12 novembro 2005


Lula em Minas Falando de improviso, o presidente Lula criticou ontem seus antecessores na Presidência. O discurso foi em frente à prefeitura petista de Teófilo Otoni, em Minas Gerais. Mesmo sem citar nomes, Lula disse que Fernando Henrique Cardoso não tem "liga" com os mais pobres.Depois de dizer às cerca de 5.000 pessoas presentes que elas elegeram "não um presidente, mas um companheiro", Lula se voltou contra o PSDB. "Eu fico olhando o que fizemos de política social. Fico olhando o que vamos fazer na educação neste país na hora em que o Congresso aprovar o Fundeb. Aí o pessoal vai dizer: "Puxa vida, mas passou tanto professor pela Presidência [e] era necessário um metalúrgico para fazer o que nós deveríamos fazer".""Possivelmente, todos eles eram muito mais cultos do que eu, leram muito mais livros do que eu, eram até mais inteligentes. O que não tinham era uma ligação sentimental e de coração com os problemas do povo. É uma coisa chamada liga, é uma coisa chamada sangue", acrescentou Lula.
Mobilização Trabalhadores querem o Congresso Nacional votando assuntos que melhorem a vida da população brasileira CréditoRaquel Camargo

Contra a rearticulação da direita e da elite: vamos garantir os avanços e conquistas
11/11/2005 - 08:28
Porque a elite não quer Lula na Presidência

Raquel Camargo
Pela primeira vez na história do País, a maioria da população está no centro das atençõesA direita pefelista-tucana primeiro usou a falta de curso universitário para afirmar que Lula não tinha competência para assumir. Como não deu resultado, passou a falar que o presidente praticava uma forma arcaica de governo. Também não pegou. Passou então a ironizar discursos e improvisos de Lula, igualmente sem sucesso. Em seguida, os conservadores chegaram ao cúmulo de falar que o País estava à beira de situação parecida com a que levou ao golpe militar de 1964!
Para desespero da direita, sua ofensiva não abalou o governo porque os cuidados do presidente e sua equipe são atender as necessidades da maioria da população e não fazer o que a elite, que é minoria, quer.
Os conservadores entenderam então que corriam o risco de não voltar ao governo e perder suas regalias.
Acompanhe abaixo algumas realizações do governo Lula.
• Este ano serão distribuídas 850 mil cestas de alimentação. Foram implantadas 119 cozinhas comunitárias e 19 bancos de alimentos.
• Criação de 3,5 milhões de empregos formais.
• Inclusão social através da criação de centros vocacionais tecnológicos e implantação dos Institutos do Semi-árido e de Neurociências no Nordeste.
• Pela primeira vez, 1,3 milhão de alunos do ensino médio receberam 2,7 milhões de livros didáticos. Todos os alunos com deficiência visual receberam livros em braille.
• O Universidade para Todos criou 122 mil vagas para estudantes de baixa renda.
• O Bolsa Família é o maior programa de transferência de renda do mundo. Em 2003 transferiu R$ 2,2 bilhões às populações carentes, no ano passado foram R$ 3,4 bilhões e neste ano serão R$ 6,5 bilhões.
• Apoio às micro e pequenas empresa, com linhas de crédito a juros bairros, formação de arranjos produtivos locais e parcelamento de débitos.
• Os brasileiros agora têm micro crédito popular, regulamentação do crédito com desconto em folha para aposentados e a abertura de contas simplificadas.
• A agricultura familiar foi considerada estratégica e 700 mil produtores foram incluídos no Programa Nacional de Agricultura Familiar.
• 256 mil famílias estão sendo atendidas pelo Programa de Atendimento Integral à Família.
• Até dezembro, 2,7 milhões de idosos e pessoas com deficiência serão atendidas pelo Programa de Prestação Continuada.
• Aumento nos investimentos em todos os níveis de ensino, desde a educação infantil até a pós-graduação.
• Mais recursos para a saúde pública, agilidade no setor nacional de transplantes e implantação do serviço de atendimento móvel de urgência em 606 cidades.
• O governo trabalha para fazer valer a importância no Brasil no contexto mundial, com fortalecimento do Mercosul e consolidação do G-20 em defesa dos interesses agrícolas dos países em desenvolvimento.
Publicada na Tribuna nº 2095 (em formato PDF, 295 Kb)

Raquel Camargo
A elite nunca aceitará um trabalhador no governo do Brasil. Por isto alimenta uma crise que tenta eliminar os avanços e conquistas dos trabalhadores e da população excluída. Vamos reagir contra este golpe.O movimento social e sindical quer do Congresso Nacional a votação de projetos de interesse do País e da população.
Mas o PSDB e o PFL querem manter o Congresso paralisado, engordando uma crise para terem munição contra Lula nas eleições de 2006. Eles querem voltar ao governo com seu projeto de retirada dos direitos dos trabalhadores, privatizações e defesa dos interesses das elites.
A mobilização do movimento social e sindical cobra do governo Lula novos patamares de política econômica, ampliar a retomada do desenvolvimento, com mais distribuição de renda e valorização do trabalho.
Depois de fazer um intenso corpo-a-corpo no Congresso em outubro, abordando deputados e senadores em torno da aprovação de projetos sociais e de temas da agenda dos trabalhadores, como a redução da jornada de trabalho, os sindicalistas preparam a Marcha a Brasília. Ela reivindica a melhoria das condições de vida com aumento do salário mínimo e mais investimentos em obras sociais.
“Queremos ver aprovados projetos sobre questões sociais e trabalhistas”, disse João Felício, presidente nacional da CUT.
Para ele, o Congresso não pode deixar de lado as discussões e temas que são importantes para a sociedade.
“Queremos também a aprovação de projetos garantindo a redução da jornada de trabalho e recursos do Orçamento para políticas públicas e conversão da dívida externa em investimentos para a educação”, comentou o sindicalista.
Felício quer ampliar o debate com os políticos sobre os projetos e temas de interesse social.
Publicada na
Tribuna nº 2095 (em formato PDF, 295 Kb)

http://www.smabc.org.br/
DEPUTADO ESTADUAL DO PMDB ACUSADO DE SER MANDANTE DO CRIME.

Em depoimento, Ernandi Martins afirmou que o parlamentar Claudiano Martins, seu cunhado, mandou executar o líder do MLST em Itaíba


JOÃO VALADARES Enviado especial

O líder do PT em Itaíba, no Agreste, Ernandi Martins de Albuquerque, acusou, em depoimento formal prestado na delegacia da cidade, o deputado estadual Claudiano Martins (PMDB) de ser um dos mandantes do assassinato do coordenador regional do Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), Anilton Martins da Silva, o Nem. Segundo depoimento de Ernandi, tio da vítima e cunhado do parlamentar, os prefeitos de Águas Belas, Nomeriano Martins, e de Manari, Otaviano Martins, irmãos do deputado, também estariam envolvidos na morte. Uma gravação numa fita cassete, que está com um dos coordenadores do MLST, pode ser uma das provas para a polícia chegar aos assassinos.
Nem teria dito ao tio, poucos dias antes de ser executado com mais de dez tiros, que essas pessoas o estariam ameaçando. Após a morte dele, a família pediu que um dos filhos da vítima abrisse um cofre para resgatar a gravação. O JC teve acesso, ontem, a cópias de três depoimentos prestados ao delegado Flávio Torreão de Almeida, que preside as investigações. Em todos eles, as testemunhas acusam dois homens conhecidos por Dida e Zé Coleta de executar o sem-terra. A ação, segundo informações repassadas à polícia, teria sido planejada por João Baixinho, a mando dos políticos.Nem, que vivia no assentamento no Barra Verde, foi assassinado por volta das 18h, no momento em que abastecia seu veículo, um Fiat Strada, num posto de gasolina em frente à Câmara Municipal de Vereadores, e a 150 metros da Delegacia de Polícia de Itaíba. O crime ocorreu no dia 27 de outubro. Nenhum pertence do integrante do MLST foi levado.
Isso aqui a veja não denuncia !!!

ASSITAM EM http://www.portalmidiapetista.blogspot.com/







Editado pela Subsecretaria de Comunicação Institucional da Secretaria-Geral da Presidência da República.Nº 372 - Brasília, 11 de novembro de 2005.



Feirões da Casa Própria facilitam compra de imóveis financiados pela Caixa
Os Feirões da Casa Própria realizados em 14 cidades brasileiras pela Caixa Econômica Federal, entre os meses de setembro e outubro, atraíram mais de 358 mil pessoas. Foram fechados, de imediato, nos feirões 4.363 contratos, totalizando negócios no valor de R$ 261 milhões. Outros 22 mil contratos foram encaminhados às agências da Caixa para avaliação. Esses eventos trouxeram maior facilidade para o brasileiro adquirir, reformar ou construir um imóvel, pois reúne toda a estrutura necessária para o fechamento do negócio com mais segurança e agilidade.
Nos feirões, funcionários da Caixa informam sobre os tipos de financiamento oferecidos, valor da prestação, uso do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para a compra do imóvel e prazo de financiamento. A presença, também, de imobiliárias, construtoras, cartórios e governos locais garantem ao interessado os dados sobre os imóveis disponíveis, localização e providências necessárias para a assinatura da escritura da casa própria. Somente em São Paulo, maior feirão realizado este ano, 900 funcionários trabalharam no evento que durou quatro dias. As cidades que tiveram maior presença de público nos feirões foram São Paulo com 94 mil pessoas, Rio de Janeiro com 60.174 e Porto Alegre com 38.200. Na capital paulista também houve a maior quantidade de fechamento de contratos. Foram 830 contra 709 contratos no Rio de Janeiro, seguido por Campinas com 583. Os negócios firmados nas três cidades somam mais de R$ 130 milhões. Além de Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Campinas, os eventos foram realizados em Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), Niterói (RJ), Salvador (BA), Ribeirão Preto (SP), Vitória (ES), Recife (PE), Fortaleza (CE), Nova Iguaçu (RJ) e Goiânia (GO).
A Caixa Econômica Federal também está promovendo feirões regionais. Em Aracaju, por exemplo, um feirão regional, realizado entre 30 de setembro e 9 de outubro, teve foco no imóvel na planta e renda familiar de até R$ 1.500. Foram colocados à disposição 824 imóveis, com investimento na ordem de R$ 28 milhões. Anápolis (GO) também teve seu feirão regional, entre 5 e 9 de outubro, quando foram colocados à venda mais de 2.000 imóveis.
Diante da primeira experiência bem sucedida dos feirões, a intenção da Caixa é estabelecer uma programação anual contemplando outras cidades e repetindo o evento em lugares onde houve muita demanda do público. De acordo com informações do banco, os feirões, além de facilitar a compra da casa própria, serviram para revelar que existe uma demanda da população mais carente, que não tem sido atendida por imobiliárias e construtoras. Ou seja, falta oferta de imóveis para famílias com renda entre um e cinco salários mínimos, mercado esse que poderá ser mais explorado pelo setor da construção civil.
Com maior volume de recursos disponíveis para financiamento da casa própria e a criação de instrumentos que facilitam o fechamento dos negócios, como os feirões, houve o crescimento de 62% do total de imóveis financiados pela Caixa este ano em relação a 2004. Até outubro, o banco emprestou R$ 5,6 bilhões para o financiamento de 295 mil imóveis. Esse incremento contribui para o aquecimento da construção civil, setor responsável pela criação em 2005, até setembro, de 107.836 postos de trabalho com carteira assinada.
Condições
Os financiamentos da Caixa Econômica Federal estão disponíveis para a compra, ampliação e construção de imóvel, para a aquisição de lote e construção imediata da casa, além da compra de material de construção.
Estão aptos a participar famílias com renda mínima de R$ 200 e o Conselho Curador de FGTS estipula condições especiais para as que recebem até R$ 1.500 mensais, como menores taxas de juros e maiores subsídios, quanto menor a renda. No caso das famílias de renda mais baixa, são concedidos subsídios que facilitam a aquisição do imóvel. Por exemplo, uma família, residente em qualquer capital do país, com renda de R$ 300, que necessita de recursos para a aquisição/construção de um imóvel de R$ 12.500,00, pode contar com um subsídio de até R$ 10.407,00, associado a um financiamento de R$ 2.093,00.
Nas operações com recursos do FGTS, o banco financia até 100% do valor o imóvel que pode ser quitado no prazo máximo de 20 anos.
Outras informações sobre o Feirão da Casa Própriaou ligue gratuitamente: 0800-574 0101

PORQUE A OPOSIÇÃO QUER A PRORROGAÇÃO DAS CPIs


Está em todas as manchetes dos jornais "Governo perde e CPI vai ser prorrogada", ledo engano. Não é o governo que perde quem perde de verdade é o povo brasileiro, é o país. Esses senadores e deputados oposição que fazem parte das comissões das CPIs também fizeram uso de caixa 2 nas eleições, todos usaram, todos. Se fizer uma pesquisa nacional perguntando ao povo brasileiro se acredita que alguns não fizeram uso de caixa 2 com certeza à resposta vencedora será o NÃO. Não acredita. ACM, que está a mais 40 anos na política o Tasso Jereissati esse inclusive dono do Shopping Iguatemi em SP, que já ficaram ricos com dinheiro publico quando foram governo, Alckmin que tem 57 Cpis engavetadas, tem até gravação com o deputado Tuma Jr. de SP aonde ele aparece comprando o voto Paschoal Thomeu em troca de votar favor de Edson Aparecido, candidato de Alckmin para AL de SP. Fazem uso do dinheiro que não foi contabilizado junto ao TSE, porque extrapolaram o limite nas campanhas para se reelegerem, como fez FHC para conseguir se reeleger pagando R$200.000,00 aos deputados, Serra em 2002, há discrepância entre os pagamentos feitos e contabilizados na Justiça Eleitoral às empresas Intertrade Brasil Telecomunicações Multimídia Ltda. e Computer Graphics Produções Cinematográficas Ltda. e as notas que essas empresas reclamaram na Justiça. Segundo o PT, isso configura claramente a existência de caixa dois na campanha presidencial do PSDB. Usaram caixa 2 não há duvidas. Mas o que mais está demonstrado é o uso eleitoreiro das CPIs, que a oposição está fazendo, diariamente fazem propaganda eleitoral contra o governo Lula, gratuitamente, esse dinheiro não está saindo dos bolsos deles, está saindo dos cofres públicos, está saindo dos bolsos dos contribuintes que pagam seus impostos, que trabalham de verdade que pegam ônibus lotado diariamente, dos empresários que produzem neste país, que geram empregos, que pagam impostos. A oposição está usando o dinheiro do povo brasileiro para voltar ao poder. Poder que eles tiveram por mais de 08 anos e afundaram o país. Criaram o maior desemprego, criaram o maior caos econômico, entregaram um país falido, sem credibilidade, com uma imensa divida externa e interna, um país com 54 milhões de miseráveis (IBGE 2002). Tudo estava sucateado e abandonado no país, teve até o APAGÃO e nós pagamos à conta. Rodovias, portos, aeroportos, ferrovias, universidades, hospitais, saúde, tivemos uma epidemia de dengue nunca vista no país no governo FHC e Serra, por pura falta de um trabalho sério no combate aos mosquitos transmissores da dengue, na época mais de 5000 agentes da saúde do combate a dengue foram demitidos por Serra que era o ministro da Saúde. O juros bancários para empréstimo pessoais nos bancos eram de 8% a 12% ao mês, hoje está entre 4,8% a 5% e para o credito consignado está entre 1% a 2,5% ao mês. O governo da oposição do PSDB de FHC entregou o país com juros de 42% ao ano. Tivemos as privatizações de setores importantes para o país, por um preço mínimo, como a telefonia, energia, siderúrgica, e até hoje não sabe aonde foi usado esse dinheiro já que tudo foi entregue sucateado, e o governo FHC fez empréstimo junto ao FMI, aumentando a divida externa. Esses que agora estão fora do governo que fazem parte das CPIs eram integrantes do governo FHC. Eles estão fazendo à mesma coisa que fizeram quando eram governo, estão tentando desestabilizar a economia, causar o desemprego, aumentar a miséria. Resumindo não estão fazendo nada pelo país, nada pelo povo brasileiro, nada por aqueles que os elegeram nada pelos seus estados. Passam horas fazendo as mesmas perguntas para os depoentes, fazem ameaças, gritam, fazem ilações, fazem gozações, saem no tapa entre eles, se xingam, ameaçam os depoentes de prisão, como se eles fossem, os mais puros, honesto e honrados dos homens, como se fossem juizes soberanos da ética e da moral, que nós sabemos que não são. Nós estamos pagando essa conta. Isso tudo para tentar derrubar o governo Lula, melhor governo que este país já teve e voltar ao poder. Está na hora do povo reagir e pedir para que esses bandos de abutres trabalhem de verdade, com seriedade, que aprovem e façam projetos para melhorar a vida das pessoas, pessoas que fazem parte dos mais de 180 milhões de brasileiros. O Brasil não pode parar por conta das eleições em 2006, o Brasil não merece isso, o povo brasileiro não merece isso. O governo Lula está fazendo tudo de bom para as pessoas, Bolsa Família, Fome Zero, PROUNI, SAMU, Farmácias Populares, Crédito Consignado, Agricultura Familiar, gerou mais de 3.800 milhões de empregos com carteira assinada, está concluindo as penitenciaras federais, está criando universidades federais como a do VALE DO JEQUITINHONHA-MG, está recuperando estradas, está fazendo a reforma agrária, tem exportação recorde, a economia está estabilizada e sólida, a inflação está controlada, em queda, combate a corrupção como nunca foi feito antes no país. Isso tudo incomoda profundamente a oposição que está cada vez mais raivosa e virulenta. Elas estão desmoralizando as instituições, estão desmoralizando as policias, o poder judiciário, não aceitam as investigações feitas pelas policias, estão zombando e desrespeitando o judiciário, estão afrontando a Constituição. Eles tentam parar o governo Lula. Eles tentam um golpe. Mas o povo vai reagir a tudo isso, o povo vai dar a respostas e o castigo que essa corja de abutres merece. O povo vai votar Lula em 2006.
Jussara


11 novembro 2005

Contas do PFL devem ser o próximo alvo do PT



São Paulo - O presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, afirmou hoje que a legenda não descarta entrar com representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra outros partidos, além do PSDB, para o reexame das contas de campanha. "Tendemos apresentar representação contra o PFL também", citou.
O PT já encaminhou denúncia ao TSE pedindo o reexame das contas dos tucanos e a suspensão do repasse do fundo partidário ao PSDB, caso seja comprovado o uso de caixa 2 na campanha presidencial de José Serra, em 2002.
"O PSDB representou contra nós e nós contra eles, queremos que o TSE dê tratamento isonômico a essa matéria e a regra deve valer para todos", considerou o petista.
São basicamente dois os argumentos do PT para que a Justiça Eleitoral rejeite as contas do PSDB: pendências nas prestações de dois anos anteriores e a suspeita de caixa 2 na campanha presidencial de José Serra em 2002. Segundo petistas, as pendências da campanha tucana envolvem as empresas Computer Graphics e Intertrade.





SERRA DETESTA OVOS....







Serra é alvo costumeiro de ovos atirados por estudantes. Na foto acima, a ovada de 2000, em Belo Horizonte



Serra é atingido por ovo durante vistoria
São Paulo - O prefeito José Serra (PSDB) foi atingido por um ovo durante uma vistoria de obras de pavimentação na zona leste da cidade. O ovo caiu no teto do carro oficial e respingou no rosto e no paletó do prefeito, que estava entrando no veículo. Essa foi a primeira vez que Serra foi alvo desse tipo de protesto desde que assumiu o comando da Prefeitura.


Mais um ovo foi atirado em José Serra; este não acertou
São Paulo - Pela segunda vez em 13 dias o prefeito de São Paulo, José Serra, quase foi atingido por um ovo. A segunda tentativa de acertar o prefeito ocorreu na tarde desta terça quando ele inaugurava um albergue em Ermelino Mattarazzo, zona leste da cidade. O prefeito estava do lado de fora do albergue olhando uma Kombi do programa "São Paulo Protege", quando o ovo foi atirado, mas não acertou ninguém.
Grafiteiro é preso após errar seu alvo, o prefeito José Serra. "Não me arrependo", diz

E A POPULAÇÃO ESTÁ DETESTANDO SERRA.


Camelôs fazem protesto contra fiscalização em SPOs camelôs da rua 12 de Outubro, na Lapa, protestaram contra a Prefeitura de SP, que ontem retirou a maioria das barracas e intensificou a fiscalização na região. De manhã, eles obrigaram os lojistas a fechar as portas das lojas e os ambulantes regularizados desmontar as barracas. Atearam fogo em pneus e fecharam a rua ao lado do mercado da Lapa.

Sindicato ataca prioridade arrecadatória
DA REPORTAGEM LOCAL O presidente do Sindviários (sindicato que representa os marronzinhos), Luiz Antônio Queiroz, acusou ontem a gestão José Serra (PSDB) de pressionar os fiscais para multar e fez ataques às prioridades da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego).

TRANSPORTE Empresários, chamados de chantagistas por Serra, alegam prejuízo Viações culpam dívida da prefeitura por corte na frota
ALEXSSANDER SOARESDA REPORTAGEM LOCAL Os empresários de ônibus de São Paulo afirmaram ontem que a redução da frota nas ruas ocorre devido a um déficit mensal estimado em R$ 42 milhões. Essa seria a diferença entre a remuneração paga pela prefeitura e o custo real da rede de ônibus.

ADMINISTRAÇÃO É ilegal, diz Sinduscon Credores criticam Serra por leilão da dívida
FABIO SCHIVARTCHEALEXSSANDER SOARESDA REPORTAGEM LOCAL
Sindicatos que representam alguns dos maiores credores da Prefeitura de São Paulo criticaram a realização de um leilão programado pela administração José Serra (PSDB) para liquidar parte de sua dívida de curto prazo -mais de R$ 1,3 bilhão- junto a pessoas físicas e jurídicas.

GOVERNO LULA É INCANSÁVEL NO COMBATE A CORRUPÇÃO NEHUM OUTRO PRESIDENTE COMBATEU TANTO A CORRUPÇÃO COMO O PRESIDENTE LULA

PF prende 23 falsários do INSS em Manaus
Manaus (AM) - A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira em Manaus 23 pessoas e cumpriu 24 mandados de busca e apreensão em uma investigação sobre uma quadrilha formada por empresários, intermediários e servidores do INSS, que falsifica Certidões Negativas de Débitos (CNDs) para diversas empresas e prefeituras do Estado. A atual investigação é desdobramento de uma operação da PF sobre grupos de extermínio no Estado.

Bando fingia facilidade no INSS em quatro Estados
São Paulo - Os auditores fiscais e procuradores da Justiça Márcio Augusto Menezes, Franco Zerbini, Francisco Marques Oliveira e Pedro Paulo Magalhães foram presos, nesta quinta, na Grande São Paulo. Na verdade, esses eram os nomes fictícios usados por uma quadrilha que extorquia dinheiro de empresários em troca de "fazer vista grossa" para irregularidades fiscais com o INSS e a Receita Federal. Dez suspeitos foram presos e quatro estão foragidos. Eles agiam em São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
Esse foi o resultado da Operação Titã, desencadeada em julho pela Delegacia de Repressão a Crimes Previdenciários da Superintendência da Polícia Federal. A delegada Ligia Neves Aziz falou que os criminosos deviam agir desde 2000.

http://www.estadao.com.br/cidades/noticias/2005/nov/10/198.htm

KIKA ALBUQUERQUE LÊ A VEJA.

Meu amigo Oni, faz um comentário muito bem humorado e lúcido, em seu Blog a respeito de um comentário que está em um Blog de aluguel da direita raivosa e sem noção.Vale a pena ler e se divertir.Hilário!
AGORA O WALDEMAR COSTA NETO É PRESIDENTE DO PT

http://www.blogdoonipresente.blogspot.com/




"É difícil acreditar que dom Geraldo Majella não soubesse"



Lendo as declarações do presidente da CNBB, dom Geraldo Majella que afirma que o presidente Lula deve conhecer quem está ao seu lado, eu então entendo que dom Geraldo como presidente da CNBB conhece bem quem está ao seu lado, quem são os padres e bispos que fazem parte do clero. Sendo assim fica impossível acreditar que dom Geraldo não soubesse que padre Felix Barbosa Carreiro que foi preso em flagrante no MA, era pedófilo, fazia uso de drogas e usava até a casa paroquial para seus encontros sexuais com adolecentes e crianças. Então dom Geraldo presidente da CNBB deverá ser investigado, deverá constar como cúmplice do padre Felix, deverá ser punido judicialmente e deverá perder a presidência da CNBB? Deverá ser julgado, massacrado pela mídia safada, deverá ter a igreja católica desmoralizada pelas outras religiões? "Penso que ele deve saber, porque é da sua competência. Ele não pode estar alheio ao que acontece perto de si".



"É difícil acreditar que Lula não soubesse", afirma CNBB
EDUARDO SCOLESEDA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Três dias depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter negado, mais uma vez, conhecimento prévio dos esquemas de caixa dois do PT e do "mensalão", o presidente nacional da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), dom Geraldo Majella Agnelo, disse que "é difícil aceitar" esse tipo de declaração. Para ele, Lula "exagera" ao tentar demonstrar otimismo no governo."Pela posição dele, como presidente, ele deve conhecer quem está ao seu lado, quem são essas pessoas. Portanto, se cometem alguma coisa, ele deve querer saber até o fim", disse d. Geraldo. E completou: "Penso que ele deve saber, porque é da sua competência. Ele não pode estar alheio ao que acontece perto de si".
FHC VALÉRIODUTO TUDO A VER.
10/11/2005 - FHC usou R$ 3,7 milhões do FAT para DNA editar livro com seus discursos
A pedido da Secretaria de Comunicação da Presidência da República de Fernando Henrique Cardoso, o Ministério do Trabalho pagou R$ 3,7 milhões à empresa DNA Propaganda, de Marcos Valério, para publicar o 16º volume da coleção Palavra do Presidente, com os discursos de FHC feitos durante o ano de 2002.

Os recursos públicos para editar o livreto de Fernando Henrique saíram dos cofres do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), que deveriam ser utilizados para gerar empregos no país.

Segundo o jornal Correio Braziliense, na época o responsável pela secretaria de comunicação da Presidência era João Roberto Vieira. Ele trabalhou também com José Serra no Ministério da Saúde e foi um dos coordenadores da campanha do tucano nas eleições de 2002.

As informações são do Portal Mundo do Trabalho, da CUT.

10 novembro 2005

FIQUE BEM INFORMADO

10/11/2005
16:53
FAO, movimentos sociais e governo querem Reforma Agrária na agenda mundial
16:51
Evento debate o levante armado de 1935 após 70 anos
16:03
Fruet ignora valerioduto tucano e PT pede vistas de relatório
15:26
Trabalhador informal poderá ter certificado técnico
15:19
Membros do partido boliviano MAS visitam o PT e pedem ajuda na fiscalização de eleições
14:45 PF desmonta quadrilha que vendia facilidades em órgãos públicos
13:29
Lula muda agenda para encontrar movimentos sociais de MG
12:26
Deputados petistas destacam avanços da Super-Receita
10:53
Presidente se reúne com Berzoini e ministros
09:31
Brasil avança na inclusão de deficientes, diz Banco Mundial
09:30 Lula destaca parcerias na melhora da merenda escolar
09:14 Conselho discute Plano Nacional de Juventude
09:11 Festival vai estimular preservação do São Francisco
http://www.pt.org.br/
10/11/2005 - PT lança campanha de arrecadação nesta sexta

O Diretório Nacional do PT lança nesta sexta-feira (11) a Campanha Militante de Arrecadação. Às 10h, o presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, e o secretário de Finanças, Paulo Ferreira, apresentam os termos da campanha aos presidentes dos diretórios estaduais, em reunião na sede nacional do partido, em São Paulo.
Às 12h, Berzoini e Ferreira farão uma apresentação à imprensa, também na sede nacional.
A idéia da campanha é mobilizar 13 mil lideranças petistas em todo o país, de 13 de novembro a 13 de dezembro, com a meta de arrecadar até R$ 13 milhões para auxiliar o partido a sair da crise financeira em que se encontra. O número 13 foi simbolicamente escolhido por ser o número da legenda.

Segundo o presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, a campanha deverá incentivar o potencial solidário dos petistas. "Se cada liderança arrecadar R$ 1 mil, será possível atingirmos a meta", disse.

A motivação para a campanha surgiu a partir do sucesso de comparecimento de militantes às urnas durante as eleições internas do partido, em setembro, quando 315 mil filiados votaram no primeiro turno.


http://www.pt.org.br/
SERRA DETONA O TRANSPORTE EM SP

Latas de sardinha
Apopulação paulistana que usa ônibus para ir e voltar do trabalho está outra vez sendo penalizada pelo braço-de-ferro entre as viações e a Prefeitura. Insatisfeitas com a remuneração paga pela administração pública pelo transporte de passageiros, as empresas de ônibus reduziram a frota na rua, principalmente nas zonas Sul e Leste, conforme noticiou em primeira mão este DIÁRIO.
De uns tempos para cá, a situação piorou muito e os passageiros sofrem as conseqüências: demora na freqüência dos ônibus, filas enormes nos pontos, ônibus lotados. Ou seja, o cenário que começa a se delinear relembra os tempos mais tenebrosos desse serviço na cidade.
Na gestão de Marta Suplicy, inúmeras vezes houve choques entre o poder público e a chamada máfia dos transportes — um conluio entre dirigentes do sindicato de motoristas e donos das viações. Salpicavam greves financiadas por empresários do setor. É inegável que a administração anterior conseguiu barrar essa ação mafiosa, reorganizar o sistema de transporte coletivo na Capital e criar o bilhete único — o que atraiu usuários para o sistema.
O que se vê é o surgimento de um novo confronto, que já fez uma vítima: um homem de 37 anos, provavelmente cansado de ficar no ponto em Santo Amaro, pendurou-se na porta de um ônibus superlotado, caiu e foi internado em estado grave. Ora, está em tempo de viações e Prefeitura abrirem diálogo, interrompendo ações de sabotagem (como a retirada sorrateira de ônibus das ruas) e de intransigência. É preciso que se chegue a um acordo sobre a remuneração — sem mexer na tarifa, se possível — e os pagamentos atrasados. O que não dá para aceitar é a população ser massacrada nos ônibus, que voltaram a ficar parecidos com latas de sardinha.


http://www.diariosp.com.br/
10/11/2005 -

PT pede suspensão do fundo partidário tucano
O PT entrou com denúncia no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), em que pede o reexame das contas do PSDB e a suspensão do repasse do fundo partidário dos tucanos, caso seja comprovada a suspeição de uso de caixa dois na campanha presidencial de José Serra, em 2002. A petição foi encaminhada na terça-feira (8) ao corregedor do TSE, ministro Humberto Gomes de Barros.
Para embasar a denúncia, o PT alega que há discrepância entre os pagamentos feitos e contabilizados na Justiça Eleitoral às empresas Intertrade Brasil Telecomunicações Multimídia Ltda e Computer Graphics Produções Cinematográficas Ltda e as notas que essas empresas reclamaram na Justiça.
Segundo o partido, isso configura claramente a existência de caixa dois na campanha presidencial do PSDB.
O presidente do PT, deputado federal Ricardo Berzoini (SP), também entregou na terça-feira ao presidente do TSE, ministro Carlos Velloso, uma petição em que pede isonomia de tratamento na análise das contas do PT e dos outros partidos.
O PSDB entrou com ação contra o PT em julho, com pedido semelhante, porém com base em denúncias veiculadas na imprensa de que o Partido dos Trabalhadores teria usado caixa dois em campanhas eleitorais. Desde então, a Justiça Eleitoral tem sido provocada a agilizar a análise das contas do PT.
Segundo o líder do PT na Câmara, deputado Henrique Fontana (RS), todos os partidos devem ser tratados da mesma forma. “Em nenhuma hipótese devem ser usados dois pesos e duas medidas”, disse. “ Para o mesmo tipo de ilegalidade, o mesmo tipo de punição.”
Ele lembrou que há suspeitas de uso de caixa dois na campanha tucana de 2002 e também que há provas de que o ex-presidente do PSDB e senador Eduardo Azeredo (MG) utilizou o mesmo expediente em sua campanha para o governo de Minas Gerais, em 1998.
Apesar disso, lembrou Fontana, o PSDB tem a “curiosa” posição de exigir punição ao PT, mas esconde a ilegalidade tucana. “Diante do caixa dois do senador Eduardo Azeredo, o PSDB acha que não deve ser feito nada. Este tipo de posição não é aceitável nem razoável.”
São basicamente dois os argumentos utilizados pelo PT para que a Justiça Eleitoral rejeite as contas tucanas: pendências nas prestações de dois anos anteriores e a suspeita de caixa 2 na campanha presidencial de José Serra em 2002.
Essas pendências, conforme já noticiado pela imprensa, envolvem as gráficas Computer Graphics e Intertrade.
O TSE aprovou as contas de Serra, que repassou ao PSDB dívidas de mais de R$ 2 milhões. O PT entende que essas contas, nas quais incluem-se as despesas das gráficas, não foram zeradas com a devida identificação dos serviços.
Para o advogado da bancada do PT na Câmara, Márcio Luiz Silva, “houve omissão de notas e até hoje essa situação não foi esclarecida".
Se o corregedor Humberto Gomes de Barros constatar as irregularidades citadas na ação petista e recomendar ao TSE que rejeite as contas tucanas, o PSDB pode não apenas ter suspenso o fundo, mas, em última instância, perder o registro partidário.
Deputado José Dirceu recebe apoio de todo Brasil
NOTA DE APOIO AO DEPUTADO JOSÉ DIRCEU


O Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores do Estado de Rondônia, em sua reunião na cidade de Ouro Preto D’Oeste, no dia 05 de novembro de 2005, após debate sobre a representação feita pelo Partido Trabalhista Brasileiro contra o Deputado Federal José Dirceu (PT/SP), vem a público externar a sua posição mediante as seguintes considerações:

a) O Deputado José Dirceu é um político de notável contribuição à ainda frágil democracia brasileira. Sua história se confunde com a consolidação dos mais importantes movimentos civis de nosso país e esteve junto na defesa dos mais elementares direitos que a direita atrasada deste país teima em não reconhecer ao nosso povo.
b) Sua imagem é símbolo de competência, determinação e capacidade política de uma proposta que hoje é implantada no Brasil pelo PT, contribuindo, desta feita, para o resgate da auto estima do povo brasileiro e na crença de que somos maiores e melhores do que a grande burguesia teima em nos fazer crer. Atingir o Deputado José Dirceu á atingir o que o PT representa para o País, criminalizando esse papel e todos aqueles que a ele estão ligados.
c) Após ouvida as testemunhas e analisados os documentos produzidos, ficou claro que o Deputado José Dirceu não cometeu a grave acusação contida na representação feita pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), nem tampouco praticou qualquer ato que ofendesse o decoro parlamentar.
d) O ex-Deputado Roberto Jefferson (PTB), autor das denúncias contra o Deputado José Dirceu, foi cassado pelo motivo de não conseguir provar as denuncias feitas por ele no Plenário da Câmara de Deputados, entre elas a existência do chamado “mensalão”. Já o deputado José Dirceu passa a sofrer um processo de cassação pelo fato de ser o possível chefe desse fantasioso esquema de compra de deputados.
e) José Dirceu esta sendo covardemente perseguido não pelo que fez, mas pelo que representa. Desta feita, o processo que sofre faz lembrar as tristes memórias dos Tribunais de Exceção que tanto macularam a história de povos e nações. Diante destes pontos, o PARTIDO DOS TRABALHADORES de Rondônia decide:

Prestar toda e irrestrita solidariedade ao Deputado Federal José Dirceu.
Delibera ainda, por encaminhar esta moção ao Presidente da Câmara de Deputados, ao Presidente do Conselho de Ética e da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara de Deputados solicitando o arquivamento da referida denúncia.

Ouro Preto D’Oeste, 04 de Novembro de 2.005.



Tácito Pereira dos Santos
Presidente do Diretório Estadual

09 novembro 2005

DENUNCISMO IRRESPONSÁVEL


09/11/2005 - Líder do PT critica “denuncismo irresponsável"

O líder do PT na Câmara, deputado Henrique Fontana (RS) criticou duramente nesta terça-feira (8), na tribuna, a forma como o PSDB e o PFL vêm fazendo oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Para Fontana, as infundadas e sistemática críticas ao governo estão deixando o campo do debate político para se transformarem em agressões pessoais.
“Se esperássemos por uma avaliação positiva desses dois partidos, poderíamos esperar sentados pelo resto de nossas vidas. Só fico me perguntando porque o PSDB e o PFL não utilizaram todo esse conhecimento sobre como bem governar para resolver os problemas do Brasil nos 8, 10, 15, 20 ou 30 anos em que a maior parte dos seus quadros esteve no governo” salientou Fontana.
O líder petista também criticou o trabalho da CPI dos Bingos, considerada por ele como inconstitucional. “A CPI não está investigando fato determinado, como manda o regimento, apenas transformou-se em palco para uma luta político-partidária antiesquerda”, enfatizou.
“Outro dia assisti a um depoimento na CPI, do ex-juiz, atual presidiário Rocha Matos. Trata-se de um chefe de quadrilha que vendeu sentenças ao longo do governo Fernando Henrique Cardoso, operando livremente durante 10 anos no país. O ex-juiz foi preso durante este governo e, portanto, é inimigo visceral do governo Lula. Todas as denúncias do ex-juiz são contra o PT e o governo Lula. Mas porque será que o presidiário Rocha Mattos não sabe de nenhum crime envolvendo outro setor, outro partido, para contar na CPI?”, indagou Fontana.
Para o líder petista, o que está acontecendo é uma onda de denuncismo irresponsável. “Os problemas existem. Houve um caixa dois ilegal feito dentro do PT. Não concordamos com esse caixa dois. Mas a punição para o caixa dois do PT tem que ser idêntica à punição para o caixa dois do PSDB, feito na campanha do ex-presidente nacional do PSDB, senador Eduardo Azeredo. Não é possível aceitar dois pesos e duas medidas”, enfatizou.
Fontana defendeu a votação da reforma política. “Vamos acabar com o caixa dois na política brasileira fazendo a reforma política. O que não podemos é acusar um partido por essa prática, deixando os olhos fechados para os outros que também a realizaram. Queremos investigações e punições republicanas”.
Agência Informes (www.informes.org.br
Encaminhei este e-mail para todos os Senadores e Deputados da oposição.Como profissional da área da saúde, me sinto na obrigação de informar os riscos que causam para a saúde o ódio e a raiva. Prevenir ainda é o melhor remédio.
Excelentíssimos Senadores e Deputados da oposição.
Tenho assistido os discursos de vossas excelências nas tribunas do Senado e da Câmara, e tenho lido declarações em jornais de vossas excelências, sobre o governo Lula e sobre o presidente Lula. Percebo a irritação de todos os senadores e deputado da oposição, ao bom desempenho do governo Lula. Vejo que os excelentíssimos ficam irritados com o sucesso do Bolsa Família que está tirando milhões de pessoas da miséria, combatendo a fome e devolvendo a dignidade aos cidadãos, vejo a irritação com o sucesso das exportações, vejo a indignação de vossas excelência com o Credito Consignado, que devolve dignidade ao cidadão trabalhador e aos aposentados que podem quitar suas dividas, comprar bens, muitos sonhos de consumo antes proibidos pela falta de crédito. O Crédito Consignado livrou os trabalhadores e aposentados da humilhação de pedir dinheiro emprestado para amigos e parentes para uma necessidade. Vejo que há muita irritação e ódio ao bom desempenho da economia do país, com a queda dos juros, a queda da inflação,a queda do dólar, aumento nas vendas, aumento na produção, geração de empregos e renda. Vejo que os excelentíssimos senadores e deputados, tem ódio do PROUNI, que da oportunidade de todos cursarem a universidade e não somente um parcela abastada da população. Como sou profissional da área da saúde, tenho obrigação de informar a vossas excelência que o ódio, a raiva é muito prejudicial a saúde. Tive a honra de trabalha com o Prof. Dr. Adib Jatene, ele me disse uma vez, o que mata não é o trabalho é a raiva. Estudos feitos por vários pesquisadores da saúde revelam que pessoas que sentem muito ódio, raiva, tem muito mais chance de desenvolver doenças coronarianas e câncer. Gostaria de deixar vossas excelências cientes do risco que correm com a saúde, e orientar para que tirem o ódio do coração para terem vida longa e saudável, para verem de pé a vitória desse que é o melhor presidente que o Brasil já teve, Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, presidente de todos os brasileiros.

Jussara Seixas

SP Brasil




SEM MEDO DE CONTINUAR SENDO MUITO FELIZ!LULA 2006

http://www.porumnovobrasil.org/web/

Tentativa de golpe branco

Deputado diz que PSDB quer criar clima de golpismo, acredita em absolvição e fala de livro em que vai revelar bastidores do poder

09/11/2005

N esta parte da entrevista, José Dirceu fala sobre projetos de fazer livro a respeito dos 30 meses na Casa Civil. Ao contrário do divulgado na imprensa, não pretende ir para uma ‘ilha deserta’ com escritor Fernando Morais para realizar gravações. “Pode ser num apartamento mesmo”, diz sorrindo. Apesar da tensão que antecede o dia final que será julgado pelo plenário da Câmara dos Deputados, afirma que assiste muitos filmes e corre todos os dias. Nega com convicção qualquer estado depressivo. Mas denota estar ansioso para a chegada do grande dia que será julgado. Não perdoa a oposição e compara a prática política do PSDB com o PT quando estava fora do poder. Diz que Fernando Henrique Cardoso recebeu melhor tratamento do que Lula.
“Não defendi o Fora-FHC”, fala. Para o parlamentar, existe uma tentativa de golpe branco contra a sustentabilidade do governo Lula. E o PSDB seria o instrumentalizador.
DM — O PT fazia oposição xiita no governo de FHC, correto?
Dirceu — Não, não fiz isso e o PT não fez. Primeiro, que Fernando Henrique Cardoso não deixou instalar nenhuma CPI. Quando perdeu na assinatura derrubou na Comissão de Constituição e Justiça; e quando perdeu na Comissão de Constituição e Justiça derrubou de outra forma. Nunca, portanto, teve CPI.
DM — Faziam algo ilegal para não ter CPI no governo FHC?
Dirceu — Não, mas tinha a maioria (na Câmara Federal). Fernando Henrique usou a maioria que tinha e nunca deixou ter investigações.
DM — Usou máquina administrativa na época, então?
Dirceu — Usou parlamentares, emenda, nomeações, poder... Usou tudo.
DM — O senhor acredita na sua condenação?
Dirceu — Tenho chances reais de reverter no plenário a minha condenação porque não há provas, porque nesta situação, com a evolução da disputa política, vai ficando evidente que tudo que a oposição quer é a cassação. A oposição chegou a exigir do presidente Lula que ele não fosse candidato à reeleição, que não percorresse o País, não falasse com o povo. Isso é um golpe branco que quiseram dar. Chegaram a falar em impeachment sem nenhuma base legal, sem nenhuma prova, sem consistência. Agora estão voltando de novo nisso. Essa matéria da revista Veja sobre Cuba, a maneira como estão tratando essa questão da Visanet... Porque o mínimo da Visanet é o direito à dúvida e à presunção de inocência. Quer dizer: tem que provar que não houve prestação de serviços. E outra coisa: essa questão da Visanet já saiu na imprensa há alguns meses. É matéria requentada também. Isso já saiu nos jornais. Nós vimos, nossa assessoria viu e conferiu que essa notícia teria saído em julho. É uma matéria requentada para criar o clima de criminalização do PT e desestabilização do governo. O objetivo é não deixar o governo se estabilizar, não deixar o governo governar e por quê? Depois de seis meses o Lula continua forte nas pesquisas, o PT continua liderando, o PT fez o processo de eleições internas diretas e foi um sucesso.
DM — Acha que o pior já passou ou vai piorar?
Dirceu — Não, acho que vai continuar a disputa política, pelo tom dos discursos na convenção do PSDB (realizada no domingo, 6), pelo desrespeito ao presidente e pelo baixíssimo nível, pela violência que o PSDB está tratando. Esse partido está introduzindo na política um grau de ódio e violência que vai se voltar contra ele. Porque na democracia é assim: da mesma forma que ocorre com a gente tal violação no devido processo legal, dos direitos de defesa, esse desrespeito às decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), a tentativa de achincalhar a Justiça, a pressão que a mídia fez sob o Supremo, isso tudo viola os direitos que serão deles amanhã. Veja, a mídia começou a fazer pressão no Supremo Tribunal Federal e isso, evidentemente, viola os direitos individuais. Viola o estado de direito da democracia, que não fica imune. Acredito, com toda certeza, que o PSDB está com esse tom de discurso, de surrar o presidente da República.
DM — FHC não foi à convenção do PSDB porque achou que iam pesar no discurso?
Dirceu — Não sei o motivo dele não ter ido. Mas evidentemente que não há como não comparar as duas posturas. O PT fez um encontro em 1999 e defendi nessa reunião — inclusive ganhei junto com outros companheiros e companheiras — a tese de que nós não podíamos assumir a palavra de ordem “Fora FHC!”, de fazer impeachment de Fernando Henrique, de exigir renúncia, porque considerava aquilo violação da democracia. E eles estão fazendo isso abertamente agora. E pior, fazem bem pior, porque quando não tem respaldo da opinião pública, se escondem por detrás do PFL, se escondem por detrás da iniciativa de terceiros... Eles têm os laranjas, que ficam propondo impeachment do presidente Lula.
DM — Já vivenciou antes um processo político como este?
Dirceu — O Brasil já viveu campanha contra corrupção, contra ‘subversão’ em 1963 e 1964. E, depois, nunca tínhamos visto tanta corrupção como no regime militar e o golpe foi dado exatamente contra a corrupção. Na verdade, aquilo era pretexto. Volto a repetir: as denúncias de corrupção precisam ser apuradas, responsáveis precisam ser punidos, mas não é verdade que o governo do presidente Lula é corrupto e muito menos que o PT é corrupto. O PT vai pagar, vai responder pelos erros que cometeu. O resto é instrumentalização política da oposição para tentar inviabilizar o governo do presidente Lula, a credibilidade do presidente Lula no poder. É uma tentativa de cassar o registro do PT e banir o partido da vida política do País. Tanto isso é verdade que não ficou só em mim. Eles foram para Gilberto Carvalho, para Palloci, para a família do presidente. E não pára. O processo continua.
DM — Esses fatos ameaçam a vida democrática do País?
Dirceu — Não, não acho que há uma ameaça à democracia nem às instituições. Mas ameaça a estabilidade do País. O que existe é uma tentativa de desestabilizar o governo e uma tentativa de inviabilizar o governo Lula e de impedir a reeleição do presidente, porque, nas urnas, eles tendem a perder. O governo está se recuperando, o presidente, também. E o PT está crescendo novamente. Vai ser uma disputa dura e difícil para eles em 2006.
DM — Parece que há um certo distanciamento do senhor com o presidente?
Dirceu — Não, não há nenhum distanciamento. Nenhuma mágoa entre eu e o presidente. O que há é a realidade: sou ex-presidente do PT e ex-ministro. Não tenho a mesma relação com o presidente. A relação agora é outra: se fosse ministro estaria todos os dias despachando com ele. Se fosse presidente do PT também estaria regularmente com ele. Mas sou deputado federal e estive com ele na reunião da bancada, quando convidou parlamentares. Estive duas vezes com ele. É razoável para quem foi ex-ministro e ex-presidente. Conversamos sobre a situação política. Aliás, numa das vezes era também uma reunião social. Então acho normal e natural o que ocorre agora. Presidente tem é que governar o País, tem suas responsabilidades administrativas. O PT tem mesmo que enfrentar a crise. Nós temos que enfrentar, os deputados, a bancada do PT. Mas a prioridade do presidente é o País, o governo. Logo, não é problema dele a defesa, nem os problemas internos do PT.
DM — Esse processo deixou o senhor deprimido, com algum problema de saúde?
Dirceu — Não, não, não. Faço exercício diariamente. Não fumo, bebo pouco, leio, vejo filmes, viajo. Tenho uma vida normal: trabalho, sou deputado, acompanho o parlamento. Não faltei a nenhuma sessão na Câmara. Quando falto é justificado: é porque estava no Conselho de Ética fazendo depoimento ou porque estava em viagem de representação da Câmara. Fui em todas reuniões do PT até extinguir meu mandato no diretório.
DM — Sobra tempo para correr todos os dias? Dirceu — Religiosamente: todos os dias. Ontem mesmo caminhei nas ruas. Geralmente faço esteira, mas está muito quente, abafado, por isso corro nas ruas. DM — É cinéfilo? Tem tempo para ir ao cinema?
Dirceu — Vejo muitos filmes em casa. De tudo um pouco. Vejo drama, épico, comédia...
DM — Parece que gosta de pintura, de artes plásticas?
Dirceu — Tenho alguns quadros. A minha sogra, dona Luzia, é pintora, tenho vários quadros dela. Alguns pintores goianos, Omar Souto, Oliver, Dina Cogolli...
DM — Não faz nada de artístico? Atua, escreve, toca instrumentos?
Dirceu — Já fui empresário (quase seis anos), servidor público (cinco anos) na Assembléia Legislativa de São Paulo. E sou advogado há 20 anos, mas advoguei somente um ano.
DM — Cassado ou absolvido, o que pretende fazer?
Dirceu — Qualquer coisa que aconteça, cassado ou não (mas eu não creio que serei cassado), pretendo voltar a advogar. Vou repensar e refazer a minha vida, porque depois de dez anos de presidência do PT, nessa luta toda que travei de 95 a 2005, depois de tudo que aconteceu, acho razoável que faça uma reflexão.Tenho uma idéia de fazer um livro com o Fernando Morais sobre a experiência na Casa Civil.
DM — O senhor vai escrever na primeira pessoa?Dirceu — Não, ele vai me ajudar, mas eu que vou fazer e escrever o livro.DM — O senhor acha que esse livro é para quando?
Dirceu — Mais rápido possível, talvez, no final do ano.
DM — Isso é para soltar, liberar, desopilar o que tem dentro do senhor ou é para ganhar dinheiro e pagar advogados?
Dirceu — Não, acho que é porque tenho a obrigação de fazer um balanço dos 30 meses na Casa Civil, de relatar como era o meu dia-a-dia de ministro. Falar muito do que não falei ainda, dos debates, das divergências, do que o governo fez, da importância das mudanças que fizemos no País. Falar do Planalto, dos avanços que o governo Lula conseguiu, e também dos erros, desafios, falar um pouco do Brasil, sobre o que fiz, desmistificar muito o que se fala da minha pessoa como ministro e político.



09/11/2005
Ulisses Aesse Editor de Reportagem
Welliton Carlos Da editoria de Economia
Quatro goianos repousam silenciosamente nas paredes brancas do apartamento do ex-ministro e hoje deputado federal José Dirceu (PT), localizado na Quadra 311, da Asa Sul, em Brasília. Os artistas plásticos Omar Souto, Oliver, Luzia Garcia e Dina Cogolli (ela é italiana, mas mora em Goiás) dão um toque especial e sincronia cromática ao ambiente decorado discretamente num estilo neoclássico e iluminado pela luz do sol, que, mesmo filtrada pelas venezianas, invade a sala de dois ambientes do apartamento funcional com direito ao canto das cigarras lá fora. Na entrevista com o ex-ministro-chefe da Casa Civil, percebe-se certa erudição (na grande mesa de centro da sala, embaixo da enorme prancha de vidro, vários livros de pintores, como o goiano Siron Franco e o pernambucano (Francisco) Brennand; na mesa de televisão Phillips de 29 polegadas, a cinegrafia (em DVD) completa do mestre do suspense Alfred Hitchcock. Em uma das mesas laterais, a seleção de fotografias recorda José Dirceu com a família. Noutra, num momento de intimidade, de extrema alegria, brinca com um ‘biloquê’. Dirceu estava longe do período de tensão que vive agora. Vestido numa camisa vermelho sangue, num habitual brim azul e mocassim (sem meia), o ex-ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República recebe, com um sorriso aberto, de quem está bastante tranqüilo, a reportagem do DM. Rompe o silêncio pela primeira vez numa extensa entrevista que publicamos em quatro páginas. Atencioso, chega a oferecer água, café ou suco aos presentes. José Dirceu, uma das lideranças do PT, que enfrenta hoje processo na Câmara dos Deputados que poderá cassar seu mandato, diz que é vítima de um golpe tramado pela mídia e oposição. Nas suas respostas, num tom monocórdio, sem altos e baixos, o deputado diz que se considera “réu sem provas”. É preciso ler nas entrelinhas algumas declarações, pois revelam parte do futuro político do PT e do próprio ex-homem forte do governo, que já avisa: vai fazer um livro sobre 30 meses na Casa Civil. Dirceu critica a revista Veja, a quem atribui ter feito, de forma escancarada, campanha para José Serra. Enérgico nas colocações quando o assunto é a revista, Dirceu não tem dúvidas de que a publicação é hoje instrumento a serviço do PSDB. Demonstrando confiança, acompanhado do assessor Nelson Breve, um de seus escudeiros, esmiuça definições de projeto futuro como, por exemplo, a publicação do livro, que terá auxílio do biógrafo Fernando Morais (Olga e Chatô, o Rei do Brasil).
Diário da Manhã – O senhor crê que a imprensa, ao invés de contribuir com a democratização, às vezes, faz o contrário?
José Dirceu – Veja bem: a imprensa, no caso do Brasil, primeiro é bastante concentrada, apesar de termos jornais regionais, municipais. Segundo, uma pequena elite só do País lê jornais, apesar de que hoje temos a internet on-line. Ela tem ajudado o País no processo político, no processo de democratização. Não se pode fazer um julgamento, também peremptório, de que a imprensa não tem ajudado. Ela em diferentes momentos jogou um papel bastante político, por exemplo, uma parte da imprensa apoiou o golpe militar e inclusive deu cobertura para a repressão nos anos da ditadura militar. Isso é público e notório. Uma parte da imprensa fez tudo para derrubar Juscelino Kubitschek nos anos de 55 a 59. Uma parte da imprensa conspirou abertamente para derrubar João Goulart – e aquilo era uma violação da Constituição. Se você for retomar o mar de lama do Getúlio Vargas, você vai ver que a imprensa jogou um papel, também, como jogou também na democratização, na campanha das Diretas, no impeachment do Collor. Então é preciso desmistificar: a imprensa tomou partido. A imprensa participa dos eventos políticos do País.
DM – E se equivoca às vezes?
Dirceu – Comete erros gravíssimos. Tem livros como o do Luis Nassif, como o do Mário Rosa que mostram, em parte, como a imprensa cometeu erros graves.
DM – Como o senhor vê o papel da mídia? Qual o futuro de um País que tem a mídia como essa que temos no Brasil?
Dirceu – Acho que realmente a imprensa me prejulgou e linchou. Por exemplo, no caso do prefeito (de Cruzeiro d’Oeste, no Paraná), que é meu filho, Zeca Dirceu, o modo como a imprensa retratou é um pré-julgamento. Primeiro que a imprensa teve acesso aos processos sem os advogados terem. E a imprensa já traz testemunhas como se fosse a pena, como se fosse um julgamento e condenação. Então a coisa é grave. Porque uma testemunha falou e já está tudo provado. Isso está acontecendo muito. Não há nenhum crime. Ele (Zeca) era funcionário, era chefe de um escritório da Secretaria de Emprego e Renda de Umuarama e antes era secretário de Indústria, Comércio e Turismo do Município, porque o prefeito anterior o PT apoiou, elegeu e depois rompeu com o prefeito, que era do PPS. Ele tinha apoio do governador e o governador já declarou que ele estava falando em nome do governo. Ele tem apoio dos deputados das bancadas, dos prefeitos, mas não adianta. O Ministério Público anunciou que ia denunciar e depois denunciou e a imprensa fez.
DM – O senhor se julga “um réu sem provas”?
Dirceu – Claro, totalmente sem provas.
DM – Estão tentando pegar o seu filho para ver se conseguem formular provas contra o senhor, que, até agora, não existem?
Dirceu – Na verdade eles fizeram um jogo antes da votação do Conselho de Ética, eles foram trazendo à tona, colocaram na pauta essa questão do Zeca Dirceu, colocaram na pauta a questão do empréstimo daquele Onix Lorenzoni (PFL), que fez uma denúncia vazia. Inclusive ele quebrou o decoro parlamentar porque deu publicidade ao sigilo, convocou uma reunião reservada e depois dá uma coletiva. Isso a TV Senado gravou tudo. Então, como se dá uma coletiva se a reunião é reservada? Isso mostra que a imprensa todinha é articulada para divulgar uma denúncia vazia. Meu filho, essa do Onix Lorenzoni e a coisa do Roberto Marques, que a própria imprensa também transitou em julgado na imprensa. Houve durante meu processo, por exemplo, essa questão que o Roberto Jefferson foi cassado, porque não ficou comprovado que tinha mensalão e estou sendo acusado de ser o chefe do mensalão. Isso a imprensa esconde. Segundo, que o PTB retirou a ação. A imprensa desapareceu com esse tema também. Quer dizer, não há prova nenhuma contra mim, porque não tenho participação no chamado mensalão ou na retirada de recursos, no nome que se dê. Também isso desapareceu. Então fica assim: eu sou chefe de um esquema de arrecadar recursos ilegalmente ou de corrupção para pagar e/ou comprar parlamentares, o chamado mensalão. Essa é a acusação. E há a acusação que eu tinha que saber: se eu não sabia, pior ainda. Aí que eu tinha que ser condenado. Então é presunção de culpa e inversão das provas. Eu que tenho que provar que sou inocente.
DM – Isso tudo começou com o tesoureiro, no caso Delúbio Soares. O senhor não acha que há semelhança com o caso do impeachment do presidente Collor?
Podemos dizer que seria ‘golpismo’ de alguns grupos (políticos) que tentam dominar o Brasil?
Dirceu – Não, eu diria, sempre falo e repito que não se pode jogar criança junto com água. Se tem denúncia de corrupção, tem que ser apurado. Se houve por parte do PT essa tomada de empréstimos através das empresas de Marcos Valério em bancos e o repasse para pagamento de campanhas ou para campanhas eleitorais, do PT e de outros partidos, isso é ilegal, tem que responder perante a Justiça eleitoral. Agora, o que aconteceu a partir dessas denúncias, desse fato, construiu todo um movimento para inviabilizar a reeleição do Lula, depois para desestabilizar o governo, depois para derrubar o governo. A verdade é essa. Acabei sendo o símbolo de tudo isso. Quer dizer, me cassar passou a ser o preço para atingir o PT e o governo do Lula. A verdade é essa. Não estou sendo cassado por que sou José Dirceu, o deputado federal. Eu estou sendo cassado porque fui presidente do PT, porque coordenei a campanha do Lula, fui ministro durante 30 meses na Casa Civil, pelo que represento nessa luta toda para a esquerda chegar ao governo do Brasil. A verdade é essa.
DM – Costuma-se falar que o senhor é arrogante, com semblante fechado. Acha que a imprensa tem má vontade por apresentar essa imagem?
Dirceu – Não, não acredito que seja isso. Isso pode ocorrer, pelo excesso de trabalho que tinha, pela agenda lotada, pelas funções que acumulei, pela minha história. Porque a imprensa cria imagem. Nesse começo do governo do Lula, a Folha (de S. Paulo) começou a dizer que eu era sombra, aí eu protestei e falei: sombra? É alguém que não tem publicidade, visibilidade. Todos os cargos que assumi tiveram eleição direta. Pelo centro acadêmico, na UEE, fui deputado estadual, deputado federal três vezes, fui candidato a governador. No PT fui eleito a última vez por eleição direta. Sou ex-ministro de Estado, como posso ser sombra? Sombra do quê? Fui presidente do PT por sete anos, secretário-geral por cinco anos, isso era público. Sombra podia falar na época da clandestinidade, mas também não era porque eu tinha uma identidade assumida. Era uma pessoa pública. Não há nada que me desabone nos anos que passei na cidade (Cruzeiro dOeste). Passaram 30 anos e não tem nada que me desabone. Fez 30 anos agora em abril que cheguei lá. Então a imprensa faz isso. E o caso que sempre cito é o Sombra Sérgio Gomes, que nunca teve apelido de Sombra. O apelido dele era chefe. A imprensa sabe que o apelido dele era chefe. Ele era chamado assim pelos amigos, pelos funcionários, dirigentes do PT. Mas virou sombra? Por que sombra, se ele também era pessoa pública? Foi assessor do Celso (Daniel), chefe de gabinete, ele tem vida empresarial, endereço, família, vive publicamente. São apenas clichês que a imprensa inventa para denegrir a imagem.
DM – Por que parte da imprensa inventa clichês e denúncias para prejudicar a imagem dos políticos?
Dirceu – Porque é a luta política, é a disputa de interesses, a disputa pelo poder. A imprensa faz parte dessa luta e não adianta dizer que não. A revista Veja está jogando nesse momento o papel do conservadorismo, da direita, de agrupar e dirigir o eleitorado grande do Brasil, de forma conservadora.
Brasileiros ficam satisfeitos com respostas dadas pelo Presidente Lula em entrevista feita pelo programa Roda Vida, exibido no dia 08 de novembro de 2005, pela TV Cultura e TVE nacional.

· O que o senhor(a) achou das respostas do presidente:

BOA
66,4%
MÉDIA
18,1%
RUIM
15,5%

· Como foi a atuação dos entrevistadores com relação a perguntas ao presidente:

BOA
59,3%
MÉDIA
27,7%
RUIM
13,0%

· Qual a avaliação que o senhor(a) tem ao programa Roda Viva:

BOA
64,9%
MÉDIA
25,3%
RUIM
9,8%
Fonte: BRinfo Systens


ATO PÚBLICO DE APOIO A JOSÉ DIRCEU
Vamos fazer um Ato Público de apoio ao Zé, no dia 18, em S. Paulo. O Mote será em torno do direito constitucional à ampla defesa, garantia dos cidadãos no Estado Democrático de Direito. Temos assistido a um processo inquisitorial, verdadeiro linchamento, no qual a condenação já foi decidida sem que haja qualquer conjunto probatório com valor jurídico. Além disso se acumulam críticas ao uso que o José Dirceu faz do seu direito de defesa, como se tal direito não fosse sagrado e previsto na Constituição.
Estamos providenciando um Manifesto,redigido por grande figura do mundo jurídico, alertando a sociedade e conclamando os operadores do direito para a necessidade de defendermos que a aplicação da lei, na sua integralidade, é do interesse de todos os democratas e da sociedade em geral. Lutamos muito pela conquista dos direitos que hoje estão sendo ameaçados. Por isto temos que defendê-los com todas as nossas forças.
Objetivamos envolver os apoiadores do mandato do Deputado e os vários setores sociais, através das suas entidades representativas e lideranças.
Quem quiser participar ou puder contatar entidades, parlamentares, lideranças em todas as áreas mãos à obra. Teremos reunião de organização na 6ª feira na rua do Paraíso, 585, às 20 horas.Confirme comigo quem quiser comparecer.
dalva




Assine abaixo-assinado ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar em benefício do Deputado José Dirceu no endereço: http://www.dalva.oliveira.nom.br/ visite também o blog e

08 novembro 2005

OPOSIÇÃO CHORA E DESCABELA

Essas boas noticias fazem muito mal a eles,mas fazem muito bem ao país e ao povo brasileiro.



08/11/2005 - 10h49

IBGE prevê safra recorde de 126,6 milhões de toneladas em 2006

JANAINA LAGO da Folha Online, no Rio
A primeira previsão do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para a safra de grãos de 2006 aponta um crescimento de 12,20% em relação à safra de 2005.
Ele não tem noção nem de onde está, imagina se tem noção para governar o país.Ele é totalmente sem noção, sem rumo, desorientado, está perdido no tempo e no espaço.

Alckmin faz discurso de candidato e comete gafe
DA SUCURSAL DO RIO

Ontem à noite, no dia de seu aniversário, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), fez discurso de candidato a presidente da República, mas cometeu uma gafe em solenidade em São João do Meriti, município da Baixada Fluminense a 35 km do Rio."Se o destino me der a oportunidade de trabalho pelo Brasil, vou arregaçar a manga, pisar no acelerador, para que a gente possa, aqui na Baixada Santista, essa colméia de trabalho e desenvolvimento no país, dar um grande salto de qualidade", disse Alckmin, mencionando a região paulista em vez de Baixada Fluminense.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0811200517.htm
Parabéns pela entrevista presidente!

08/11/2005 - Lula: "Tenho certeza de que não há mensalão"


Em uma entrevista com duração de 2h15 ao programa "Roda Viva", que foi ao ar na noite segunda-feira, na TV Cultura, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ter certeza da inexistência do chamado "mensalão".
Lula lembrou que, para conseguir aprovar as reformas da Previdência e tributária, o governo costurou um pacto com os 27 governadores, e foi este acordo que permitiu a aprovação dos projetos. "Essa idéia de mensalão me soa a folclore", afirmou Lula.
Ele disse acreditar que, se deputados forem cassados, será por outras razões --motivos políticos, por exemplo. Com relação ao processo na Câmara contra José Dirceu, Lula afirmou que o deputado tem experiência política, coragem e inteligência para fazer o enfrentamento no parlamento. E ressaltou que não há nenhuma prova contra Dirceu. "Se formos analisar pelo conjunto de informações que temos agora, ele será cassado por uma decisão eminentemente política", acredita.
O presidente também recordou que o único deputado cassado até agora, Roberto Jefferson, perdeu seus direitos políticos justamente por não ter provado a denúncia que fez sobre a existência do "mensalão". Lula também negou a versão divulgada por Jefferson, segundo a qual ele teria dado um "cheque em branco" ao petebista.
Caixa dois
Lula condenou o que chamou de terceirização das finanças do PT por parte do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e classificou o caixa dois como uma prática "intolerável". Ele negou que sua campanha eleitoral, em 2002, tenha recebido dinheiro de financiamento paralelo. Os recursos paralelos foram para as disputas nas prefeituras, afirmou, com base em informações do ex-tesoureiro.
Ao explicar declaração proferida em um pronunciamento recente, no qual disse se sentir traído, Lula afirmou que esse sentimento foi causado por "alguns companheiros que tiveram um comportamento que não coadunava com a história do PT". Preferiu não citar nomes e explicou que não poderia acusar alguém sem provas. "Vamos aguardar os resultados das investigações. Todos os que cometeram práticas equivocadas traíram o princípio que o PT tinha colocado em prática. E vão ser punidos", afirmou.
Lula defendeu que todas as denúncias sejam investigadas até o fim, mas disse que as CPIs não podem se precipitar. Ele lembrou que o governo passado impediu a instalação de CPIs e que ele não obstruiu nenhuma das três que estão em curso durante seu governo.
O presidente disse ter ficado feliz com os resultados do PED (Processo de Eleições Diretas), que levou mais de 300 mil pessoas às urnas. Para Lula, o fato mostra que o PT está vivo e disposto a brigar. "O PT tem mais arranque que o Carlos Tevez", brincou, comparando o partido ao atacante do Corinthians.
Reeleição
O presidente voltou a dizer que ainda não sabe se disputará a reeleição e questionou o medo que setores da oposição têm em relação à possibilidade de ele voltar a se candidatar. "Não sei por que o medo porque foram eles que criaram a instituição da reeleição. Possivelmente é pelas coisas boas do meu governo."
Questionado sobre a frase "eles vão ter que me engolir", Lula explicou que ela foi proferida em um contexto diverso: na ocasião, Lula disse que desafiava as pessoas a apontarem alguém que tivesse ouvido de sua boca que disputaria a reeleição. Mas completou que, caso decidisse concorrer. "eles [os adversários] teriam que o engolir.
Impeachment
Questionado sobre a intenção do PFL de pedir seu afastamento do cargo de presidente da República, Lula afirmou que o partido não tem autoridade nem argumentação para fazê-lo. Ele lembrou a declaração do presidente do PFL, Jorge Bornhausen, em que defendia "acabar com a raça" de petistas.
Celso Daniel
Para Lula, a morte do prefeito de Santo André Celso Daniel foi resultado de um crime comum, e não de uma ação política de pessoas com interesses contrariados. "Não há envolvimento do PT ou de petistas", afirmou. Lula lembrou que, após a morte do prefeito petista, pediu ao então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, que acionasse a Polícia Federal para apurar o caso paralelamente à Polícia Civil. "Ambas investigaram e deram o caso por encerrado. Acho curioso que, toda vez que chega perto de ano eleitoral, essa história volta à tona."
Economia
Para Lula, os juros da economia devem continuar a cair. Ele explicou que, com a queda gradual, o governo está dizendo à população que "não há mágica", mas que a economia está melhorando. E citou avanços, como o controle da inflação, o recorde da balança comercial e o aumento da massa salarial. O presidente lembrou ainda que seu governo está criando a cada mês 107 mil vagas formais, enquanto a gestão FHC gerou uma média de 8 mil por mês. De acordo com ele, seu governo vai gerar "o máximo de empregos já gerados nos últimos 22 anos".
Cuba
Sobre as acusações de que sua campanha eleitoral de 2002 teria recebido dinheiro do governo cubano, o presidente disse que a acusação é totalmente inverossímil. Ele lembrou que Cuba é um país muito miserável para emprestar dinheiro para campanhas a outros países. Ele lembrou, ainda, que a principal fonte desta versão é um morto.
Filho
O presidente disse que não identificou problemas no fato de seu filho Fábio Luís fazer negócios com a Telemar, lembrando que trata-se de uma empresa privada. Segundo Lula, o trabalho de seu filho tem sido reconhecido, e os programas produzidos por sua empresa têm mais audiência na TV do que a MTV. "O filho do Presidente da República não tem que ter privilégio, mas não pode ser proibido de seguir sua vida", afirmou. Lula contou que a Comissão de Valores Imobiliários investigou 30 contratos da Telemar e não constatou nenhuma irregularidade.
Roda Viva
Lula foi entrevistado pelos jornalistas Paulo Markun, âncora do programa "Roda Viva"; e pelos apresentadores anteriores do programa: Heródoto Barbeiro, editor-chefe e apresentador do Jornal da Cultura; Augusto Nunes, colunista do Jornal do Brasil; Matinas Susuki, diretor da rede de jornais Bom Dia; Rodolfo Konder e Roseli Tardeli, diretora-executiva da agência de notícias da Aids.
O programa de número mil, que foi gravado na manhã desta segunda-feira, durou 2h15. Esta é a nona participação de Lula no programa, e a primeira como presidente.