20 agosto 2005

Roberto Jefferson fez escola







Primeiro foi o próprio que, acuado diante do escândalo nos Correios envolvendo seu nome, resolveu fazer a bomba estourar no meio do governo, desviando a atenção dos chacais (mídia). Agora se sabe que Jefferson dominava estatais há vários governos, tirando daí o sustento para o mensalão de deputados do PTB.
Agora todos os criminosos, que assistem e conversam sobre a crise, entenderam que a melhor forma de se livrarem do peso da lei, ou pelo menos, passearem um pouco fora da prisão e serem acariciados pelos holofotes, é acusar o PT, o governo e altas autoridades.
Toninho de Barcelona, depois de preso numa operação inédita do Ministério da Justiça que desmantelou vários esquemas de remessa de dólar para o exterior que funcionavam há décadas, resolve denunciar a quem? Ao ministro da Justiça, é claro. Rogério Buratti, que foi afastado dos cargos que exercia junto a prefeitura de Ribeirão Preto, por envolvimento em esquemas de corrupção e que agora foi preso após ser flagrado numa conversa telefônica indecente com outro ladrão, resolve voltar suas baterias para quem: para Antonio Pallocci.
Na mesma hora, o promotor tira suas algemas e o manda de volta pra casa. Ô vida boa. Aí a Band entrevista aquele Maurício Maurinho, flagrado pegando propina, e ligado ao deputado Roberto Jefferson, para analisar a corrupção nos correios! Só falta agora chamarem o Fernandinho Beira Mar para acusar o Lula de ter comprado um baseado com ele num morro do Rio. Na falta de gente de bem que ataque o governo Lula, parlamentares e jornalistas agora vão atrás dos bandidos.
Realmente, a oposição está em boa companhia.
Benza Deus!

19 agosto 2005

19/08/2005 - Fernando Ferro critica atuação da imprensa brasileira


O líder em exercício da bancada do PT na Câmara, deputado Fernando Ferro (PT-PE), criticou duramente a atuação da imprensa brasileira na atual crise política, especialmente na cobertura referente ao Partido dos Trabalhadores e ao governo do presidente Lula. Ele lembrou que o desempenho de parte da imprensa, principalmente de revistas como a Veja, tem sido marcado por divulgar ofensas políticas e ataques virulentos contra o governo Lula.

Em discurso pronunciado em plenário nesta quinta-feira (18), Ferro disse que a imprensa do País, de modo geral, está efetivamente inserida num “debate político para desconstituir o governo e promover sua desqualificação e, ao cabo, a sua destituição”.
O líder petista frisou que, curiosamente, antes de eclodir a atual crise política, a revista Veja fez uma matéria virulenta contra o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Por sinal, lembrou o parlamentar, cerca de 30% das ações da revista Veja são do empresário venezuelano Diego Cisneros, que participou do processo de conspiração para tentar derrubar o presidente da Venezuela Hugo Chávez, em 2002.

“A elite da Venezuela é que promoveu esse ataque, mas não deu certo: foi desconstituída política, cultural e moralmente pelo povo venezuelano, que, em sucessivos plebiscitos e eleições, referendou o nome do Presidente Hugo Chávez”.

Manipulação
Ferro fez um paralelo entre o conteúdo e a cobertura das revistas Veja e Istoé durante as investigações sobre compra de votos no Governo Fernando Henrique Cardoso e a divulgação que têm feito da atual crise política. Segundo ele, a diferença é radical. “Nos últimos meses, vemos a virulência dos ataques centrais ao atual governo, o que revela claramente um posicionamento político que busca desqualificá-lo”, afirmou.

De acordo com as análise do petista, no período de maio a agosto de 1997, quando aconteceram as denúncias de compra de votos para aprovação de emenda constitucional que garantiria a reeleição de FHC, cerca de 12 publicações de Veja e Isto É praticamente não fizeram nenhuma menção ao caso e ao envolvimento do governo Fernando Henrique. “No caso atual, as 12 últimas publicações da revista Veja tratam de forma virulenta e direta o PT e o governo Lula”, disse.

“É fato que há uma conspiração, sim - não vejo outro nome - , porque a revista Veja publicou 12 capas com imagens do PT”, observou Ferro. Lembrou que a revista da Editora Abril “começou com uma (capa) em que quebrou a estrela do PT, depois, mostrou o Presidente Lula desmoronando e assim por diante. Até bandidos e doleiros foram exaltados no interior de suas revistas, demonstrando claramente um clima de disputa política que parte da imprensa deste País está fazendo”.

Olhar crítico
Ferro pediu à população brasileira “que leia e assista com olhos críticos e serenos” a cobertura da imprensa brasileira. “Não queremos complacência nem bondade nem puxa-saquismo, mas uma imprensa independente que respeite e ouça os dois lados”, disse.

Diferentemente do que disseram alguns parlamentares da oposição, que insinuaram que o atual governo cercearia a liberdade de imprensa, na verdade “nunca o País teve a imprensa mais livre do que neste momento”, disse Ferro.”Nunca alguém, um governo, neste País, nestes últimos tempos, foi atacado de forma tão dura e tão violenta quanto o governo do Presidente Lula”.

Ferro recordou que um jornalista de uma rede de rádio nacional foi demitido, por pressões do Palácio do Planalto, durante o governo FHC, justamente por ter feito uma reportagem a respeito da compra de votos de parlamentares a fim de se garantir a aprovação da emenda da reeleição, em 1997. A reportagem acusava o envolvimento do Banco do Brasil e falava de favorecimentos de parlamentares ligados ao Governo Fernando Henrique Cardoso. O Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal à época protestou. Tais perseguições não acontecem agora “porque o governo Lula é democrático”, sublinhou Ferro.

O líder petista disse que está em curso uma primeira tentativa de desestabilização do governo Lula. Segundo ele, a população precisa ficar atenta para as manipulações da imprensa e da oposição ao governo. “Não se enganem, a direita, neste País, fará a primeira tentativa de desconstituir o Partido dos Trabalhadores. Depois, não será PSOL, PST ou qualquer outro grupo de esquerda que sobreviverá à violência das forças conservadoras do atraso. Vão querer destruir tudo o que houver de democracia”, afirmou.

Agência Informes (www.informes.org.br)
ISSO É ARMAÇÃO O CARA FALA,DIZ QUE NÃO PARTICIPOU E QUEM ELE DIZ QUE PARTICIPOU ESTÁ MORTO.NÃO PODE NEM COMPROVAR.


Buratti diz que bingos contribuíram para campanha de Lula
A crise Fórum Leia mais
Ribeirão Preto - O promotor Sebastião Sergio da Silveira disse que Rogério Buratti, advogado e ex-assessor do então prefeito Antonio Palocci, afirmou em depoimento que grupos de casas de bingo em São Paulo e Rio contribuíram financeiramente para a campanha do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002. De acordo com o depoimento de Buratti, em São Paulo foram arrecadados cerca de R$ 1 milhão por Ralf Barquete dos Santos, ex-secretário de Palocci na prefeitura e ex-diretor da Caixa Econômica Federal. Barquete morreu no ano passado de câncer.
No Rio de Janeiro, segundo Buratti, foram arrecadados cerca de R$ 1 milhão por Waldomiro Diniz, ex-assessor do então ministro José Dirceu. De acordo com o promotor, Buratti disse que tomou conhecimento dessa arrecadação por meio de Barquete, e não teria participado do esquema.
Gustavo Porto e Braz Henrique
BURATTI ESTÁ SENDO COAGIDO







Advogado diz que Buratti está sendo coagido e deixa o caso
Ribeirão Preto, SP - O advogado Roberto Telhada disse que está deixando a defesa do ex-assessor de Antonio Palocci, Rogério Buratti, por não aprovar o acordo de delação premiada feito pelo seu ex-cliente com o Ministério Público e por ter "certeza absoluta" de que Buratti está sendo coagido no depoimento que presta na delegacia seccional de Ribeirão Preto.
"Ele está algemado, com roupa de presidiário e chegou em um camburão. Isso é uma coação irresistível e eu tenho certeza que ele faria qualquer coisa para se livrar das algemas e tentar obter a vantagem da delação premiada", disse Telhada.
O advogado considerou ainda que as acusações feitas por Buratti no depoimento "são tremendamente graves e já estão causando estragos". "Como há incompatibilidade com o que eu penso, eu não posso permanecer no caso", afirmou. Buratti está sendo ouvido na delegacia sem a presença de advogados.
19/08/2005 - 14h40Veja a íntegra da nota divulgada pelo Ministério da Fazenda
BRASÍLIA (Reuters) - Esta é a íntegra da nota divulgada pelo Ministério da Fazenda, com a resposta do ministro Antonio Palocci às acusações feitas por Rogério Buratti, ex-secretário da prefeitura de Ribeirão Preto.
"A Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Fazenda informa:
1 -- O Ministro da Fazenda, Antonio Palocci, nega com veemência a veracidade da informação de que recebeu recursos da empresa Leão&Leão quando exercia o cargo de prefeito do município de Ribeirão Preto.
2 -- O Ministro da Fazenda nega com a mesma veemência que seu ex-assessor Ralf Barquete recebesse recursos da empresa Leão&Leão para serem repassados ao diretório nacional do PT, conforme afirmou o promotor Sebastião Sérgio de Silveira.
3 -- O ministro Antonio Palocci afirma que recebeu contribuições em sua última campanha para a prefeitura de Ribeirão Preto da empresa Leão&Leão e de outras empresas, o que está devidamente registrado na prestação de contas levada ao Tribunal Regional Eleitoral. Tais contribuições foram feitas e registradas com absoluta observância da legislação eleitoral.
4- A indiscrição de autoridades e o modo como foram dadas as declarações configuram total desrespeito a regras jurídicas e podem prejudicar o bom andamento das investigações. A Lei Orgânica do Ministério Público Estadual obriga os promotores a "resguardar o sigilo do conteúdo de documentos ou informações obtidas em razão do cargo ou função".
5 -- Ao Ministro Antonio Palocci interessa a completa elucidação dos fatos. Isto não será alcançado com a precipitada divulgação de alegações parciais e infundadas."
LULA É O MELHOR PRESIDENTE DO BRASIL














No meio da turbulência política, caiu a inflação, em São Paulo. Agosto, que é um mês tradicionalmente de inflação alta por causa do reajuste das tarifas públicas, pode terminar com taxa próxima a zero ou até mesmo com deflação.
A previsão é da FIPE, que calcula o custo de vida na cidade. a última pesquisa mostrou que a queda de preços dos alimentos foi o principal motivo, mas não o único.
A dona de casa Lídia Bortolano se empolgou com o que viu no supermercado. Frutas, legumes e verduras estão mais em conta. Até quem não compra sempre percebeu a redução. É o caso do comerciante Gival dos Santos pagava R$ 12,50 pela carne, agora encontra o quilo por R$ 9,50.
A queda no preço dos alimentos puxou pra baixo a inflação em São Paulo. segundo a FIPE, na segunda semana de agosto o índice ficou em 0,07%. Nem a metade do registrado nos primeiros sete dias do mês, que foi 0,19%.
Segundo a pesquisa, todas as categorias de alimentos ficaram mais baratas. Os industrializados foram os que mais caíram. O melhor exemplo é o leite em caixinha, que segundo a FIPE, ficou 6% mais barato de uma semana para a outra. O economista Celso de Souza aproveitou pra reforçar o estoque de leite.
As explicações para a boa notícia: o clima que ajudou a colheita, e, principalmente, a queda do dólar. A valorização do real frente ao dólar torna as exportações menos atrativas para os produtores que passam a afetar no mercado interno. Com isso, aumenta a oferta e reduz os preços aqui dentro. É o caso do pão francês. Está custando menos porque a farinha, que é importada, ficou mais barata.
Mas que a empolgação fique restrita a padaria, ao supermercado. Segundo a FIPE, comer fora de casa ficou, inclusive, um pouco mais caro: 0,36%. É que os comerciantes tem que levar em conta todos os outros custos.
No mercado financeiro, o dólar fechou em alta, a R$ 2,38. O índice da bolsa de valores de São Paulo teve queda de 1,88%.
Entre uma CPI e outra, os operadores anotaram um número que o Banco Central soltou neta quinta-feira: a conta do dinheiro que entra e sai do país teve o melhor resultado mensal dos últimos 58 anos.
A conta de transações correntes teve, em julho, superávit de US$ 2,592 bilhões. Esse foi um reflexo de outro superávit recorde: o da balança comercial, que no mês passado ficou em US$5,012 bilhões.
O cadastro geral de empregados e desempregados, do ministério do trabalho, registrou em julho a criação de 117.473 postos de trabalho com carteira assinada no Brasil. Desde o começo do ano, já são mais de um milhão empregos formais novos em todo o país.
E a indústria paulista contratou com força em julho. O nível de emprego industrial no Estado teve a maior alta do ano. Foram criados 16.871 vagas no mês, uma alta de 0,81%.
PESQUISA FEITA PELO TELEFONE?


COM EMPRESÁRIOS ?






FALA SÉRIO!


HILÁRIO,HAHAAHHAHAHAHAAHAHAHAHAHAHAHA
----------------------------------------------------------------------------------

Destaques do dia - 18/08/2005 (18h26min)

---------------------------------
Ibope afirma que pesquisa vazou O Ibope atribuiu a um vazamento de informação a divulgação de pesquisa em que o presidente Lula perderia a eleição presidencial do próximo ano para três dos principais candidatos tucanos. A pesquisa vazada foi feita por telefone e, segundo a diretora executiva do Ibope Opinião, Marcia Cavallari, tem restrições metodológicas. “O cliente que encomendou esta pesquisa não podia divulgá-la. Por isso, acredito que o resultado tenha vazado a partir das reuniões desse cliente com seus grupos de trabalho, tanto que a informação vazada não mostra números. É só especulação”, disse. A pesquisa que vazou mostraria que Lula seria derrotado tanto pelo ex-presidente FHC quanto pelo governador Geraldo Alckmin ou pelo prefeito José Serra. De acordo com Marcia Cavallari, outro cliente do Ibope Opinião deve divulgar neste final de semana outra pesquisa sobre a preferência do eleitorado brasileiro.

18 agosto 2005


18 de AGOSTO de 2005
NAU DOS INSENSATOS


Primeira manifestação anti-Lula revela oposição esquerdista sem rumo

Foto Lindomar Cruz / Ag. BrasilA manifestação percorreu parte Esplanada dos Ministérios e concentrou-se depois em frente ao Congresso Nacional.

Convocada pelo PSTU com apoio do PSOL, PDT, PPS e de algumas entidades sindicais dirigidas por militantes destes partidos, a manifestação que percorreu trechos da capital federal na tarde de ontem (17) foi marcada pela ausência de unidade entre seus participantes e pela falta de clareza dos propósitos que levaram à convocação da manifestação.
Nem mesmo o nome da manifestação foi consenso. O PSTU a apelidou de "Fora Todos". O PSOL preferiu falar em "mobilização social contra a corrupção, contra o plano econômico de Lula/FMI e pelas reivindicações do povo brasileiro". A imprensa referiu-se ao protesto como sendo uma "Marcha contra a Corrupção e o Governo Lula". Setores mais ao centro da chamada "oposição de esquerda", como o PPS de Raul Jungmann (ex-ministro de fHC), foram mais evasivos e falaram em "manifestação contra a corrupção no governo Lula".
Todos, porém, demonstraram o mesmo medo de atrair para si a pecha de golpistas e, desencorajados pelos aliados mais fortes (PSDB e PFL), resolveram não defender abertamente o impeachment do presidente, embora a palavra de ordem "Fora Lula" tenha dado a tônica do protesto.
No dia anterior, uma outra manifestação, organizada pela Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) também protestou contra a corrupção mas, de forma mais coesa, rejeitou a bandeira golpista do "Fora Lula" e pautou suas reivindicações em torno de um documento intitulado "Carta ao Povo Brasileiro".
Esquerda e direita juntas
Exemplo crasso da falta de identidade da manifestação é o fato dela ter conseguido colocar lado a lado e num clima de grande camaradagem militantes da extrema direita e da extrema esquerda. O Prona, partido de contornos fascistas, que tinha até carro de som na passeata, dividiu sem problemas o espaço com militantes trotsquistas.
A política de boa vizinhança com a direita refletiu-se também nos discursos. Ao contrário do que vinha afirmando em artigos e pronunciamentos dias antes da manifestação, os oradores do PSTU, PSOL, PDT e PPS foram bastante condescendentes com os partidos de direita, sobretudo PSDB e PFL, verdadeiros protagonistas da tática oposicionista de desestabilização do governo.
O único que se atreveu a ir um pouco mais longe na crítica à direita foi o sindicalista Zé Maria, do PSTU. Falando no encerramento, para uma platéia desatenta e dispersa, Zé Maria destacou a importância da construção de um terceiro pólo diante da crise: “Não aceitamos que os trabalhadores e a juventude do país sejam confundidos com esta oposição de mentirinha, formada pela direita, o PSDB e o PFL (...). Não é deste Congresso corrupto ou das eleições desta democracia dos ricos que sairá uma verdadeira alternativa para o país. É preciso pôr todos pra fora, porque PT, PSDB, PFL, o Congresso e o governo são todos iguais”.Enquanto Zé Maria discursava, os manifestantes queimaram um boneco representando o presidente, recheado de notas falsas de R$ 100, com uma faixa escrita "Lula Traidor".
PSTU e PSOL se desentendem
Apesar da grande presença de militantes partidários, havia uma significativa presença de punks, anarquistas e jovens de atitude radicalizada. Talvez isso explique porque tão poucos parlamentares tenham se aventurado a se juntar aos manifestantes. Entre os que se dispuseram a aparecer estava a senadora Heloisa Helena (PSOL). A ex-petista disse que "é nossa obrigação dizer fora a todos os corruptos". Para isso, segundo ela, é preciso "agilizar os procedimentos investigatórios das CPIs".
A senadora Heloísa Helena, no entanto, acredita que o Congresso nacional não tem legitimidade para cassar o mandato de Lula. Para ela, depois de encerrados os trabalhos da CPI, a melhor opção seria um plebiscito para consultar a população se o presidente deveria ou não ser afastado.
É neste ponto que o PSTU mira sua artilharia também contra a atual aliado PSOL.
Em carta-manifesto distribuída aos participantes do protesto, o PSTU afirma que "Os companheiros do PSOL, muito importantes para esta mobilização, defendem um abaixo assinado para levar ao congresso a proposta de um plebiscito para decidir se Lula fica ou não. Ou seja, enquanto nós do PSTU estamos propondo a mobilização direta das massas, com atos de rua e apontando para uma greve geral para derrubar o governo e o Congresso, os companheiros do P-SOL querem que o Congresso decida se aceita ou não um plebiscito. Pior ainda, no caso de que o Congresso aceite, e o plebiscito seja vitorioso, a saída será mais uma vez as eleições gerais. Ou seja, depois de toda esta crise, as eleições legitimariam a volta do PSDB-PFL ao governo, ou mesmo do PT. É importante ter claro que a burguesia pode estar de acordo com esta saída no caso de agravamento da crise, por lhe proporcionar a sua volta ao poder, legitimada por uma eleição".
Neste mesmo texto-manifesto, sobram críticas também para o PDT e o PPS, co-patrocinadores da manifestação. No documento, o PSTU afirma que "Existem companheiros com dúvidas sobre o PDT e o PPS. Estes partidos formam neste momento uma aliança que tem como objetivo aparecer como uma “alternativa diferente do governo e do PSDB”, como a expressão política da terceira força. Mas são parte da oposição burguesa, e apesar de estarem na oposição ao governo Lula, não merecem nossa confiança."
Guerra de números com "revisionismo" da PM
As comparações entre as duas manifestações, a de terça-feira e a de ontem, eram inevitáveis e geraram uma guerra de números.
A UNE calcula que 30 mil pessoas estiveram protestando em Brasília no dia 16. A CUT avalia que o número foi maior: 40 mil pessoas.
O mesmo cálculo inflado fez o PSTU —ansioso para demonstrar a qualquer custo que a passeata "contra Lula" teria superado a do dia anterior. O partido estampou em seu site uma manchete dizendo que havia 30 mil manifestantes na passeata de ontem. A polícia militar do Distrito Federal, que faz a contagem oficial, falou inicialmente em 10 mil pessoas e depois mudou sua avaliação para 12 mil. O tenente Petercley Franco, assessor de Comunicação Social do Centro Integrado de Atendimento e Despachos de Emergência da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, diz que a contagem feita pela Polícia Militar era de 12 mil pessoas no horário do “pico” (maior concentração) – às 13 horas. Ele explicou que a conta é baseada em três pessoas por metro quadrado, considerando a área delimitada de ocupação.
Já em relação à manifestação da CMS, a PM —controlada pelo governador oposicionista Joaquim Roriz (PMDB)— fez um malabarismo inédito: revisou os números da manifestação para baixo. Na véspera havia apresentado avaliações que variavam entre 10 a 15 mil pessoas. Ontem, "revisou" este número para 6 mil. Nunca se teve notícia de procedimento semelhante, o que levanta um caminhão de dúvidas sobre a imparcialidade do comando da PM e coloca sub júdice todos os números apresentados pelo tenente Petercley Franco.
A jornalista Márcia Xavier, que trabalha no Congresso Nacional, esteve nas duas manifestações e estranhou a avaliação que a PM de Roriz fez da marcha comandada pelo PSTU. "A passeata de terça-feira (16) pareceu bem maior que esta", disse Márcia.
O site do jornal Correio Braziliense parecia concordar com a avaliação da jornalista e, na principal matéria que fez da passeata de ontem, estimou em 7 mil o número de manifestantes. O resto da imprensa comprou a versão da PM do Distrito Federal e saiu alardeando a falsa constatação de que a manifestação de ontem teria superado a de terça-feira.Sejam quais forem os números, o fato é que ambos os protestos mostraram que a sociedade está cautelosa e que não há clima para a aventura golpista traçada pela oposição.
Revolução e greve geral
Mas a direção do PSTU parece achar que há clima sim, não apenas para o golpismo da direita mas também para fazer revolução. Aqui e agora.
Pelo menos é isso que deixaram entender as várias declarações feitas ontem pelas lideranças do partido.
Segundo Oraldo Paiva, da direção nacional do PSTU, a marcha é um "pontapé inicial" para uma greve geral. "Temos essa marcha hoje, e amanhã temos uma reunião do Conlutas, quando vamos propor iniciar um processo de preparação de uma grande greve geral no país, para que os trabalhadores imponham as mudanças que sonharam com a eleição de Lula e que acabaram não ocorrendo". A Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas) é um racha da CUT e tenta se firmar como alternativa à esquerda para a central sindical.
Paiva reproduz com suas palavras o que diz a carta-manifesto do PSTU, na qual o Partido defende que "Não podemos atacar o governo e nos apoiar no Congresso ou na saída eleitoral de sempre, com a volta da oposição burguesa. É preciso construir uma nova alternativa, a partir da mobilização direta dos trabalhadores e da juventude, apontando para uma greve geral no país, rumo à construção de um governo verdadeiramente dos trabalhadores, que apoiado na mobilização (e não no parlamento), derrote a burguesia e aplique um plano econômico dos trabalhadores, apontando para o socialismo".
Pouco menos afoitos, os dirigentes do PSOL contentam-se com o plebiscito revogatório de mandatos e com a anulação das reformas aprovadas no governo Lula. "Queremos a anulação das reformas que foram aprovadas sob a égide da crise, especialmente a reforma tributária", afirma o secretário da Executiva Nacional do P-SOL, Martiniano Cavalcanti. Ele destaca que o movimento é a favor de reformas agrária e urbana.Outras reformas criticadas pelos manifestantes são a sindical e a universitária. O integrante da diretoria do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior, conhecida por Andes, Antônio Bosi, critica as propostas da reforma universitária e diz que ele é privatizante. "A reforma universitária favorece a transformação do ensino em mercadoria e reserva para as universidades públicas um futuro onde a produção de ciência e tecnologia vai estar cada vez mais vinculada ao mercado".

Integrantes do movimento GLS também participaram da manifestação de ontem
Governo democrático
O ministro das Relações Institucionais, Jaques Wagner, articulador político do governo, considerou normal a manifestação promovida contra o governo Lula na Esplanada dos Ministérios nesta quarta-feira. Segundo ele, as manifestações fazem parte da democracia, desde que sejam feitas dentro das regras. "A democracia é feita através da representação no Congresso e das manifestações das ruas. São movimentos normais. Se forem feitos dentro do jogo democrático, dentro das regras, não preocupam. Todos têm o direito de se manifestar", afirmou Wagner.
O presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, também comentou a manifestação. Segundo ele "Estamos num regime democrático e temos que nos acostumar com manifestações. Governo não é só para ter aplauso, tem que ter também um pouquinho de vaias. Eu também tenho recebido vaias. Vaias são normais num regime democrático – mas acho que o governo não merece vaias."
Da redaçãoCláudio Gonzalez

São Paulo - BrasilQuarta-feira, 17 de Agosto de 2005 Edição Nº 128 - De 11 a 17 de agosto de 2005



CRISE



Mídia fabrica clima de impeachment




Marcelo Netto Rodriguesda Redação

A capa da revista Veja com data do dia 10 de agosto – Lula diminuto, sobre um fundo preto de luto, com seu nome grifado com os dois eles, em verde e amarelo, como costumava usar o presidente Fernando Collor de Melo – comprova que, em busca do fato espetacular, para ver quem chega primeiro ao envolvimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com as denúncias de corrupção, a crise ganhou vida própria nas mãos da mídia, independentemente dos resultados das CPIs.Mais do que isso, a despeito da competição de mercado entre veículos de comunicação de massa, motivos menos nobres do que o “furo de reportagem” começam a ser desmascarados.“A Veja está fazendo mais do que uma comparação com Collor. Se pegarmos as capas da revista à época da crise política há treze anos e compararmos com as capas de agora, veremos que as chamadas são iguais”, aponta o deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR).A tese da busca desenfreada da mídia pelo impeachment de Lula já foi verbalizada por Delúbio Soares, em junho, num discurso em Goiás, mas não obteve ressonância. Na época, Delúbio declarou: “Por trás de tudo, está um movimento de direita que almeja o impeachment de Lula. E vou dar nomes: a revista Veja, o Estadão e a Folha de S.Paulo”. A frase, republicada como fantasiosa na edição da revista de 10 de agosto, na seção “Os 100 fatos e as mentiras mais absurdas ditas para esconder a corrupção”, agora parece fazer mais sentido do que as explicações de Delúbio em seus depoimentos. GRATIDÃO Segundo informações que podem ser obtidas na própria página da internet do Grupo Abril (proprietário de Veja), e que estão sendo distribuídas por Dr. Rosinha, um ex-auxiliar de FHC, o ex-presidente da Caixa Econômica Federal durante o seu mandato, Emílio Carazzai, exerce hoje o cargo de vicepresidente de Finanças e Controle do Grupo Abril.Parece pouco, mas há mais na carta de demissão de Carazzai, ao se desligar, em abril de 2002, do governo FHC, por ocasião do rompimento do governo com o PFL. No texto, Carazzai revela sua “profunda gratidão e disciplina” em relação ao então vice-presidente Marco Maciel – responsável por sua indicação – e sinaliza que FHC não desejava a sua saída do governo.“O presidente Fernando Henrique reafirmou a confiança em meu nome. Sinto-me honrado por ter feito parte desse governo”, escreveu.Agora Carazzai faz parte de Veja. Mais exatamente, desde 2002, um ano antes de Lula chegar ao Planalto. Ironia à parte, apesar de tudo, a referida edição de Veja traz dois anúncios pagos pelo governo federal: um da própria Caixa Econômica Federal, que Carazzai presidiu um dia, e outro da Petrobras.
Instabilidade política: a pauta favorita das elites
O professor Venício Lima, fundador do Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política da Universidade de Brasília, diz que a crise ganhou vida própria e tem sido “conduzida entre aspas pela mídia”. Para ele, “a revista Veja entrou num caminho que não tem retorno”. Brasil de Fato – Como a mídia está tratando a crise? Venício Lima – A crise ganhou vida própria na mídia. A crise tem sido – entre aspas – conduzida pela mídia. A competição e a noção distorcida do papel do jornalista enquanto profissional tem levado os jornalistas e as empresas de mídia, que buscam objetivos políticos, mas também empresariais, a tratar a crise de forma irresponsável.BF – Essa perseguição para associar o presidente Lula de qualquer forma às denúncias seria da mesma intensidade se o presidente fosse José Serra ou FHC?Lima – Com relação ao que já aconteceu com o FHC, pode-se afirmar que não foi. Por circunstâncias específicas, habilidade política, alianças, enfim, pela forma como o jogo político é jogado, o presidente FHC conseguiu que as principais CPIs – que atuariam no mesmo sentido de desvelar questões históricas com relação a financiamentos de campanhas eleitorais, sobras de campanha – não fossem instaladas no Congresso Nacional.BF – Se ficarmos 15 dias sem ler a Folha, o Estadão ou a Veja, a crise muda de tamanho em nossa cabeça?Lima – Não precisa de 15 dias, dois já mudam totalmente nossa percepção. Esse é um outro problema. Sobretudo por parte dos políticos e das autoridades públicas, há uma atenção demasiada à mídia impressa, em particular, a um grupo pequeno, reduzido, que não chega nem a 12, de homens e mulheres pro- fissionais jornalistas, colunistas da chamada grande imprensa. Essas pessoas reivindicam para si mesmas a expressão de uma coisa abstrata, que eles chamam de opinião pública. Isso é mais complicado do que parece à primeira vista. Porque depois de dois, três meses de ataques diários, ao vivo e em cores, a aprovação do presidente não sofreu nem de longe a queda que esses mesmos colunistas anteciparam e desejam. Há um descolamento entre o que pensa essa elite jornalística, que atribui a si própria a expressão da opinião pública, e a opinião pública real, verdadeira, da imensa maioria da população. BF – Por que a TV Globo não bate de frente com Lula?Lima – Não posso provar, mas presumo que haja um acordo entre o governo e as Organizações Globo dentro de certos limites. Se bem que esse comportamento, às vezes, por impossibilidade de controle, escorrega fora dessa perspectiva. A mídia tem interesses próprios como ator político, mas por ser mídia, e ter capacidade de tornar as coisas públicas, definir até o que é público – que é o espaço da disputa política – ela representa um conjunto de forças. BF – Como o senhor avalia a capa da revista Veja?Lima – Acho que depois dessa, para a Veja , não tem retorno. A Veja não é uma revista de informação. É uma revista que editorializa todas as matérias, uma revista opinitiva. Com essa capa, a revista evidentemente está jogando por uma mobilização da classe média, inclusive ao mostrar fotos de supostas manifestações populares que ninguém viu, que foram pontuais. Isso significa um apoio, uma conclamação à manifestação dessa classe média. Se isso não ocorrer , a Veja entrou num caminho que não tem retorno para ela. O que ela vai dizer? Qual é o próximo? Mas essa é a linha da revista, não me surpreende; inclusive ignora solenemente todas as explicações e resultados de investigação que não con-firmem o ponto de vista dentro do qual a revista trabalha. É um péssimo jornalismo.

17 agosto 2005

Quero Lula Presidente



"Eu proporia que se substituíssem todos os capítulos da Constituição por: Artigo Único - Todo brasileiro que vota no PSDB, e todos os politicos do PSDB e PFL, fica obrigado a ter vergonha na cara."


Deus nos livre de impeachment. Sem Lula, seria pior: a lama ficaria escondida, como vem acontecendo neste país ao longo da sua história.
Temos a cultura de tudo culpar o presidente ,, causando uma miopia grave, impedindo de ver a lama que escorre das instituições.
Caindo o presidente, a lama continuará lá.
Se nossas instituições fossem sérias, nada disso estaria acontecendo.
Esses bancos que fizeram os empréstimos, não têm responsáveis? O Banco Central não tem de fiscalizar?
O Judiciário não é o primeiro a facilitar a vida dos corruptos?
Conhecem algum corrupto do governo do PSDB condenado pela Justiça?
Ou não tivemos corruptos em governos passados?
Enquanto, neste país, não se exercer a cidadania e ficarmos sempre colocando a culpa no presidente da república como responsáveis por tudo, os corruptos continuarão a deitar e rolar.
No caso do PT, tudo só veio à tona porque são novatos, são atrapalhados, estão sendo visto como pentra em uma festa que sempre foi do PSDB e PFL, como disse a senadora Heloísa Helena.
Por falar nela, onde estava quando tudo acontecia? Oras Heloisa Helena, se o Marcos Valério pagou as campanhas do PT, pagou a sua também, a senhora também se benificiou das malas...Logo! a senhora não tem moral para berrar na CPMI.
Parece que a senadora é boa de grito, e boa para ameçar quebrar os dentes do Marcos Valério, mas não é boa da vista.
E os outros?
Todos que estão pedindo a cabeça do Lula, acusando-o de conivente e omisso, onde estavam que não viam a mala passar? só viram quando o Jefferson pegou e escondeu? Duvido!!
Por que só Lula deveria ver?
Todos foram ingênuos e omissos.
Se consideram impossível Lula não ter percebido o que acontecia, o mesmo se dá com eles, Deputados e Senadores, como não viam o que estava tão escancarado? Estão posando de santo?Por quê?
Eles convivem diariamente com os corruptos lá no congresso e não sabem do que se passa à sua volta?
É impressionante, ninguém sabia de nada, nadinha, nem PSDB e nem PFL.
Como é que tipos como Roberto Jefferson (23 anos de mandato)e Valdemar Costa Neto, e muitos outros, circulavam na intimidade do congresso sem que os demais percebessem as marcas de lama que o mau-caratismo deixa por onde passa?
E o cheiro da lama podre ninguém sentia? Ou sentiram no governo do FHC e já estavam acostumados com o cheiro?

É muito fácil gritar depois que tudo se escancarou.
Muito fácil e teatral fazer cena em cima do leite derramado.
Na verdade, o que vemos é um grande oba-oba da oposição.
Esses políticos não estão nem aí para o país, querem é aproveitar a crise para tomar o poder e manter seus privilégios e sua impunidade.
A crise não é política. A crise é das instituições brasileiras contaminadas pela corrupção endêmica.
Mudemos o Presidente e a corrupção se manterá como um bicho de sete cabeças, E vai continuar sim, vejam só quem quer voltar ao poder...PSDB!!.
Pois um país só muda quando a vergonha, a honestidade e o respeito pelo povo povoarem as nossas instituições, quando não só o Presidente da República, mas qualquer servidor público, do dirigente ao porteiro de uma estatal, tiver de dar satisfação dos seus atos ao povo.
E com humildade, conscientes de que ter qualquer cargo de poder é uma responsabilidade e não um privilégio.
Doleiro acusa autoridades de remessas ilegais.

O doleiro Antônio Oliveira Claramunt, o "Toninho da Barcelona", disse ontem a 12 parlamentares da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Correios que conhece operações de remessa de dinheiro para o exterior feitas por toda a sociedade brasileira" e de políticos de outros partidos. Mas o que ele não consegue e não quer explicar é: PORQUÊ NÃO DISSE ANTES DE SER CONDENADO À 25 ANOS, heim, heim, heim???PS: Alô dePUTAdos: FERNANDINHO BEIRA MAR ( não confundir com FERNANDO HENRIQUE CARDOSO DE MELO) também pede redução de sua pena de 125 anos, para contar o que sabe sobre O IRMÃO GÊMEO (FHC). Segundo cálculos pre-liminares, contando apenas um terço do que sabe sobre o desgoverno de FHC, sua pena CAIRÁ PARA 45 dias-multa.

O MUNDO PELO AVESSO
EMIR SADER
16/8/2005
10 lições que a crise ensina
A profundidade e a extensão da crise atual podem ser reveladas pelo desmentido a certas supostas verdades, que tentam ser incutidas pela sua reiteração na cabeça das pessoas pelos grandes grupos monopolistas da mídia privada.
Eis algumas inverdades que a crise atual permite desnudar:
1. O governo Lula é o governo da nova direitaQuem fazia afirmações como essa não consegue explicar porque a direita, unida, sem que nenhum de seus setores fique de fora, ataca violentamente o governo Lula. Quem amalgama os governos FHC e Lula não consegue entender porque a direita unida prega o retorno do bloco PSDB-PFL. Política externa, política educacional, política cultural – são pelo menos três elementos de ruptura com a política liberal e pró-estadunidense do governo FHC. E, além disso, o que a direita unida deseja não é tanto a derrota do governo Lula, mas a derrota da esquerda, com projeções históricas, de longo prazo. As posições ultra-esquerdista também disseram que a URSS tinha se tornado uma potência capitalista – e até mesmo imperialista –, similar ou até pior que os EUA, o que não explica a necessidade de derrubar o regime soviético para que o capitalismo triunfasse na Rússia.
2. O crescimento econômico garantirá a reeleiçãoSe é certo que a expansão econômica perdeu fôlego e que o crescimento sustentado era mais uma balela da equipe econômica, já que se tratava de uma recuperação cíclica de fôlego curto, ainda assim não se pode dizer que vivemos uma conjuntura de crise econômica. No entanto, pelo caráter seletivo da expansão, sustentada centralmente na exportação e no consumo de luxo, seus efeitos não se traduzem em melhorias sociais para a massa da população, que não sente que as políticas governamentais estejam a seu favor, enquanto o grande capital deseja ardentemente a manutenção do modelo econômico. Se fosse necessário um exemplo, a economia peruana segue crescendo, mas a popularidade de Alejandro Toledo está em 8%. Para demonstrar que não é qualquer expansão que melhora a vida do povo.
3. A crise revela o caráter democrático da mídia brasileiraEsta é uma das maiores falácias propaladas na crise. A ditadura da mídia monopolista privada é e continua a ser um obstáculo para que o Brasil seja uma democracia. A unanimidade da grande imprensa, escrita e televisiva, revela o totalitarismo que a direita impõe à formação da opinião pública. Basta ver como o processo – apresentado à Justiça pela Procuradoria Geral da República, consubstanciado em provas claras dos delitos – contra Henrique Meirelles, incluindo enriquecimento ilícito, sonegação do imposto de renda, entre outros crimes, não foi objeto de nenhuma investigação por parte da grande imprensa monopolista privada, para quem Meirelles é um “darling”. É uma forma de atuação totalmente distinta se comparar sua atuação em casos de acusações contra algum membro do PT ou de alguma outra força de esquerda.
4. As CPIs são instrumentos eficientes de apuração e punição dos culpados por corrupçãoTrata-se de espetáculos televisivos, de exibicionismo daqueles quem sabem que estão sendo focados pelas câmeras. Utilizam a verborragia demagógica para fazer teatro para a TV, sem que os trabalhos tenham nenhum rigor de apuração. O episódio do oferecimento da ex-secretária de Marcos Valério para pousar nua para a Playboy, segundo ela para financiar sua campanha eleitoral como candidata do PSDB ou do PFL, revela de corpo inteiro o caráter exibicionista dos 15 minutos de glória dos protagonistas das CPIs.
5. A corrupção e a imoralidade são exclusivos da direitaAs denúncias revelam, de forma eloqüente, que dirigentes do PT praticaram sistematicamente atos de corrupção, seja para comprar votos aliados, seja para benefícios próprios, materiais ou de influência pessoal e política. É certo que os votos comprados serviram para beneficiar projetos da direita, mas foram crimes cometidos por dirigentes do mais importante partido de esquerda do Brasil. A vigilância ética, portanto, tem de ser uma atitude permanente da esquerda, sobre tudo e ainda mais sobre si mesma.
6. O povo brasileiro não tem memóriaAs pesquisas de opinião seguem colocando a FHC como o eventual candidato à presidência com maior rejeição. Como ele saiu do governo poupado pela mídia de acusações da corrupção que seu governo cometeu como nenhum outro na história do país, há outro fator que responde pela sua rejeição: o fracasso no plano social. Não importa que ele tenha contido a inflação – ao preço de multiplicar por 11 a dívida pública, que ele dizia que iria combater. O importante aqui é que tornou o povo mais miserável. Não por acaso o problema mais importante e constante apontado nas pesquisas de opinião é o desemprego. Ainda assim a grande mídia monopolista privada faz tudo o que pode para promover a amnésia do povo, para poder resgatar seus novos super-heróis, Severino Cavalcanti e Roberto Jefferson.
7. Esquerda e direita são iguais, fazem as mesmas políticas e praticam a mesma corrupçãoOutra falácia: os dirigentes do PT envolvidos em corrupção foram produto da mentalidade mercantil que a direção do partido foi assumindo nos últimos anos, a mesma que se expressa na política econômica do governo – lembrem-se de que Meirelles e Palocci são também acusados –, e que está em contradição frontal com os ideais de esquerda. A política econômica é a herdada de FHC e a mentalidade mercantil é sua irmã gêmea. A esquerda privilegia o social e a ética, tem dirigentes no PT e em outros partidos de esquerda que as expressam, assim como governos, aqui e em outros lugares, que as privilegiam. A direita – de Pinochet a Salinas de Gortari, de Menem a Fujimori, de Collor a FHC, de Carlos Andrés Perez a Sanchez de Losada – expressa na corrupção sua mentalidade privatizante em relação ao Estado e aos bens públicos.
8. Derrubar o governo Lula é bom para a esquerdaA direita sabe que derrubar o governo é bom para ela, porque sabe que a alternativa hoje são eles, a direita. A esquerda precisa saber que, ruim com Lula, pior sem ele. Porque significaria a volta da política de subserviência à hegemonia imperial estadunidense, com todas as graves conseqüências para o Brasil, para a América Latina e para o Sul do mundo. Significaria a volta da privataria, na educação, na privatização da Petrobrás, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica, entre outros.
9. A ética justifica aliança com a direita para denunciá-laNada justifica alianças com a direita, com ACM – pai e neto –, com Álvaro Dias, com Artur Virgílio, com o César Maia Filho etc. Quem faz isso, faz o jogo da direita, se deixa manipular por ela. Quem melhor do que uma voz proveniente da esquerda para condenar um governo eleito pela esquerda? Triste espetáculo de parlamentares que se pretendem de esquerda, que não se diferenciam em nada das denúncias e do vocabulário dos tradicionais parlamentares da direita! Para a esquerda, a ética é tão importante que não pode ser manipulada pela direita, protagonista dos maiores casos de corrupção da história brasileira – nem sequer recordados por esses parlamentares originários da esquerda, hoje parte do bloco opositor hegemonizado pela direita.
10. A solução para a crise é somar mais forças do centro e da direitaO governo vem praticando essa solução, nomeando ministros dos PP e do PMDB, que se revela não solucionar nada. Porque a crise do governo não é a da falta de apoio do centro e da direita, mas falta de apoio popular. Gozasse de apoio social, o governo poderia enfrentar essa crise, mesmo com seus erros, derrotar a direita, expurgar seus quadros envolvidos em corrupção, e sair fortalecido. Não é tampouco o fantasma do “chavizmo” que assola o governo. O governo de Hugo Chávez simplesmente promove a prioridade do social, na forma possível em um país petroleiro: investimento 25% dos lucros do petróleo no social. No Brasil, ao diminuir já o superávit fiscal para 3,75% do PIB, topar um aumentar o salário mínimo para R$ 400, mudar a equipe econômica, o governo pode voltar a conquistar o apoio dos movimentos sociais e do povo. A solução da crise é de esquerda, ou não será uma solução.
Emir Sader, professor da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), é coordenador do Laboratório de Políticas Públicas da Uerj e autor, entre outros, de “A vingança da História".

A VELHA ARENA



















MAURO SANTAYANA
15/8/2005
A velha Arena e seu caráter
A pressa de PFL e PSDB para que se inicie logo o impeachment justifica-se: caso a crise dure mais, será difícil impedir a convocação de Daniel Dantas pelas CPIs. O banqueiro é o fermento da corrupção no governo FHC, nas privatizações e no controle dos fundos de pensão.
Por que só o PFL, aliado ao Sr. Fernando Henrique Cardoso nas eleições e no governo, o ex-presidente e seus homens (notadamente o Sr. Bresser Pereira) insistem na tese do impeachment de Lula? A Folha de S. Paulo dá uma pista em sua edição de segunda-feira, dia 15: todos estariam a serviço do Sr. Daniel Dantas.
A pressa se justifica: se a crise durar mais alguns dias, será difícil impedir a convocação do misterioso banqueiro pelas CPIs em andamento. O financista baiano é o fermento de toda a corrupção ocorrida durante o governo do Sr. Fernando Henrique Cardoso, na armação dos processos de privatização e no controle dos fundos de pensão, e muitos acreditam que tenha cabido a ele a colocação do jabuti na forquilha, ou seja, a invenção do Sr. Marcos Valério.
A metáfora é do Sr. Vitorino Freire: jabuti não sobe em árvore, nem um outsider como Marcos Valério entra nos grandes negócios da corrupção sem que alguém o endosse.
Se os negócios do Sr. Dantas vierem a lume, virão a lume outros cadáveres, insepultos e guardados no armário. É isso que o PFL e os mais próximos de Fernando Henrique pretendem impedir. O desenterrar dos negócios do Banco Econômico não deixará de fora o PFL baiano.
Enfim, a chamada bancada do Sr. Daniel Dantas traz, na lapela, mais emblemas do PFL do que dos outros partidos. Há ainda outros atos, tidos como criminosos, a ele atribuídos, como a contratação da empresa norte-americana Kroll, de espionagem, para vigiar até mesmo o governo federal, grampeando os telefones do Palácio do Planalto. Nem Alphonse Capone, nos áureos dias de Chicago, chegou a tanto.
A matéria da Folha, assinada por Kennedy de Alencar, um repórter sempre bem informado diz, textualmente: “Historicamente bem relacionado com a cúpula do PFL, Dantas recebe o auxílio de membros do partido, como os senadores ACM, Jorge Bornhausen (SC) e Heráclito Fortes (PI), além dos deputados Alberto Fraga (DF) e Abelardo Lupion (PR)”.
Essas e outras revelações abrem ainda mais a brecha entre o PSDB do Sr. Geraldo Alckmin e do Sr. José Serra, e o PSDB do Sr. Fernando Henrique Cardoso que, a cada dia, está ficando menor. O ex-presidente só conta com membros de seu grupo, como é o caso do ex-executivo dos supermercados do Sr. Abílio Diniz e ex-ministro de FHC, Bresser Pereira, para pregar ostensivamente o impedimento de Lula.
Alckmin e Serra, que estão empurrando o ex-presidente para o fundo do palco, mantêm as posturas da conveniência, mas só pensam na sucessão de Lula, como candidatos a candidatos do PSDB. Para Serra e Alckmin, que se consideram pessoalmente imunes à sujeira que emerge dos documentos apreendidos pela Polícia Federal, interessa o desgaste de Fernando Henrique e do PSDB mineiro, mas não convém o impeachment, que poderá soltar muitos demônios acorrentados.
Na defensiva, o PT não tem tido a ousadia necessária para exumar os cadáveres do governo passado. Não só os cadáveres da quota do PSDB mas, também, de seus aliados, como a velha Arena que muda sempre de sigla, mas nunca de caráter.
QUEM ESTÁ COMANDANDO O TONINHO BARCELONA?




















Quem será que pagou ao Toninho Barcelona para que ele falasse somente os nomes que querem que sejam falado ? Será que ele sofreu algum tipo de ameaça do tipo ou fala ou sua passagem por está prisão vai ser muito pior? Quem são os advogados do PT que estiveram na prisão, lá fica registrado os nomes dos advogados que adentram para visitas aos presos.Isso está cheirando a armação,isso está com cheiro de:" já que todos falam e ninguém prova, falar um pouco mais vai denegrir ,vai desgastar mais o governo e o PT "Isso é coisa encomendada por quem quer destruir o governo Lula, e o PT. Segundo os parlamentares, Toninho da Barcelona afirmou que vários partidos políticos fizeram remessas ao exterior, mas ele só mencionou o PT. Vamos aguardar as" provas",vamos aguardar o depoimento dele na CPI,no MP na Procuradoria da Republica.Falar qualquer um fala ,provar é que está difícil.O que está em evidencia é a perseguição ao ex ministro Dirceu, não há mesmo interesse de derrubar o presidente Lula ,mas há um grande interesse em destruir o ex ministro Dirceu isto é óbvio,salta aos olhos até das criancinhas.
TERÃO QUE PASSAR POR CIMA DO POVO PARA DERRUBAR LULA.





CUT: "terão de passar por cima do povo para derrubar Lula"
Beto Barata/AE
Pscina: atos de apoio a Lula também serão realizados em outras capitaisBrasília - O presidente da CUT, João Felício, disse hoje, na manifestação em defesa do presidente Lula na Esplanada dos Ministérios, que "ninguém vai derrubar o Lula". Em discurso em frente ao Congresso, Felício, que é também da Executiva Nacional do PT, afirmou que estava dando um aviso aos parlamentares. "Ninguém vai cassar o Lula. Para cassar o Lula, terão de passar por cima dos movimentos sociais, dos estudantes, dos trabalhadores e do povo", disse.
Segundo ele, Lula é um símbolo do povo latino-americano. "A derrota do Lula não seria somente uma derrota do cidadão, mas uma derrota da esquerda no mundo e na América Latina e o deputado que apresentar um pedido de impeachment contra Lula vai ter que prestar contas à população", disse.
O presidente da CUT afirmou ainda lamentar que parte da esquerda "tenha de unido à direita e esteja sendo financiada por ela para protestar contra Lula". Ele se referia à manifestação contrária ao presidente que partidos como PSTU, PDT, PSOL e PDT farão nesta quarta-feira contra Lula.
Ao mesmo tempo em que defendeu o presidente, João Felício pediu que Lula mude a política econômica e "pare de fazer superávit primário e de beneficiar os banqueiros".
A manifestação terminou com os participantes cantando o Hino Nacional. Os integrantes do movimento, que incluem sindicalistas e estudantes, prometem realizar atos de apoio a Lula também em outras capitais.

16 agosto 2005

ATO PRÓ LULA



Brasília - A Polícia Militar calcula que pelo menos 10 mil pessoas participaram nesta manhã, na Esplanada dos Ministérios, da manifestação contra a corrupção, mas contra também a desestabilização do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O movimento pró-Lula é organizado pela CUT, UNE, MST e outros movimentos sociais. Eles carregam faixas e cartazes a favor do presidente e afirmam que o esquema do mensalão foi criado pelos partidos da oposição: o PSDB e o PFL.
Os manifestantes defendem, entre outras reivindicações, mudanças na política econômica e a suspensão do leilão de áreas petrolíferas, previstas para outubro.

Fonte VEJA on-line Em Dia


A MESMA MÍDIA SAFADA QUE EM 1989 ELEGEU COLLOR,HOJE QUER DERRUBAR O PRESIDENTE LULA.ESSA MESMA MÍDIA QUE EM 1989 MENTIU PARA POVO BRASILEIRO PARA QUE LULA NÃO FOSSE ELEITO, HOJE MENTE PARA DERRUBAR O MELHOR PRESIDENTE QUE O BRASIL JÁ TEVE, ISSO PORQUE ELE GOVERNA O PAÍS PARA O POVO BRASILEIRO E NÃO PARA UMA ELITE QUE FAZ PARTE DOS 10% DA POPULAÇÃO.

A MÍDIA ELEGEU SABENDO EM 1989 QUAL ERA A VERDADEIRA PERSONALIDADE DESSE NEFASTO.


RECORDAR PARA NÃO ESQUECER JAMAIS.


17 de março de 1993Última pá de lama
Pedro Collor revela que oex-presidente consumia cocaínano governo e aponta doiscasos de adultério de Rosane
Atingiu-se o fundo do pântano. Na sexta-feira passada, o repórter Teodomiro Braga, correspondente do Jornal do Brasil em Washington, iniciou a publicação de uma série de três entrevistas exclusivas em que Pedro Collor joga a última pá de lama na reputação de seu irmão, o ex-presidente da República Fernando Collor de Mello. Em Miami, onde dá os toques finais a um livro sobre a quadrilha da Dinda, cujo lançamento está previsto para abril, Pedro Collor contou que:
• Fernando Collor pretendia separar-se de Rosane durante a crise conjugal de agosto de 1991. Desistiu porque a primeira-dama ameaçou desmascará-lo numa entrevista coletiva, contando que ela colocava supositórios de cocaína no presidente.• A primeira-dama teve dois romances extraconjugais durante a passagem de seu marido pela Presidência. Grávida de um de seus amantes, Rosane teria feito um aborto.• Collor é um marido violento. Em seu primeiro casamento, com a socialite Lilibeth Monteiro de Carvalho, chegou a espancá-la com tamanha fúria que a mulher foi obrigada a chamar um médico, pois ficara surda. Noutra ocasião, para escapar de uma surra, Rosane fugiu de casa. • O ex-presidente teve um relacionamento homossexual com o empresário e deputado Paulo Octávio, do PRN de Brasília.• No porão da Casa da Dinda, Collor e Rosane praticavam rituais de magia negra. Espetavam com agulhas bonecos representando seus adversários.
A entrevista de Pedro Collor ao Jornal do Brasil descreve um mundo lamentável, que provoca asco. Mas convém estudá-lo por inteiro. De 1989 a 1992 a população brasileira foi submetida a uma impostura chamada Fernando Collor de Mello. Uma parcela dessa fantasia, do estadista dinâmico, inimigo dos privilégios e da corrupção, foi desfeita no ano passado, com as investigações que levaram ao impeachment. A outra parte, do pai de família que acusou o adversário Luís Inácio Lula da Silva de tentar convencer uma namorada a fazer aborto, do temente a Deus que fazia cooper com camisetas dizendo "não" às drogas, começa a se desfazer agora.
As denúncias do irmão informam a população sobre o caráter e a personalidade do político que se tornou presidente da República com 35 milhões de votos. Colocam em discussão a atuação de empresários, políticos e dos órgãos de imprensa que ajudaram a forjar a imagem de Collor. Todos colaboraram para que só se conhecessem as virtudes de Collor. Seus defeitos só vieram à tona muito depois. A rigor, nem há novidades substanciais na entrevista de Pedro Collor ao JB. Seus principais temas - drogas, homossexualismo e caráter fraco - foram abordados pela revista dominical do jornal inglês The Sunday Times em janeiro de 1991. Explica-se: o repórter John Ryle publicou aquilo que ouviu de um punhado de grã-finos. Ou seja, a elite dava livre curso, encarava como verdadeiras as histórias horrorosas sobre o presidente. Agora que as virtudes se foram, o país realiza um doloroso acerto de contas com os defeitos de Fernando Collor.
Na sexta-feira, o presidente afastado divulgou um manifesto dirigido "à família brasileira". Plagiando a si próprio, ele diz que Pedro Collor sofre de "delírio paranóico" - argumento que perdeu a consistência depois que o irmão teve a humildade de submeter-se a um exame de sanidade mental e foi aprovado. Querendo colocar-se na posição de mártir, Collor diz que "levaram minha cidadania, minha alegria, minha paz". Também poderia ter lembrado que, enquanto isso, ele levou, segundo as contas modestas de seus advogados, 52 milhões de dólares da campanha presidencial. O ex-presidente também dirigiu um apelo "à responsabilidade dos que fazem a comunicação neste país para que não abram espaço a um sensacionalismo tão barato". É uma preocupação anacrônica. O ex-presidente teve uma boa oportunidade para evitar o "sensacionalismo barato" quando disse a Claudio Humberto Rosa e Silva, que publicou as suas declarações no livro Mil Dias de Solidão, que Thereza Collor, mulher de Pedro, teve um romance com um outro cunhado. Não há quaisquer evidências de que o romance ocorreu, e Fernando Collor não teve nenhum escrúpulo para fazer o seu ataque mentiroso. Foi o ataque de Collor que motivou a reação de Pedro. É uma vingança. Nem tudo o que ele disse pode ser verdade. Mas não custa lembrar que Pedro Collor nunca falhou. Tudo o que ele disse a VEJA, em maio de 1992, acabou sendo comprovado pela CPI e pelas investigações da Polícia Federal. A seguir, as cinco principais denúncias de Pedro Collor.
Cocaína no Planalto De há muito há falatório associando Fernando Collor a drogas. Em Brasília, onde passou a juventude, Collor ganhou o apelido de "Fernandinho do Pó". Em Alagoas, quando era governador do Estado, políticos que freqüentavam seu gabinete tinham a convicção de que Collor era um usuário constante da droga, que, suspeitava-se, ficava guardada na parte de trás de sua poltrona. Na campanha presidencial, o pai de uma socialite carioca ligada às artes plásticas que mora nos Estados Unidos telefonou à filha recomendando que votasse no candidato do PRN. Ela respondeu que até que poderia votar nele, mas lembrou que Collor era o mesmo rapaz que, no passado, ele expulsara de casa por estar drogado. No ano passado, em sua entrevista a VEJA, Pedro Collor disse que o irmão consumira cocaína e LSD na adolescência, e que inclusive o iniciara no consumo de drogas. Perguntado se o presidente se drogava depois de chegar ao Planalto, Pedro respondeu: "Não sei". Agora, com sua memória seletiva, Pedro diz que sabe.
Segundo Pedro Collor, quem divulgou que Collor usava cocaína foi a primeira-dama, que, ameaçada por um pedido de divórcio durante a crise matrimonial do casal, resolveu chantagear o presidente. "Rosane disse a amigos que iria revelar à imprensa, entre outras coisas, que ela colocava supositórios com cocaína em Fernando", afirma Pedro Collor. "Ela falava que queria ver se ele tinha aquilo roxo para levar adiante a intenção do divórcio." Conforme o relato do irmão do ex-presidente, Rosane estava disposta a fazer a denúncia numa entrevista coletiva marcada para o dia 12 de agosto de 1991, poucos dias depois de Collor se apresentar em público sem a aliança do casamento. Na última hora, Rosane cancelou a entrevista e apenas concordou em mostrar sua aliança para fotógrafos e cinegrafistas. Para Pedro Collor, entre o anúncio da coletiva e seu cancelamento, a primeira-dama e o presidente negociaram a manutenção do casamento.
"Já vi vários casos de pessoas que tomaram cocaína com supositórios", afirma o farmacologista Fernando Varela de Carvalho, professor da Santa Casa de São Paulo. "Algumas tinham medo de Aids, e por isso abandonaram as seringas. Outras queriam esconder alguns sintomas do uso de cocaína, como a vasodilatação, que, em determinadas pessoas, faz verter sangue pelo nariz." Numa conversa descontraída, até o tesoureiro PC Farias contou que ouvira falar de viciados que usam supositórios para consumir cocaína. PC falou em tese, e em nenhum momento se referiu a seu amigo Fernando Collor.
Quando elaborou a lista de padrinhos de seu primeiro casamento, Collor não se esqueceu do advogado carioca Allan Mihai Fauru, que, mais tarde, foi indiciado como traficante em Maceió e condenado a seis meses de prisão. Com Fauru, veio também a mulher, Elizabeth Luporini, que, quando Collor se tornou presidente da República, foi empregada como secretária do embaixador Marcos Coimbra, cunhado e secretário da Presidência da República. As investigações da CPI descobriram que Luporini era dona do telefone que recebia o maior número de ligações da EPC, o bunker financeiro de PC Farias. Homem de confiança do presidente, a tal ponto que foi encarregado de sustentar a lorota uruguaia, o ex-secretário particular Cláudio Vieira tinha, entre seus assessores, um funcionário, Flávio Monteiro, investigado pela Polícia Federal por tráfico de drogas.
Adultérios de Rosane O primeiro casamento de Collor, com Celi Elizabeth Monteiro de Carvalho, teve um final tão rumoroso que, temendo um escândalo, advogados de ambas as partes tomaram providências para que as salas dos tribunais não se transformassem na lavanderia de um inferno doméstico. Segundo Pedro Collor, depois do nascimento de Joaquim Pedro, o segundo filho do casal, o ex-presidente perdeu o interesse no relacionamento. Collor chegou a espancá-la, ausentava-se de casa com freqüência e levava uma vida promíscua com prostitutas em Maceió. "Depois de mais de dois anos de abstinência sexual, ela pediu a separação", diz. Conforme Pedro Collor, uma das marcas do segundo casamento do ex-presidente foram os adultérios de Rosane.
Um dos casos teria sido com o empresário carioca Júlio Lopes, dono do Centro Educacional da Lagoa. No mês passado, durante um jantar em Miami, o irmão do ex-presidente contou a Lopes que iria relatar o episódio em seu livro. "Pode pôr", disse ele. "Vai fazer bem para o meu currículo." Na sexta-feira passada, procurado por VEJA, o empresário garantiu que tudo não passou de uma brincadeira. "O Pedro interpretou mal", disse ele. Sua atitude em 1991, no entanto, era outra. Durante um jantar no restaurante Guimas, no Rio, onde o jornalista Luiz Gutemberg lançava seu livro Cadastro Geral dos Inimigos do Presidente, o empresário da noite Ricardo Amaral apresentou-o a diversas pessoas como "o namorado da primeira-dama". Na ocasião, Júlio Lopes não se queixou de que estava sendo mal interpretado. Lembrando um outro jantar, na casa de um amigo comum, Ricardo Amaral informou aos presentes que, desacompanhada, Rosane ficara o tempo inteiro com Lopes até que "os dois pombinhos terminaram a noite aos arrulhos de paixão". Segundo Pedro Collor, os dois tiveram outros encontros a sós. Confiante em seu prestígio junto à presidência da LBA, Lopes esteve em Brasília para uma audiência no gabinete da primeira-dama, à qual apresentou um projeto na área educacional que pretendia tocar com dinheiro público.
Outro nome ligado à crise do casamento de Collor e Rosane é o mineiro Luiz Mário de Pádua, que na época trabalhava no cerimonial do governo do Distrito Federal. Em sua entrevista, Pedro Collor conta que o presidente descobriu esse romance da mulher no dia em que a primeira-dama lhe comunicou que estava grávida. "Ele não podia ser o pai da criança porque fez vasectomia antes de casar com Rosane e não tinha contado para ela. Ele ficou furioso com a notícia, mas não falou nada para Rosane. No dia seguinte, chamou Eunícia (Eunícia Guimarães, a secretária da primeira-dama) e exigiu que ela lhe contasse a história da gravidez. E ficou sabendo de Luiz Mário", diz o irmão. Outro detalhe é que, segundo Pedro Collor, Ledinha, a irmã do presidente casada com o embaixador Marcos Coimbra, chegou a descobrir, numa joalheria de Brasília, que Rosane havia comprado um Rolex para dar de presente ao namorado.
Na sexta-feira passada, Luiz Mário desmentiu o romance e o relógio. "Tenho uma imitação de Rolex, que comprei com meu dinheiro, e possuo até a nota fiscal", disse. "Nunca tive nada com a primeira-dama. Essa é uma história absurda." A irmã Leda também nega. "Isso não tem o menor fundamento. Nunca fui a uma joalheria saber se Rosane havia comprado um relógio para dar de presente." Já a versão de Joyce Cardoso, amiga do ex-casal presidencial, tem algumas nuances. "Não posso dizer se tiveram um flerte", admite ela, antes de levantar uma dificuldade logística. "Mas caso mesmo, de dormir, acho impossível. Ela precisaria de um lugar para ir e aí eu saberia." A amiga Eunícia Guimarães diz que "jamais" esteve no Planalto para conversar com Collor sobre a gravidez de Rosane, mas acha que, de fato, é possível que a primeira-dama tenha demonstrado um interesse especial por Luiz Mário, na época. "Sentir atração, tudo bem", analisa Eunícia. "Mas daí a fazer alguma coisa vai uma grande distância."
Leleco Barbosa, um dos caciques colloridos do Rio de Janeiro, sustenta que a gravidez de Rosane chegou ao conhecimento de diversos amigos do casal. "Na época fiquei sabendo da conversa de Eunícia Guimarães com Collor e da história da vasectomia. Isso todo mundo soube", diz. Leleco só não soube do conteúdo da conversa da secretária de Rosane com o presidente. "Não sei, mas ela deve ter feito aborto, não é?", indaga. "Do aborto e da vasectomia eu não sabia, mas o caso com o mineiro e a história do relógio aconteceram de fato", diz uma integrante do clã Collor de Mello. "Dona Leda também ficou sabendo e, antes de adoecer, comentou barbarizada que não acreditava no que estava acontecendo", completa.
Luiz Mário deixou Brasília quando a crise do casamento presidencial estava no auge e só retornou depois da posse de Itamar, quando recebeu o posto de gerente de projetos do Ministério da Saúde. Sua saída da capital federal é um mistério até hoje. Ele tomou o rumo de Belo Horizonte sem avisar ninguém e, embora exista uma ponte aérea ligando as duas cidades, preferiu fazer a viagem, de 700 quilômetros, de automóvel. Por quê? "Eu estava saindo do trabalho, tinha um automóvel à disposição e preferi viajar assim", diz ele, singelamente. Existe outra explicação. O governador de Brasília, Joaquim Roriz, contou a um senador que Luiz Mário deixou a capital federal de automóvel para atender a um conselho seu. Segundo esse senador ouviu de Roriz, Collor telefonara ao governador, apoplético, dizendo que Luiz Mário deveria se afastar de Brasília no mesmo instante. Assustado, temendo até a fantasiosa possibilidade de que seu funcionário sofresse um atentado a caminho do aeroporto, Roriz recomendou a Luiz Mário que viajasse de carro.
Sexo e caráter O inventário de aventuras extraconjugais de Fernando Collor foi feito por vários de seus amigos. Numa conversa com o presidente de uma grande estatal, sem que lhe fosse perguntado, o tesoureiro PC Farias contou que "o presidente está com uma menina". Em sua entrevista ao Jornal do Brasil, Pedro Collor disse que, quando era governador de Alagoas, o irmão teve um caso com Taís, mulher do porta-voz Claudio Humberto. "Ela era minha funcionária na TV Gazeta e vivia suspirando pelo Fernando", diz Pedro Collor. Claudio Humberto vai processá-lo. "Minha mulher nunca andou por aí mostrando as pernas. É uma coisa nojenta esse cafajeste querer usar a Taís para se vingar daquilo que o seu irmão disse."
Thereza Collor, por sua vez, insinua que Fernando Collor teve um caso com a atriz Cláudia Raia. "Ela fazia o tipo mulher aranha e vivia fazendo massagem nas costas do Fernando", disse Thereza. Segundo ela, certa noite, para facilitar a hospedagem de Cláudia Raia na Dinda, Collor providenciou acomodações improvisadas para seus dois filhos, Arnon Affonso e Joaquim Pedro, no porão da residência. Cláudia Raia desmente o romance e encarregou os amigos de negá-lo mais uma vez. "Ela faz massagem em todo mundo, até em mim", afirma o ator Eduardo Martini.
O caso, no entanto, é confirmado por um empresário de Brasília que há muito tempo mantém-se a par das intimidades do presidente. Segundo esse empresário amigo de Collor, o caso com Cláudia Raia é tão verdadeiro como é falso o romance de Collor com Celita Jackson, a relações-públicas do hotel Plaza, de Nova York. Rumores sobre esse envolvimento surgiram quando o presidente passou boa parte de um fim de semana no Plaza, trancado no quarto, e, depois de mandar um auxiliar dizer que estava assistindo a uma prova de Fórmula 1 pela TV, saiu perambulando de cabelo molhado pelo saguão perguntando aos repórteres quem tinha vencido a corrida. O amigo do presidente informa que Collor estava mesmo acompanhado, na ocasião, mas por uma escort girl que levou de Brasília. Permanece, ainda, o mistério Renata Scarpa, mulher do empresário-amigo Cidão Diniz, companhia no frenético réveillon de Angra dos Reis.
Deve-se ao livro de Claudio Humberto a confirmação, oficial, de que Collor tem um terceiro filho, James Fernando, nascido de uma aventura com uma garota de programa de Maceió, Jucineide Braz. James Fernando tem 12 anos. Collor foi capaz de manter sua existência em segredo até 1990. Poderia ter aproveitado a ocasião para assumir o menino, ainda que tardiamente, mas não o fez. Preferiu mentir e depois escondê-lo num apartamento no Recife, garantindo o silêncio de sua mãe com uma ajuda em dinheiro. Poucas atitudes revelam o caráter de um homem como sua postura diante de um filho inesperado. Collor sabe disso. Tanto que, na campanha presidencial, sua equipe de propaganda empenhou-se em denunciar que Luís Inácio Lula da Silva tinha uma filha fora do casamento, com a enfermeira Mirian Cordeiro. Hoje, constata-se uma diferença entre ambos. Lula reconheceu a filha logo que ela nasceu e, embora a mantivesse longe da curiosidade alheia, lhe deu seu nome e, depois de um período de afastamento, passou a tratá-la plenamente como filha. Collor nunca tratou James Fernando como filho. Em vez disso, enviava-lhe dinheiro.
O amigo Paulo Octávio Pedro Collor insinua que Fernando Collor e o deputado Paulo Octávio tiveram um relacionamento homossexual. Aconselhado por advogados a evitar declarações que pudessem comprometê-lo, o irmão do ex-presidente faz a revelação medindo cada palavra. "No tempo de estudante, quando chegava em casa de madrugada, costumava encontrá-los trancados no quarto do Fernando", diz. "Fazendo o que eu não sei," acrescenta. "Do jeito que Pedro Collor está, quero ver o que vai contar na próxima vez. Quem sabe, conte quem era o ativo e quem era o passivo", afirma o deputado Paulo Octávio, casado, dois filhos. "Se eu era homossexual, por que ele me convidou para ser padrinho de seu casamento?" Quando Collor separou-se de sua primeira mulher, um general que serviu no SNI, hoje na reserva, recebeu como verídico o relato de que o divórcio se consumara no momento em que Lilibeth surpreendera o marido na cama, em companhia do amigo.
A xangozeira Para cativar o eleitorado religioso, Collor adorava tirar fotografias ao lado de Frei Damião e de forrar seu gabinete com imagens sagradas. Nos jardins da Dinda instalou uma estátua de Nossa Senhora da Rosa Mística. O ex-presidente gostava de ajoelhar-se diante dela para filmagens produzidas especialmente para a TV. Para Pedro Collor tudo isso era teatro. Católico e neurolingüista nas horas vagas, segundo o irmão nos momentos difíceis Collor recrutava os serviços de uma certa dona Cecília, uma xangozeira - adepta de Xangô, na liturgia de umbanda - de Arapiraca, no interior de Alagoas. Aconselhado pela xangozeira, em diversas ocasiões Collor tomou banhos de ervas, destinados a afastar os maus espíritos. Segundo Pedro Collor, num desses rituais a primeira-dama chegou a lambuzar seu corpo de preto e vermelho e depois dançou no ritmo frenético de quem incorporou a pomba-gira, uma das entidades mais esquisitas do candomblé. Na véspera do impeachment, até o presidente teria incorporado um espírito, vestido de branco e rodopiando em volta de uma mesa de granito com retalhos de animais sacrificados por dona Cecília. "Eles fizeram tantos rituais desse tipo que numa época chegou-se a temer que não haveria mais bodes em Brasília e seriam obrigados a mandar trazê-los de outros lugares", relata um membro da família.
Numa outra parte da entrevista, Pedro Collor investe contra o cunhado Marcos Coimbra, o embaixador nulidade que estava entrando para a história devido a duas atitudes marcantes. Primeiro, ter mendigado uns caraminguás para PC Farias junto a Luís Octávio da Motta Veiga. Segundo, por ter se envolvido numa polêmica urinária. Ele disse a Claudio Humberto que Bernardo Cabral se sujou ao saber que perdera o cargo de ministro da Justiça. Depois, a pedido de Cabral, desdisse o que disse antes. Segundo Pedro Collor, Marcos Coimbra preferiu continuar usufruindo as mordomias de uma viagem com o presidente a acompanhar a agonia de seu filho Gastão, que morreu de câncer em 1991.
A briga entre os irmãos Collor parece não terminar nunca. Dificilmente, no entanto, descerá a níveis mais baixos. A grotesca lavagem de roupa suja, no entanto, teve sua serventia no passado e a terá no futuro. Foi ela que deu início à descoberta de quem era Fernando Collor: um presidente corrupto, um chefe de quadrilha que violava a Constituição e levava o país para o abismo. No futuro, ela servirá para que se tenha mais empenho em saber quem são os candidatos à Presidência da República. Se, em 1989, se soubesse um décimo do que se sabe hoje sobre o passado de Fernando Collor, dificilmente ele teria sido eleito. O Brasil não teria passado por dois anos de ruína e ladroagem.




LULA 2006

SOU BRASILEIRA NÃO DESISTO NUNCA DE CONTINUAR SENDO FELIZ!
TODOS OS HOMENS DE DANIEL DANTAS








A pressa de PFL e PSDB para que se inicie logo o processo de impeachment justifica-se: caso a crise dure mais, será difícil impedir a convocação de Daniel Dantas pelas CPIs. O banqueiro é o fermento da corrupção no governo FHC, nas privatizações e no controle dos fundos de pensão.
Por que só o PFL, aliado ao Sr. Fernando Henrique Cardoso nas eleições e no governo, o ex-presidente e seus homens (notadamente o Sr. Bresser Pereira) insistem na tese do impeachment de Lula? A Folha de S. Paulo dá uma pista em sua edição de segunda-feira, dia 15: todos estariam a serviço do Sr. Daniel Dantas.
A pressa se justifica: se a crise durar mais alguns dias, será difícil impedir a convocação do misterioso banqueiro pelas CPIs em andamento. O financista baiano é o fermento de toda a corrupção ocorrida durante o governo do Sr. Fernando Henrique Cardoso, na armação dos processos de privatização e no controle dos fundos de pensão, e muitos acreditam que tenha cabido a ele a colocação do jabuti na forquilha, ou seja, a invenção do Sr. Marcos Valério.
A metáfora é do Sr. Vitorino Freire: jabuti não sobe em árvore, nem um outsider como Marcos Valério entra nos grandes negócios da corrupção sem que alguém o endosse.
Se os negócios do Sr. Dantas vierem a lume, virão a lume outros cadáveres, insepultos e guardados no armário. É isso que o PFL e os mais próximos de Fernando Henrique pretendem impedir. O desenterrar dos negócios do Banco Econômico não deixará de fora o PFL baiano.
Enfim, a chamada bancada do Sr. Daniel Dantas traz, na lapela, mais emblemas do PFL do que dos outros partidos. Há ainda outros atos, tidos como criminosos, a ele atribuídos, como a contratação da empresa norte-americana Kroll, de espionagem, para vigiar até mesmo o governo federal, grampeando os telefones do Palácio do Planalto. Nem Alphonse Capone, nos áureos dias de Chicago, chegou a tanto.
A matéria da Folha, assinada por Kennedy de Alencar, um repórter sempre bem informado diz, textualmente: “Historicamente bem relacionado com a cúpula do PFL, Dantas recebe o auxílio de membros do partido, como os senadores ACM, Jorge Bornhausen (SC) e Heráclito Fortes (PI), além dos deputados Alberto Fraga (DF) e Abelardo Lupion (PR)”.
Essas e outras revelações abrem ainda mais a brecha entre o PSDB do Sr. Geraldo Alckmin e do Sr. José Serra, e o PSDB do Sr. Fernando Henrique Cardoso que, a cada dia, está ficando menor. O ex-presidente só conta com membros de seu grupo, como é o caso do ex-executivo dos supermercados do Sr. Abílio Diniz e ex-ministro de FHC, Bresser Pereira, para pregar ostensivamente o impedimento de Lula.
Alckmin e Serra, que estão empurrando o ex-presidente para o fundo do palco, mantêm as posturas da conveniência, mas só pensam na sucessão de Lula, como candidatos a candidatos do PSDB. Para Serra e Alckmin, que se consideram pessoalmente imunes à sujeira que emerge dos documentos apreendidos pela Polícia Federal, interessa o desgaste de Fernando Henrique e do PSDB mineiro, mas não convém o impeachment, que poderá soltar muitos demônios acorrentados.
Na defensiva, o PT não tem tido a ousadia necessária para exumar os cadáveres do governo passado. Não só os cadáveres da quota do PSDB mas, também, de seus aliados, como a velha Arena que muda sempre de sigla, mas nunca de caráter.
Arraes
A morte de Arraes faz nascer um novo mito no Nordeste. Os sertanejos pobres, em sua intimidade com o Absoluto e com a morte, têm, agora, depois de Antonio Conselheiro e do Padre Cícero, outro ícone a venerar. Não há, na história republicana, outro homem público que tenha sido eleito diretamente pelo povo governador de um Estado três vezes. Só isso basta para mostrar a força política de Miguel Arraes, um socialista que tinha os pés no chão.
Mauro Santayana é colunista político do Jornal do Brasil, diário de que foi correspondente na Europa (1968 a 1973). Foi redator-secretário da Ultima Hora (1959), e trabalhou nos principais jornais brasileiros, entre eles, a Folha de S. Paulo (1976-82), de que foi colunista político e correspondente na Península Ibérica e na África do Norte.

15 agosto 2005


Veto de Alckmin a aumento para educação pode deflagrar greve

Apeoesp e Fórum das Seis, que reúne os sindicatos de professores e funcionários das três universidades estaduais paulistas, iniciam mobilizações para derrubar o veto do governador de São Paulo às emendas aprovadas à LDO.

São Paulo – Na semana passada, o governador tucano Geraldo Alckmin vetou um aumento de aproximadamente R$ 470 milhões para a educação em São Paulo, conquistado através das emendas propostas à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) aprovada pela Assembléia Legislativa para o próximo ano (leia matéria “Alckmin veta R$ 470 milhões a mais para a educação”). – havia sido conquista com intensa mobilização da comunidade universitária, do ensino técnico e dos docentes da rede pública de ensino paulista. A resposta da sociedade não demorou a vir. Na última quarta-feira (10), representantes do Fórum das Seis – que reúne os sindicatos de professores e funcionários das três universidades estaduais paulistas – e do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) participaram de uma audiência na Assembléia Legislativa para buscar formam conjuntas de mobilização para greve no Estado de São Paulo.
DESARMAMENTO SIM ,NÃO AS ARMAS, SIM A PAZ.










15/08/2005 - Assembléia paulista lança frente pelo desarmamento
A Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo lança nesta segunda-feira (15) a Frente Parlamentar a Favor do Desarmamento. A comissão suprapartidária terá o papel de sensibilizar a população paulista a optar pelo "sim" no referendo do dia 23 de outubro, que decidirá sobre a proibição ou não da venda de armas de fogo e munição no Brasil.

Estarão presentes os deputados estaduais Vanderlei Siraque (PT), Arnaldo Jardim (PPS) e Sidney Beraldo (PSDB); o deputado federal Raul Jungmann (PPS); o presidente da OAB-SP, Luiz Flávio D" Urso; o presidente do Instituto São Paulo Contra a Violência, Eduardo Capobianco; e a coordenadora de Mobilização Social do Instituto Sou da Paz, Beatriz Cruz.

A Frente anunciará medidas para incentivar a população paulista a optar pelo "sim" no referendo. O lançamento acontece na própria Assembléia, no auditório Teotônio Vilela, às 14h.

As informações são da Liderança do PT na Assembléia Legislativa.
TSE RECUSA AÇÃO CONTRA O PT






15/08/2005 - TSE recusa ação contra o PT
O ministro Luiz Carlos Madeira, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), julgou extinta a ação em que o senador César Borges (PFL-BA) pedia o cancelamento do registro civil e do estatuto do Partido dos Trabalhadores por não apresentar prestação de contas de campanhas eleitorais nos anos de 2002 e 2004.
A pedido do ministro relator da ação, a Secretaria Judiciária do Tribunal informou que as contas do PT relativas aos exercícios de 2002, 2003 e 2004 foram prestadas, estando os processos em tramitação na Corte.
Resumidamente, observou o ministro em seu despacho: "As contas a que se refere o artigo 28 da Lei 9.096, de 19 de setembro de 1995, são as do balanço contábil anual do exercício findo e essas contas foram prestadas. Assim sendo, julgo extinto o processo, sem julgamento do mérito, com fundamento no inciso VI do artigo 267 do Código de Processo Civil."
As informações são do TSE.
ESCÂNDALO DO "MENSALÃO"/ EDUARDO AZEREDO, ARTHUR VIRGILIO,PSDB.













Testemunha assume que apresentou a petistas documento com nomes financiados por Valério na campanha de Azeredo em 98Lobista diz que deu lista de tucanos à CPI
ELVIRA LOBATODA SUCURSAL DO RIO O lobista mineiro Nilton Antônio Monteiro, 57, assumiu, em entrevista à Folha, a responsabilidade pela apresentação da lista com nomes de políticos de Minas Gerais que receberam dinheiro do publicitário Marcos Valério de Souza durante a campanha eleitoral de 1998 -que acirrou ainda mais os ânimos entre o PSDB e o PT ao longo da semana- e disse que Valério conversou com ele sobre como ""esquentar" R$ 40 milhões que estariam no exterior.Monteiro diz que entregou a suposta lista de financiamento de campanha tucana ao deputado estadual petista Alessandro Molon (RJ), em 25 de julho. Molon repassou o material ao presidente regional do partido, Gilberto Palmares, que, no mesmo dia, o enviou para a CPI dos Correios.Molon telefonou ao procurador da República Márcio Barra Lima e perguntou se ele poderia tomar o depoimento de Monteiro. O depoimento durou três dias.O Ministério Público Federal do Rio informou que cópias do depoimento e dos papéis com a suposta contabilidade paralela da campanha de Eduardo Azeredo a governador de Minas foram entregues ao procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, à Procuradoria de Justiça e ao TRE de Minas Gerais.Monteiro se apresenta como ""intermediário de negócios" e diz que sua especialidade é ligar compradores e vendedores de créditos tributários e negociar recebimento de créditos de empresas privadas junto a órgãos públicos. Por isso, é tido como lobista.Ele ficou conhecido em 2001 quando apontou o esquema de corrupção para transferência de créditos de ICMS no Espírito Santo, no governo de José Ignácio Ferreira, ex-PSDB. Monteiro entregou gravações de telefonemas que envolveram autoridades com a cobrança de comissões.Ele disse que o ex-tesoureiro da campanha de Azeredo de 98, Cláudio Mourão, entregou a Valério cópias da movimentação financeira da campanha.Por meio de seu advogado, Valério negou que tenha conta no exterior e disse que colocou à disposição da CPI do Mensalão uma autorização para investigar eventuais contas fora do país.
Folha - Onde o senhor nasceu e qual a sua profissão?Monteiro - Nasci em Lajinha do Mutum, leste de Minas, tenho diploma de técnico em análises químicas, mas minha especialidade é intermediar negócios, principalmente entre empresas privadas e setor público. Negociação de crédito tributário é minha principal atividade. Também sou procurado por empresas para resolver problemas com o Estado.
Folha - Como a lista da campanha de Eduardo Azeredo em 1998 veio parar nas suas mãos?Monteiro - Em 1994, meu pai, que era gerente dos Correios, emprestou R$ 80 mil ao Delfim Ribeiro [ex-deputado estadual de Minas], que confirmou que o dinheiro foi usado na campanha de Azeredo a governador. A dívida foi transferida para o PSDB, por acordo político. Cobrei a dívida várias vezes do João Heraldo Lima, que foi secretário de Fazenda de Azeredo [hoje diretor do Banco Rural] e também de Azeredo. Nunca arrecadei dinheiro para partidos, mas ajudei na campanha de Azeredo de 98, levando material para o interior de Minas.
Folha - Quando a lista de tucanos financiados por Marcos Valério chegou às suas mãos?Monteiro - No final de 1998. Cobrava do João Heraldo pagamento dos R$ 80 mil. Ele foi ver se o débito aparecia na contabilidade da campanha. Não aparecia. Vi que eles não tinham interesse em me pagar. O Heraldo pediu a um funcionário para tirar cópia dos papéis. Consegui uma cópia e guardei por quase sete anos.
Folha - O senhor passou, então, a pressionar o Azeredo?Monteiro - Voltei a procurar o Azeredo, em 2003. Ele disse que não podia fazer nada por mim. Encontrei-o de novo em 2004. Ele tinha ficado sabendo que eu tinha cópia dos papéis. Tivemos uma discussão. Ele estava preocupado, pediu para eu entregar os documentos, ameaçou me interpelar judicialmente, que era apropriação indébita. Eu falei: interpela! Ele teve coragem? (...) Pelos papéis, foram gastos R$ 53 milhões na campanha. Parte desse dinheiro saiu dos cofres públicos.
Folha - O sr. se aproximou do ex-tesoureiro da campanha de Azeredo em 98, Cláudio Mourão. Ele também dizia que havia emprestado dinheiro e que não havia recebido. Ele entrou com pedido de indenização de R$ 3 milhões contra Azeredo e Clésio Andrade. O sr. e Mourão fizeram acordo?Monteiro - Foi uma parceria. Como o PSDB não recebia mais o Mourão, ele me deu procuração para tentar receber créditos. Eu teria uma participação, se conseguisse. (...) Mourão tinha mais papéis sobre a campanha do que eu.
Folha - O Azeredo chegou a fazer alguma proposta?Monteiro - Ele queria que eu fizesse um trabalho na SMPB ou no escritório de Tolentino, sócio do Valério. (...) Me deu um cartão do senador Arthur Virgílio, disse que, se eu aceitasse, deveria ir a Brasília receber instruções.
Folha - O senhor se encontrou com o Marcos Valério?Monteiro - O Mourão me levou a uma reunião com ele, no escritório do Rogério Tolentino, em julho. Eles não tinham os documentos das contas de 98. Quem entregou a eles foi o Mourão.
Folha - Qual o motivo da reunião?Monteiro - Valério estava preocupado porque precisava levantar de R$ 40 milhões a R$ 60 milhões em notas. Participo de um negócio em um espólio de terrenos na Barra da Tijuca e meu cliente já ganhou precatórios de R$ 500 milhões. O interesse do Valério era "esquentar" dinheiro que está fora. Meu cliente não topou.
Folha - O sr. recebeu dinheiro do PT para entregar a lista de doação para a campanha do Azeredo?Monteiro - Em nenhum momento negociei os documentos em troca de dinheiro.

14 agosto 2005


Lula é aplaudido e tucanos vaiados no velório de Miguel Arraes


Deputado federal, ex-governador e um dos principais nomes da esquerda tradicional do país morre após quase dois meses internado Aplausos para Lula no velório de Arraes

O presidente é bem recebido em Recife, onde se despediu do ex-governador, morto aos 88 anosLula é recebido com aplausos ao chegar para velório de ArraesRECIFE - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi recebido com aplausos e saudações entusiasmadas por populares ao chegar para o velório do deputado federal e presidente nacional do PSB, Miguel Arraes, que morreu no sábado após dois meses de internação.

O corpo de Arraes está sendo velado desde a noite de sábado no Palácio das Princesas, sede do governo de Pernambuco. Ao som de "olê, olê, olá, Lula, Lula", o presidente chegou acompanhado de seis ministros. As pessoas gritavam e davam recados de que acreditam em Lula. No velório, o presidente permaneceu por cerca de 1 hora com a família do ex-governador Miguel Arraes.

Lula abraçou a viúva, dona Magdalena, e seguiu para o segundo andar do palácio, resrevado pelo governo de Pernambuco para o descanso da família. Há informações de que o presidente volta a Brasília ao meio-dia, mas a assessoria da Presidência da República não confirmou. Dentre os ministros que acompanha Lula no Velório de Arraes, que foi três vezes governador de Pernambuco, o mais emocionado era sérgio Resende, da Ciência e Tecnologia, que foi secretário de Arraes no terceiro mandato dele no estado. Ao se deparar com o caixão do ex-governador, o presidente Lula também demonstrou estar emocionado.

Durante a madrugada, o ex-ministro da Casa Civil e deputado federal José Dirceu (PT-SP) e a ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy (PT) estiveram no velório, que começou às 19h do sábado. Até 10h deste domingo, mais de cinco mil pessoas, muitas chorando e exibindo cartazes, já tinham passado pelo Palácio das Princesas. A expectativa é de que até o enterro, marcado para 16h, de 200 mil a 300 mil pessoas visitem o salão onde está o caixão com o corpo do ex-governador. Miguel Arraes morreu na manhã de sábado, aos 88 anos. Ele estava internado desde 16 de junho, em Recife. O atestado de óbito foi assinado pelo clínico Ciro Andrade Lima e diz que a causa da morte foi choque séptico provocado por infecção respiratória e agravado por insuficiência renal.(Star Red)


Fonte: O Globo

O JEITO DE SER DA DIREITA







O fato de ter Blogs como o http://por1novobrasil.blogspot.com/, http://www.portalmidiapetista.blogspot.com/,
http://midiasemmascaras.zip.net/, que mostram como o governo Lula é bom e o presidente Lula o melhor presidente que este páis já teve,tenho recebido e-mail com ameaças até de morte.Pessoas tipo uma tal de Kika do fórum do Estadão que nitidamente está a serviço do PSDB/PFL de FHC, Serra e corja ,deve ser paga para ficar literalmente 24 hs por dia de domingo a domingo falando bem dessa turma de safados que afundaram o país, foram responsáveis pelo maior desemprego que este país já viu, foram responsáveis pelos juros pornográficas 42%, pelo apagão, pela compra de votos para reeleição de FHC pela bagatela de R$ 200.000,00 per capita, disse no fórum do Estadão que já tem meu currículo,já tem meu telefone e endereço.Isso tudo com a intenção de me intimidar, de me calar, de tentar impedir que eu diga e prove que Lula é o melhor presidente que este país já teve.Tenho recebido vários e-mail falsos com vírus e programas que invadem o computador. Tenho recebido e-mail e mesmo no fórum do Estadão há mensagens com palavras de baixo calão com ofensas pessoais. Isto é Kika , ela é o horrível retrato de Dorian Gray guardado nos porões que a ditadura cavou neste país.