. Segundo ele, o maior equilíbrio nas remunerações pode ser notado a partir dos dados do estudo, que mostram que os maiores salários baixaram, e os menores, aumentaram.

"Existe um processo de retomada da valorização real dos baixos salários. Se você lembrar em janeiro de 2003 o preço do cimento, do arroz, do feijão, do gás, nós vamos chegar à conclusão de que os baixos salários tiveram, de fato, um ganho no poder de compra", disse. E destacou que o impulso dado ao crescimento dos menores salários ocorreu devido ao aumento do salário mínimo.

Sobre a proposta do relator do Orçamento 2006, deputado Carlito Merss (PT-SC), de aumentar o salário mínimo para R$ 340, o ministro disse que esse seria "um ponto de partida muito interessante".



O ministro ressaltou, no entanto, que uma política de valorização do salário mínimo em longo prazo é mais importante do que a discussão do valor.



Segundo ele, em 2006 o governo deverá propor uma nova política de reajuste, com abrangência maior que a de um mandato presidencial. "Nós pretendemos oferecer ao Congresso Nacional, até março ou abril, um Projeto de Lei estabelecendo essa política", afirmou.

Leia mais:

PNAD: Nível de emprego é o maior desde 1996

PNAD: Miséria atinge nível mais baixo no país

PNAD: MEC destaca índice que mostra queda do analfabetismo no Nordeste

Veja os principais resultados da PNAD 2004:

1) RENDA: Redução da desigualdade

O rendimento médio manteve-se estável e a desigualdade da renda do trabalho reduziu, com o índice de Gini passando de 0,563 (2002) para 0,547 (2004).

A participação na renda dos 50% mais pobres cresceu entre 2002 a 2004: passou de 14,4% da renda para 15,2% da renda total.

Já os 5% mais ricos da população tiveram redução de 33,8% para 32,5% da renda total, entre 2002 e 2004.

A desigualdade da renda diminuiu na região Norte (área urbana), Sudeste e Sul. No Centro-Oeste e no Nordeste caiu em relação a 2002, mas se manteve estável em relação a 2003.



2) TRABALHO: aumento de ocupação

Aumentou o número de ocupados em 3,8 milhões de trabalhadores de 2002 a 2004, atingindo o maior nível de ocupação desde 1996.

O nível de ocupação das mulheres foi o mais alto desde 1992

Quase 2,5 milhões de empregados com carteira assinada, resultando em maior contribuição previdenciária

A taxa de desocupação caiu no Brasil de 9,2% para 9,0%. Houve queda em todas as regiões, com exceção do Nordeste.



3) EDUCAÇÃO: indicadores apresentam de 2002 a 2004;

Taxa de analfabetismo das pessoas acima de 15 anos caiu de 11,8%, em 2002, para 11,2% em 2004.

Aumenta o número de anos médio de estudo em todas faixas de idade



4) MELHORA NAS CONDIÇÕES DE VIDA

Destaque para o acréscimo do número de domicílios com telefone fixo e celulares (61,7% para 66,1%), microcomputador (14,2% a 16,6%) e acesso à internet (10.3 a 12.4%), de 2002 a 2004.
FHC, PSDB PÉSSIMO EXEMPLO PARA O BRASIL
29/11/2005

Negócios de telefonia celular efetuados durante governo de FHC deixaram dívida de R$ 1,1 bilhão
Quatro empresas de telefonia celular foram condenadas a recolher aos cofres públicos R$ 1,1 bilhão por conta de negócios irregulares feitos durante o governo FHC. A irregularidade foi detectada pelo TCU em 1997. Vem sendo confirmada em sucessivos julgamentos. Mas não há sinal de liquidação da dívida.
A encrenca envolve quatro empresas: BCP, Americel, BSE e Maxitel. As três primeiras são controladas pela
Claro. A última pertence à TIM. As empresas não reconhecem a dívida.

Aconteceu assim:

1. em 1997, o Ministério das Comunicações, gerido por Sérgio Motta, promoveu licitações para escolher as companhias que explorariam o serviço da banda B de telefonia celular;

2. o edital previa que os vencedoras pagariam 40% de entrada e 60% em três parcelas anuais. Fixou-se como índice de correção o IGP-DI, mais 1% de juros;

3. ao elaborar os contratos, porém, o governo incluiu uma cláusula permitindo às empresas pagar tudo de uma vez, um ano após a assinatura do contrato. Sem correção;

4. em
decisão de 1997, o TCU entendeu que as regras do edital não poderiam ter sido alteradas. Concluiu que houve benefício indevido às empresas, em prejuízo ao erário;

5. a essa altura, só um contrato havia sido assinado, o da Americel. Não havia ainda prejuízos ao erário. O TCU determinou que o contrato fosse alterado, incluindo a cobrança das correções. Ordenou regra fosse observada também nos contratos futuros;

6. o governo, porém, recorreu da decisão. O recurso foi negado em
novo julgamento do TCU, de 1999. Àquela altura, além do contrato com a Americel, outros três já haviam sido firmados com a BCP, BSE e Maxitel. Todos sem correção;

7. de novo, o TCU ordenou a cobrança, agora à Anatel, que herdara da pasta das Comunicações a gestão dos negócios de telefonia. A agência cumpriu a ordem, mas só nas concessões acertadas depois de 1999. Os contratos anteriores, já quitados, ficaram como antes;

8. em novo
julgamento, realizado em 2002, o tribunal ratificou a ordem. Houve novo recurso. E, de novo, o TCU manteve, em acórdão de 2004 (disponível em papel), as determinações anteriores;
9. os débitos, que somavam na origem do problema R$ 377, hoje alçam a R$ 1,1 bilhão. Não há, por ora, nenhum vestígio de pagamento. Em agosto passado, o TCU reiterou a determinação para que o governo efetue a cobrança.
Escrito por Josias de Souza às 03h29
CUBA EXEMPLO PARA O MUNDO.

Indicadores sócio-econômicos de Cuba



Mortalidade infantil: 5,8 por mil (menor da América Latina)
Analfabetismo: inexistente
Média de habitantes por médico: 168 (menor das Américas)
Camas de hospital para cada mil habitantes: 6,2 (maior das Américas)
85% dos cubanos são donos de suas casas
Taxa de desemprego: 3,3% (segunda menor das Américas)
Expectativa de vida: 76,7 anos (maior que a média da América Latina)
Porcentagem de mulheres deputadas: 36% (maior das Américas)
Crianças nascidas abaixo do peso: 6% (menor das Américas)
100% da população com acesso a remédios básicos (maior das Américas)
100% de crianças imunizadas (maior das Américas)
100% de partos com atendimento médico (maior das Américas)
Taxa de AIDS por milhão de pessoas: 15,6 (menor das Américas)
Saneamento básico: 94,1% (maior que a média das Américas)
Habitantes por professores: 43 (melhor das Américas)
Alunos por sala de aula no ensino primário: 20 (melhor do mundo)

“200 milhões de crianças dormem nas ruas do mundo.
Nenhuma delas é cubana.”

28 novembro 2005


Sabe o dinheiro da SEGURANÇA DE SP
Sabe o dinheiro para a FEBEM
Sabe o dinheiro dos PRECATÓRIOS
Sabe o dinheiro para EQUIPAR AS POLICIAS
ESTÁ INDO TUDO AQUI.


28/11/2005 - Deputada cobra explicação sobre propaganda de Alckmin em rede nacional



A deputada estadual Maria Lúcia Prandi (PT-SP) quer saber quanto o governador tucano Geraldo Alckmin está gastando em publicidade do Poupatempo.



A parlamentar tomou a iniciativa após constatar a veiculação de anúncios testemunhais pelos apresentadores de diversos programas da grade nacional das redes Globo e Record de Televisão, como Fausto Silva (Domingão do Faustão), Milton Neves (Terceiro Tempo) e Tom Cavalcanti (Show do Tom).



“No meio publicitário, é sabido que o anúncio mais caro é justamente o chamado testemunhal, em que o apresentador fala diretamente sobre determinado produto ou serviço. Como empresta sua imagem e credibilidade àquilo que está divulgando, o custo é muito maior que uma inserção comercial comum, como as que vemos nos intervalos”, ressalta Prandi, que quer um levantamento completo dos espaços comprados e seus custos para os cofres públicos.



Segundo a parlamentar, a indagação não tem qualquer caráter contrário às empresas de comunicação e ao Poupatempo.



“Minha cobrança é em cima do administrador público, que deve zelar pela gestão correta dos recursos que saem do bolso da população. Será que é necessário investir na divulgação para todo Brasil de um serviço que atende exclusivamente à população paulista? Não seria mais lógico direcionar o foco somente para nosso Estado, divulgando o serviço nas regiões onde ele já existe?”, questiona.



Para a deputada, por trás dessa estratégia está a ânsia do governador Geraldo Alckmin em se tornar candidato à Presidência da República.



“Seu direito de disputar o cargo é legítimo. O que não pode é o cidadão de São Paulo pagar a conta para que o nome do governador seja levado além das fronteiras do Estado. Quem tem que arcar com estes gastos é o partido dele, o PSDB”, argumenta a parlamentar.



Segundo Maria Lúcia, ao invés de gastar os recursos em uma campanha publicitária descabida, o governo deveria direcionar as verbas para, por exemplo, adquirir mais uma unidade móvel do Poupatempo.



“Assim, as cidades e regiões que ainda não dispõem do serviço poderiam ser atendidas. Reconheço a importância do Poupatempo. Mas não posso compactuar com o desperdício”.



Viagem

Desde junho, a deputada Prandi aguarda resposta para outro requerimento de informações sobre quem pagou a viagem do governador Alckmin ao Paraná, para participar de um encontro de prefeitos e vereadores daquele Estado.



Além desse evento, o chefe do Executivo paulista também participou de uma reunião com a cúpula do PSDB paranaense.



“Já são cinco meses e até agora não houve resposta. Quero saber quem pagou aquela viagem. Se foi com recursos do próprio governador ou do seu partido, tudo bem. Agora, se o dinheiro saiu dos cofres do Estado, houve crime de improbidade administrativa e isto é grave”, conclui a parlamentar, que vai reiterar a cobrança, porque o prazo legal para que as respostas fossem enviadas já expirou.



As informações são da assessoria da deputada.

Jobim vê "síndrome da conspiração" em críticas 20h18 - 27/11/2005

"Aqueles que acham que têm razão querem impor sua opinião", diz presidente do Supremo
Jobim vê "sindome da conspiração" nas críticas ao STF
SÃO PAULO
O ministro Nelson Jobim, presidente do Supremo Tribunal Federal (SFT), negou nesta sexta-feira em São Paulo que haja uma crise institucional entre o Judiciário e o Legislativo em função da decisão que interfere no processo de cassação do deputado José Dirceu (PT-SP). Segundo ele, não há nenhum juízo político que possa abalar as ações do STF, já que existe uma "síndrome da conspiração" em que" aqueles que acham que têm razão querem impor sua opinião". - Isso tudo é a síndrome da conspiração em cima de uma circunstância que se está vivendo. Quando se afirma que isso tudo decorre de uma estrutura, que decorre daquelas situações, daquela necessidade de sempre se procurar razões ocultas. Isso é normal no processo - disse Jobim, que fez palestra à noite em uma universidade privada de São Paulo. Segundo ele, as críticas da oposição e de vários parlamentares que não concordaram com a decisão do STF que deixou em suspenso o processo de cassação de José Dirceu é política e "desarrazoada". - É um juízo completamente desarrazoado daqueles que não conhecem o texto constitucional - disse, defedendo o direito ao contrário e o direto à defesa. Segundo ele, as críticas são um reflexo da dimensão do "conflito político" no país. - É uma decisão política que mostra o nível do relacionamento que se trava dentro do Congresso Nacional e se tem uma dimensão do conflito político no Brasil. Como presidente do STF, Nelson Jobim garantiu que a instituição não se constrange com as críticas e acusações de interferência no Legislativo e acusou de antidemocráticos os que não aceitam as decisões judiciais. - O Supremo não se constrange com absolutamente nada. O Supremo tem uma tradição. Inclusive o regime militar não constrangeu o Supremo. Lembrem-se que o Supremo concedia hábeas-corpus contra o regime militar. Ou seja, só aqueles que pretendem desrespeitar decisões judiciais são exatamente aqueles que não sabem conviver no processo democrático. Como o STF só vai se reunir na próxima quarta-feira às 14h, Jobim disse que a decisão da Câmara dos Deputados, seja favorável ou não à cassação de Dirceu, poderá ser anulada pela instituição, dependendo do voto do ministro Sepúlveda Pertence. - Se o Supremo conceder a liminar e tiver já sido feito o procedimento (cassação) está todo anulado o procedimento. O ministro do STF classificou como "retaliação interna" da ameaça da oposição, PSDB e PFL, de não votar o orçamento da União enquanto não for votada a cassação de José Dirceu. - Como se o governo fosse responsável por uma decisão do Supremo. Absolutamente. Os responsáveis pela decisão somos nós (STF) e a Constituição é respnsável. Isso não é um problema de processo, é um problema político. A questão a ser posta é como fica o país sem orçamento? - questionou. Nelson Jobim também negou que cogita ser candidato a presidente da República pelo PMDB. - Não cogito. Se dissesse que sou ou que não sou estaria cogitando. E não cogito. Mas o futuro a Deus pertence - disse.
Adauri Antunes Barbosa
Há pessoas mal informadas, ou que estão usando de má fé para atacar os blogueiros petista, dizendo que tiverem seus blogs invadidos por hacker, petistas. O Google presta informações que esses que estão acusando sem provas tirem suas duvidas, e até oferece uma recuperação de dados perdidos. Como há essas acusações infundadas enviei os blogs que estão referindo invasão para o Google, para que eles me digam se houve invasão ou se foi retirado pelo próprio dono do blog. Afinal se houve invasão eles precisam saber para melhorar o sistema contra ataques de hacker.
Os blogs que estão dizendo que foram invadidos saõ:

http://www.ladodireito.blogspot.com/

http://da-lhereale.blogspot.com/

Aviso de privacidade do Blogger
14 de outubro de 2005
A
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27 novembro 2005

ASSIM AGE A DIREITA, A OPOSIÇÃO AO GOVERNO LULA

Acuse-os do que você faz, xingue-os do que você é
Ela fornece um critério certeiro para discernir a lógica de muitas manobras estratégicas e táticas da direita organizada: sempre que os partidos da direita lançam uma campanha de denúncias ferozes contra algum delito real ou imaginário, é porque eles mesmos, naquele preciso instante, estão preparando ou praticando outro crime da mesma espécie e de dimensões incalculavelmente maiores.

Por isso é que a oposição está tão raivosa, por isso estão tentando tudo, literalmente tudo para derrubar o melhor governo que este país já teve, Lula o melhor presidente do Brasil. A oposição safada que nunca na história deste país se preocupou com o povo brasileiro, somente atendeu as propostas da elite para ficar cada vez mais rica e o povo cada vez mais pobre, está inconformada com os bons resultados do governo Lula em favor do povo brasileiro.
Miséria atinge nível mais baixo desde 1992, diz FGV
da Folha Online
A taxa de miséria no país atingiu o seu nível mais baixo desde 1992. Esse é um dos resultados da pesquisa "Miséria em Queda - Mensuração, Monitoramento e Metas", feito pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) com base nos dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicilio). Segundo o Centro de Políticas Sociais da FGV, a Pnad demonstra que a renda domiciliar per capita de todas as fontes (trabalho, aluguéis, programas sociais e outros componentes que integram o rendimento de uma família) teve aumento real (já descontado o crescimento populacional) de 2,8% em 2004.A FGV vê avanços nos indicados sociais do país. "Houve uma queda espetacular no índice de pobreza em 2004, movida pelo aumento da ocupação, redução da desigualdade de renda do trabalho e pelo aumento de transferências focalizadas do estado", afirma o economista Marcelo Néri, coordenador do Centro de Políticas Sociais.Na avaliação de Néri, o ponto central da pesquisa da FGV, que será divulgada oficialmente amanhã, é a geração de indicadores sociais baseados na renda familiar per capita, que norteia toda a literatura de bem-estar social e de pobreza, em particular. "Esses indicadores permitem sintetizar uma série de fatores que acontecem no mercado de trabalho e nos programas sociais e que são objeto de acalorado debate nacional e de acordos internacionais.
"25/11/2005 - 10h17mIBGE: PNAD mostra que renda média parou de cair e concentração diminuiu em 2004
Globo OnlineRIO - O IBGE divulgou nesta sexta-feira os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD 2004), revelando um retrato mais positivo do país principalmente em termos de emprego e renda. Depois de apresentar queda desde 1997, o rendimento médio real da população ocupada parou de cair e a distribuição de renda melhorou. O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população de dez anos ou mais de idade) atingiu 56,3%, o maior nível desde 1996.