06 agosto 2005

DESARMAMENTO JÁ, DIGA NÃO AS ARMAS E SIM A VIDA.




Para que essas tragédias não ocorram é que é preciso desarmar as pessoas de bem. Esse garoto com 08 anos de vida destruiu a sua vida,tirou a vida do tia de 29 anos, seu pai está foragido e deve ir para a cadeia, ira responder a um processo , sem falar no desespero da mãe de irmãos e outros familiares. Toda essa tragédia seria evitada se essa arma não tivesse em poder desse cidadão de bem. ------------------------------------------------------------------------------------------------




























06/08/2005 - 18h34



Garoto de 8 anos mata tia com tiro acidental no Ceará

da Folha Online---------------Um tiro acidental, segundo a Polícia Militar de Fortaleza (CE), disparado por um garoto de 8 anos provocou a morte de Francisca Francivan Pereira de Oliveira, 29 anos, tia do menino. Os dois estavam em casa sozinhos e a arma, um rifle, atingiu a cabeça da vítima que morreu no local.Ao ouvir os disparos, os vizinhos chamaram a polícia. O incidente aconteceu no início da tarde deste sábado em Maracanau (região metropolitana de Fortaleza). O pai do garoto, proprietário da arma, está foragido.



NÃO TENHO MEDO DE AMEAÇAS,NÃO VOU ME CALAR.
























































































































































































































O PT está sendo massacrado pela mídia, a mídia não poupa nem os inocentes. Qualquer boato, mentira, invencionice, imediatamente vira difamação contra os políticos do PT, é colocado pela mídia como a mais pura verdade. Eles não têm o trabalho nem de investigar, de apurar os fatos, de verificar se a fonte é confiável. Eles não precisam de provas, de documentação, e muito menos ouvir as pessoas a serem difamadas. Isso não é importante. Importante para mídia é difamar o PT. Se o presidente Lula em 2003 tivesse feito o PROER da mídia, com certeza a história seria outra. No governo de FHC, a grande mídia, aproveitando a paridade do dólar, fez empréstimos com bancos estrangeiros. O real se desvalorizou, o dólar subiu e a dívida da grande mídia ficou impagável. A grande mídia, composta pelos jornais Estadão, Grupo Folha, Veja, Época e outras menores, quando perceberam que tinham entrado em um grande embuste, que foi o plano real, começaram a demitir seus funcionários : repórteres, jornalistas, editores, diretores. FHC preferiu salvar os bancos e criou o PROER dos bancos, e não criou o PROER da mídia. FHC não confiava na mídia o suficiente, como confiava nos banqueiros. Quando Lula foi eleito, a grande mídia pediu que fosse criado o PROER da mídia, e articulavam essa hipótese com o então ministro Dirceu, chefe da Casa Civil. O governo não cedeu aos apelos da mídia e não criou o PROER da mídia, preferiu investir no social, preferiu investir no FOME ZERO, NO BOLSA FAMÍLIA, NO PROUNI. A mídia se revoltou com isso e passou a atacar o governo Lula com ferocidade e principalmente o então ministro Dirceu que foi responsável direto por não ter dado o PROER da mídia.Para se ter uma idéia da divida da grande mídia, se o governo autorizasse estrangeiros como sendo donos da mídia no Brasil, a grande mídia passaria imediatamente para as mãos de bancos estrangeiros. A mídia não divulga isso, esconde esse fato, esconde que esteja devendo milhares de dólares para os bancos estrangeiros. Há outros interessados também em acabar com um governo voltado para o povo: os membros da elite socioeconômica. Assim como a grande mídia age com o PT e com o governo Lula, há pessoas que estão servindo a esse esquema , por ignorância, por dinheiro ou por falta do que fazer, por não gostar do Brasil e muito menos do povo brasileiro, que está sendo o maior beneficiário do governo Lula, que estão me fazendo ameaças, e tentando de alguma forma me intimidar, me calar. Não vão me intimidar, não vão me calar, não vão me impedir de mostrar o quanto o governo Lula é bom para o Brasil. Se houveram erros por parte de alguns do PT , para isso há o MP, a polícia federal, a Justiça, para investigar, julgar e punir os verdadeiros culpados, que NÃO SÃO somente do PT. Esses esquema de dinheiro para financiar campanhas, dinheiro para que sejam votados os interesses do governo, vem desde da época de FHC. O presidente Lula não tem nada com essas maracutaias, o presidente Lula é um homem digno e merece toda a nossa confiança e respeito.
BRASIL SEM ARMAS











Conselho Nacional de Juventude divulga moção a favor do desarmamento

Na primeira reunião do Conselho Nacional de Juventude, ocorrida no último dia 4 de agosto, em Brasília, além de discutir o regimento interno e as formas de funcionamento do Conselho, aprovou-se uma importante moção, que reuniu o amplo apoio dos conselheiros, afirmando a posição pelo SIM no referendo de desarmamento que acontecerá em 23 de outubro.
O Conselho constituiu um Grupo de Trabalho para acompanhar o tema e já está previsto o agendamento de uma reunião com o Senador Renan Calheiros, que preside a Frente Parlamentar por um Brasil Sem Armas. O grupo é composto pela Ubes, que é representada no conselho por seu presidente, Marcelo Gavião, pela UNE, também representada por seu presidente, pela ANPG - Associação Nacional dos Pós-Graduandos, UEB - União dos Escoteiros do Brasil, Instituto Sou da Paz, Organização Brasileira de Juventude – OBJ, UNE - União Nacional dos Estudantes, PJ - Pastoral da Juventude, Frente Brasileira de Hip-Hop, Ubes - União Bras. dos Estud.Secundarista, Escola de Gente - Comunicação e Inclusão Rede Nacional de Juventude, Nação Hip-Hop Brasil, Deputado Claúdio Vignatti, Estudantes Indígenas, Subsecretaria de Direitos Humanos – SDH, Secretaria Nacional de Juventude - SNJ.
Para o presidente da Ubes, Marcelo Gavião, a entidade dos secundaristas e a UNE têm uma grande tradição em defesa do desarmamento. Foram essas entidades que há alguns anos lançaram a campanha Sou da Paz e que se desdobrou numa série de iniciativas. "Temos que fazer uma ampla campanha na sociedade para aprovar o SIM, mas precisamos ir além. O desarmamento é um passo importante para diminuir a violência, mas isoladamente não irá resolver o problema. Particularmente, no que diz respeito à violência entre a juventude, é necessário investimento público nas áreas sociais de educação, saúde, uma campanha incisiva contra o trafico de drogas, políticas de geração de emprego e renda que possam dar uma perspectiva de vida para a nossa juventude".
A reunião do Conselho Nacional de Juventude elegeu a conselheira Regina Novaes para presidir o Conselho. Com grande trajetória na área de Políticas Públicas para a Juventude, Novaes é antropóloga e participou do desenvolvimento do Projeto de Juventude, do Instituto de Cidadania.
Jovens são maiores vítimas de homicídio Entre 1980 e 2002, a taxa global de mortalidade no Brasil caiu de 633 óbitos a cada 100 mil habitantes para 573 mortes a cada 100 mil, uma redução de 10,5%. Porém, no mesmo período, a taxa de mortalidade entre jovens de 15 a 24 anos aumentou 7%, passando de 128 para 137 mortes a cada 100 mil. As maiores causas dos óbitos entre jovens são as mortes violentas, principalmente os homicídios causados por armas de fogo e os acidentes de trânsito. Os dados foram revelados pela pesquisa “Mapa da violência IV: os jovens do Brasil”, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em parceria com a Secretaria Especial de Direitos Humanos e o Instituto Ayrton Senna. De acordo com o estudo, se comparado aos 67 países pesquisados, o Brasil é o quinto país do mundo onde morrem mais jovens, ficando atrás apenas da Colômbia (caracterizada por uma “síndrome de violência endêmica”), Ilhas Virgens, El Salvador e Venezuela. As taxas chegam a ser 100 vezes superiores a países como Áustria, França e Luxemburgo, na Europa e Japão e Bahrein, na Ásia. Enquanto o índice de homicídios na população em geral aumentou 62,3% entre 1993 e 2002, no mesmo período o número de jovens vítimas de homicídios subiu 88,6%. Os jovens do sexo masculinos totalizam o maior número de ocorrência, correspondendo a 93,8% do número de mortes. Apenas 6,2% do número de obtidos é de jovens do sexo feminino. A tendência é confirmada pelo Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde. A maior parte dos homicídios acontece nos finais de semana e é causada por armas de fogo. Em 1998, as mortes por esse tipo de arma correspondiam a 66,1% dos homicídios entre jovens. Em 2002, o número saltou para 75,3%, sendo que o índice se manteve acima dos 74% em quase todas as regiões do Brasil, exceto no norte. Alerta do relator
O relator do Estatuto do Desarmamento e deputado federal pelo PT de São Paulo, Luiz Eduardo Greenhalgh, alerta: "Temos que acabar com a arma de fogo no país antes que ela acabe por desestruturar totalmente a sociedade brasileira".
O deputado conta por quê a população deve optar pelo fim do comércio de armas. "Porque o Estado brasileiro perdeu o controle sobre o uso de armas de fogo. Porque a sociedade brasileira perde 50 mil vítimas por arma de fogo por ano, quase um Vietnã por ano. Por que quem morre hoje no Brasil vítima de armas de fogo é o pobre, é o negro, é a pessoa da periferia, é o excluído socialmente, sobretudo os jovens".
Atualmente, o Brasil tem 3% da população mundial, mas contribui com 11% dos homicídios por arma de fogo no mundo. Luiz Eduardo Greenhalgh afirma que, além de diminuir esse índice, se a proibição à venda de armas for aprovada será aberto o caminho para a construção de uma sociedade baseada na cultura da paz.
"É a possibilidade da gente reconstruir a nossa sociedade com outros valores. É a defesa da vida, contra a indústria da morte".
Segundo o deputado, o que está em jogo no referendo é o interesse da indústria de armas, que não quer diminuir seus lucros. E para apoiá-la foi criada a "Frente Pela Legítima Defesa", da qual fazem parte parlamentares a favor do "não" no referendo.
Leia, abaixo, a Moção aprovada pelo CNJ
MOÇÃO DE APOIO AO "SIM" NO REFENDO DO DESARMAMENTO
Reafirmando seus compromissos com a democracia e o direito à vida segura e sem violência, o CONSELHO NACIONAL DE JUVENTUDE, vem a público manifestar sua posição favorável ao "SIM" no referendo do desarmamento participando, desta forma, da luta pela proibição da venda das armas de fogo e munição no Brasil.
As armas têm enorme poder de destruição, no campo e na cidade, e o acesso a elas torna o combate à violência um desafio de dificílima solução. Temos claro que a arma não é a causa da violência, mas sim, seu vetor mais perigoso, oferecendo grande letalidade a qualquer tipo de conflito em que ela é usada, causando sofrimento e dor à população brasileira.
A juventude desponta como o segmento da população mais atingido pelo fenômeno da violência, em especial aquela já intensamente vitimada pela flagrante desigualdade social verificada no Brasil. Esta situação colabora para limitar o direito a participação da juventude que em função da violência armada adquire algum tipo de deficiência.
Com o intuito de ampliar e proteger as condições de vida dos(as) jovens, justificamos nossa decisão de votar "SIM" no referendo de outubro de 2005.
Para assegurar a plena participação social, reiteramos a importância do referendo como instrumento positivo da democracia direta, desse modo, os signatários deste documento se comprometem a difundir a campanha em seus estados, através de suas redes, ampliando a discussão e a mobilização da sociedade em geral, mas em particular das juventudes, por uma efetiva cultura de paz.
Apostar na juventude é garantir um Brasil sem armas.

Conselho Nacional de Juventude
Fonte: Estudantenet

05 agosto 2005

BURGUESIA CORRUPTA







04/08/2005 - 21h08 Jefferson anuncia tentativa de acordo para fugir de cassação ROSE ANE SILVEIRA da Folha Online, em Brasília(...)Mais exaltado do que em depoimentos anteriores, Jefferson afirmou à CPIque o chamado núcleo duro do governo classifica os partidos aliados como"burguesia corrupta, legendas prostitutas, que se alugam"."De acordo com o ex-presidente do PTB, o grupo, comandado pelo ex-ministro José Dirceu, nunca deixou que os partidos da base participassem doprocesso decisório do governo. 'Eles não nos convidaram para participardas decisões, pensar o governo. Não distribuíram o poder, alugaram as legendas.



COMENTÁRIO DE UM GRANDE JORNALISTA A RESPEITO DESTA MATÉRIA.











"Com a clarividência dos loucos, dos alucinados, o bob jeff disse com todas as letras a verdade nua e crua. É isso o que eles são -- burguesia corrupta, legendas prostitutas -- e como tal foram tratados. Ou algum infame acha que o PT, após ganhar as eleições, deveria depois dividir o poder, as decisões de governo, com esse tipo de gente, como fez o FHC?
SENADORA IDELI DO PT E SUA FAMÍLIA RECEBENDO AMEAÇAS



























04/08/2005 - Ameaçada, Ideli pede proteção à Polícia FederalNos últimos dez dias a família da senadora Ideli Salvatti (PT-SC) tem recebido ameaças. Segundo ela, desde o embate com o deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) na CPMI dos Correios, ela recebe informações de que estão fazendo uma “varredura” em sua vida e que ela deve “tomar cuidado”.
“Decidi solicitar a investigação e proteção da Polícia Federal porque agora as ameaças estão sendo dirigidas aos meus familiares”, afirmou. Ideli adiantou que a Polícia Federal já está investigando.
No mês passado, a senadora exigiu que Jefferson explicasse afirmações feitas no Programo do Jô, da TV Globo. Na ocasião, ele disse que, entre os integrantes da CPMI, havia parlamentares que recebiam o suposto "mensalão".
E nota ambígua enviada à comissão, Jefferson retratou-se, mas deu a entender que Ideli fazia parte do esquema de irregularidades. Ela decidiu, então, interpelar Jefferson judicialmente, recorrendo ao STF (Supremo Tribunal Federal).
Com informações da Agência Informes.

04 agosto 2005

Para ler com lupa



A imprensa brasileira, que vive quase que exclusivamente do dinheiro público,
sobretudo as TVs, está agora no mesmo mar de lama que os deputados federais. Ao
aceitar ser pautada por Roberto Jefferson, que lhes acenou com uma "bomba", os
veículos de comunicação caíram de boca no prato servido por um sujeito cuja
folha é antiga e de arrepiar.
E quem disse que a imprensa vive quase que
exclusivamente do dinheiro público foi um representante de alto escalão da área
comercial do grupo Abril (leia-se Veja, um dos veículos que odeiam o PT), em
resposta a Alberto Dines em recente Observatório da Imprensa na TV (TVE). Só
este ano são quase um bilhão de reais para a mídia. Mas a imprensa não reclama
disso, não é?


O Jornal Nacional, que vinha razoavelmente mantendo as
aparências, meteu-se na lama até as orelhas ao dar espaço de 11 minutos a
Rodrigo Maia (PFL-RJ), filho do prefeito César Maia. Deixou Maia falar e acusar
à vontade apenas a petistas, em horário nobre. No dia seguinte, o JN, com a cara
suja, teve de fazer um pouco de jornalismo, dando voz a políticos sensatos da
oposição, reclamando de Maia por sua irresponsabilidade em acusar sem provas e,
principalmente, deputados petistas que a própria oposição sustenta serem
decentes e honestos. E olha que a Globo conhece os Maias do Rio de longa
data.


A imprensa vem acusando Marcos Valério de ter retirado empréstimos com
aval do governo, via estatais, mas suas próprias matérias provam que os bancos
lhe emprestaram dinheiro com base em contratos de publicidade com estatais, e
não em supostas garantias unilaterais dos diretores. E para onde foram os
milhões dessa publicidade? Vamos lá, leitor! Força! Em grande parte para as
emissoras de televisão, jornalões e revistas, ora. É preciso aproveitar o
momento e abrir também as contas da grande imprensa, sua caixa-preta.
Tapa do
Financial Times


Quando uma pesquisa deu aprovação ainda maior a Lula, a
imprensa golpista se descabelou. Um colunista do Globo berrou, por escrito, que
isso era "impossível! Tem que refazer essa pesquisa, gente!". Pois bem, o velho
Ibope de guerra a refez. Deu queda de quatro pontos percentuais a Lula. Parece
claro que daria isso, por pressão dos grandes veículos, não? Como queriam, os
resultados estão estampados em todas as primeiras páginas, vão para as capas das
revistas e "análises" na TV.
Também na semana retrasada a imprensa aproveitou
apenas um trecho do jornal Financial Times, que dizia que "revelações de Delúbio
atingem Lula", e deitou e rolou. Na semana seguinte, quando o mesmo FT diz que
"ao não investigar apropriadamente as acusações, os repórteres acabam
alimentando o desvario e simplesmente amplificando as alegações em vez de tentar
investigar sua seriedade", ninguém aqui disse nada. Silêncio total.
Segundo o
artigo do Financial Times, "a mídia impressa brasileira tem poucos leitores e
compete furiosamente por eles neste escândalo, já que boas histórias rendem
prestígio e mais anúncios". Anúncios?! De quem?! Do governo, claro. Os quase 1
bilhão de reais. O jornal britânico dá mais um tapa ao afirmar que "depois de
ter escapado da censura há mais de 20 anos, a mídia brasileira ainda tem que
descobrir como reportar acusações de corrupção sem assumir que todos os acusados
são necessariamente culpados".
Espinha atravessada
A imprensa brasileira,
que usa e se deixa usar, como autêntica vigarista, mas come, bebe e dorme às
custas das verbas de publicidade oficial, dinheiro público, deveria, no mínimo,
ser honesta com seu patrão. Em vez de dar voz unilateral a boquirrotos como
Jefferson, Maia e Karina Somaggio, ouvir também os acusados, na mesma proporção.
Fazer jornalismo sério, responsável, digno, profissional, e parar de cuspir no
prato em que come. Ou procurar outro prato.
Ler matérias políticas e
econômicas sobre o governo na imprensa brasileira já é coisa para se fazer com
lupa, dadas as entrelinhas maliciosas. Muitas vezes, nem de entrelinhas
precisam. A Veja que o diga. Quanto mais no Estado de S.Paulo, porta-voz
confesso em editorial da elite paulistana ancorada no PSDB.
Mas este jornal
se esbaldou ao descrever as atitudes de Hebe Camargo, que chegou ao nível de
levar uma cueca a seu programa, com a estrela do PT, para falar da lambança de
um zé mané. Sim, porque o presidente da Record fez a mesma lambança, só que em
caras malas com rodinhas e em jatinho particular.
Lá pelas tantas, a
colunista Leila Reis, do caderno de TV do Estadão, volta a cutucar a espinha
atravessada na garganta da elite, a Operação Narciso, da Polícia Federal. Diz
ela:
"Não vem ao caso especular o que está por trás de cada operação. Dessa
tarefa, os shows de conversa fiada dão conta muito bem. Se o high society foi
punido para desviar a atenção dos malfeitos da classe operária é algo a ser
tirado a limpo mais adiante".


Malfeitos da classe operária? Peraí! Até
sexta-feira, a imprensa chamava esses políticos de "membros do governo Lula",
gente do "primeiro escalão" etc. etc. Mas, com a revelação na Época de que o
PSDB também encheu a burra com grana suja do Marcos Valério, financiando
inclusive campanhas ao governo de Minas Gerais do queridinho dos tucanos, Aécio
Neves, e à prefeitura de BH, da mesma plumagem, agora os acusados são da classe
operária?! Não senhora! São todos políticos da mesma laia, tudo figurinha
carimbada de décadas!


Hebe Camargo, que levou uma cueca ao programa e ficou
se divertindo com isso para fazer média política, não tem moral para tanto, pois
foi (agora, está caladinha) uma das maiores defensoras de Paulo Maluf.
Portanto, Hebe, brinque à vontade com a cueca dos outros, os pepinos etc.,
mas não se esqueça de levar também a lâmpada mágica do gênio da malandragem, que
foi um excelente professor para muitos políticos atuais na arte de roubar e
mentir com a cara mais limpa do mundo, a "estuprar, mas não matar", a galinha
dos ovos de ouro do dinheiro público.


Aliás, um dos maiores negócios da
família Maluf era mesmo o abate de frangos.

JEITO TUCANO DE "CUIDAR DE GENTE"


José Serra manda arrancar crianças de abrigo e as deixa ao relento

Um dos garotos vítima da ação da prefeitura em sua "casinha"
O prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB), determinou que seus agentes recolhessem as pequenas casas azuis de madeira, com um metro e meio de altura, que viraram abrigo para moradores de rua de São Paulo. A ação, porém, foi feita de forma truculenta, sem a presença de assistentes sociais, e os moradores do local, três crianças, foram deixados ao relento, sem nenhum tipo de assistência.
O equipamento, que lembra casinhas de boneca ou de cães, foi instalado no domingo pela Associação Casa da Criança de Nossa Senhora Aparecida. Antes disso, as crianças dormiam na rua.
Segundo o próprio secretário municipal da Assistência e Desenvolvimento Social, Floriano Pesaro, a Subprefeitura da Mooca tirou as duas casinhas, perto do shopping Tatuapé (zona leste), na hora do almoço e só depois as assistentes sociais foram ao local. Mas os garotos já não estavam lá.
O subprefeito da Mooca, Walter Bellintani, admitiu que houve um erro e diz que irá apurar por que assistentes não estavam no local para levar os meninos a um abrigo. Mas diz que a ação era necessária porque havia "uma ocupação irregular do espaço público".
Segundo especialistas ouvidos pelo jornal Folha de S. Paulo, que mostrou a procura de moradores de rua pelas casinhas, a situação expõe a situação dessa população e coloca em xeque a postura da administração tucana que durante a campanha eleitoral tentou vender à população a idéia de que o PSDB "sabe cuidar de gente".Sem assistência
Até o início da noite de terça-feira, as crianças não haviam recebido nenhum tipo de atendimento da prefeitura. Prevendo a péssima repercussão que o caso teria, a assessoria do prefeito tentou remediar o ocorrido e telefonou à reportagem da Folha para saber onde poderia encontrar as crianças.
Na tarde de terça-feira, as crianças foram para a associação que cedeu as moradias. "Vou ter de procurar outro lugar para elas ficarem", disse a presidente da entidade, Lusia Lopes da Silva. Ela diz que não voltará, por enquanto, a instalar as casinhas. A intenção era colocá-las na Sé e na República.
"A ação da prefeitura foi emblemática: eles retiraram as casas sem se importar com as pessoas. Não respeitaram o sentimento de proteção que as casinhas tinham para as crianças", diz o padre Júlio Lancellotti, da Pastoral do Menor.
"A retirada não poderia ser tão abrupta. Era preciso o acompanhamento de psicólogos ou assistentes sociais para trabalhar essa questão com as crianças, mostrar que uma casa precisa ter banheiro, por exemplo", afirma ele.
Segundo os meninos I. e L., ambos de 13 anos, por volta das 10h de ontem "muitos homens da prefeitura" chegaram ao local.
"A gente correu para dentro da casinha e pediu para levarem a gente junto. Mas o "tio" mandou a gente sair", disse um deles. "Enquanto eles levavam as casinhas, começamos a jogar um monte de pedras neles", disse I.
De acordo com eles, a ação foi violenta. "Um dos homens apertou meu braço forte para eu largar a pedra", conta L., apontando um pequeno machucado no braço esquerdo. Os dois dizem ter chorado muito. "É claro que eu vou chorar. A casinha era boa, tinha colchão e cobertor, cabiam até três pessoas apertadas", diz I.
A associação não sabia o que fazer com os meninos. No dia em que foram atirados ao relento, eles dormiram na casa de bonecas que fica na entrada, do lado de dentro do portão da associação. Mas foi uma situação improvisada, já que não há funcionários que fiquem no local nesse horário.
O subprefeito disse que irá apurar a acusação de que a retirada foi feita de forma violenta. A Folha tentou ouvir o prefeito Serra, mas ele se recusou a dar explicações e sua assessoria informou que o secretário Pesaro é que deveria falar sobre o caso.
Fonte: Folha de S. Paulo

03 agosto 2005

PORTUGAL TELECOM



Portugal Telecom refuta contatos para financiamento ilegal de partidos
A
Portugal Telecom negou nesta terça-feira contatos com partidos políticos
brasileiros para lhes conceder financiamento ilegal, como acusou na
terça-feira
o deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ).

Leia nota na
íntegra:O Grupo
Portugal Telecom esclarece que nunca teve qualquer
conhecimento ou participação
com o objetivo de organizar um encontro com
representantes dos partidos
políticos PT (Partido dos Trabalhadores) e PTB
(Partido Trabalhista Brasileiro)
em Lisboa, Portugal.No Brasil, a Portugal
Telecom, por força dos investimentos
que possui no País, mantém contatos
institucionais com o Governo, autoridades
políticas, meios empresarial,
social e cultural.A Portugal Telecom orgulha-se de
ser um exemplo de cultura
empresarial tanto em Portugal como nos paises onde
está presente, agindo
sempre e em qualquer circunstância de forma ética e com
absoluta
transparência em todas as suas iniciativas empresariais.

02 agosto 2005

Veja esses números

Armada com uma pesquisa da Ipsos-Opinion, e mal conseguindo conter o
júbilo, a Veja declararou que Lula perdeu sua imagem de honestidade e
insinua - por negação - que o povo o considera culpado. Para chegar à conclusão,
porém, a revista percorre um tortuoso caminho de distorção de números e jogos de
palavras.O título da matéria, "A maioria acha que ele sabia", baseia-se nos
seguintes resultados: 45% - Lula não sabia de nada; 39% - Lula sabia, mas não
fez nada; 16% - Lula sabia e foi envolvido. Embora nenhuma das respostas faça
alusão a culpa, muito menos a culpa de que, Veja trata de estabelecer a relação
logo em seguida:A percepção popular negativa, evidentemente, não significa que o
presidente seja culpado. O problema, repita-se em outros termos, é ele parecer
culpado.Mas, afinal, quem disse que Lula parece culpado?A situação fica mais
curiosa quando se analisa a opinião dos entrevistados sobre a afirmação "Lula é
um político honesto": 55% - Concorda; 34% - Discorda; 11% Não sabe/Não
respondeu.A conclusão implícita é, no mínimo, preocupante: a maioria acha Lula
culpado, mas a maioria também considera Lula honesto. Isto, sim, renderia uma
bela matéria de capa.
Apertem os cintos, o partido...

Três chamadas da primeira página da Folha de sexta mostram um padrão um
pouco estranho para um "jornal a serviço do Brasil":"Deputado diz que recebeu da
Usiminas via Valério" [Roberto Brant, PFL-MG]"Publicitário deu R$ 60 mil para
escritório de petista" [José Mentor, PT-SP]"Operação da PF prende ex-prefeito de
João Pessoa" [Cícero Lucena, PSDB-PB]Isso foi na edição nacional. Na São Paulo,
talvez por se ter concluído que estava dando muito na vista, a última foi
trocada por "PF prende ex-prefeito tucano de João Pessoa".

O Estadão também está impossível


Como a Veja, o Estado de São Paulo está pouco se lixando para o jornalismo sério
no afã de detonar . Se estiver na frente e for de
esquerda, vai ser atropelado como o foi o diretor da Fase e da Associação
Brasileira de ONGs (Abong), Jorge Saavedra Durão, cujo nome foi jogado no
escândalo do "mensalão" pelo diário paulista. A defesa completa de Saavedra
Durão você vai ter que ler aqui, porque se depender da nossa imprensa vai conseguir, no
máximo, umas cinco linhas e ainda assim se procurar com muita atenção.
Abril financiou tucanos



Não tô dizendo que se cavar fundo vamos encontrar informações que não
surpreendem, mas explicam um monte de coisas? Uma dela é essa: A Abril, editora
da Veja, ajudou a financiar três candidatos tucanos na eleição de 2002, sendo
que um deles foi o relator de uma lei que a beneficiou diretamente. Leia aqui.

*MARCO AURÉLIO WEISSHEIMER
Agência Carta Maior


Ajude um assinante da Veja a acordar.
Uma campanha do Blog, POR UM NOVO BRASIL
para o progresso do jornalismo nacional.

31 julho 2005

Zezé de Camargo



Confiança no presidente



Por Simone Lindberg





Em entrevista coletiva, a dupla sertaneja Zezé Di Camargo e Luciano
reitera que permanece confiante no projeto de governo do presidente Lula. Os
irmãos se apresentaram, ontem, no Centro de Cultura e Convenções de Goiânia.
Eles fecharam a 4ª edição da Panfarma, maior evento da indústria de farmácias do
país. Zezé Di Camargo analisa a situação política do Brasil e separa a imagem do
presidente Lula das denúncias veiculadas pelos jornais e televisões. “Tínhamos
um compromisso quando ele foi candidato a presidente da República. Foi um apoio
diferenciado. Vestimos mesmo a camisa. Apoiamos Lula não só pelos shows, mas
pelos projetos. Apoiamos e continuamos acreditando nele. Temos que separar o
joio do trigo: Lula é uma coisa e isso que acontece no Brasil é outra”, afirma o
compositor.Zezé Di Camargo explica ainda os contratos de campanha eleitoral e
artistas. Ele disse que a dupla sertaneja segue as orientações do Tribunal
Regional Eleitoral (TRE) quando participa de showmícios para determinados
candidatos a cargos públicos.












É com orgulho que vemos as instituições democráticas brasileiras enfrentarem de forma madura o espinhoso processo de investigação nas Comissões Parlamentares de Inquérito. Dos mais diversos setores da sociedade emerge um clamor a respeito da importância de preservar o ambiente econômico saudável, o diálogo entre o governo e a sociedade e a relação responsável com as oposições. O governo quer acelerar, no limite do possível, as ações que lhe cabem e uma pauta apropriada ao Legislativo.
O espírito desarmado e o diálogo entre todos os setores da sociedade são condições essenciais para vencermos esse momento
Os movimentos sindical e social, o setor produtivo, grande parte da oposição e o governo estão dispostos a superar esse momento pelo diálogo aberto, pela constatação de que é responsabilidade de todos lutar por um Brasil democrático e transparente.Os brasileiros querem a apuração total dos fatos noticiados, em especial o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que aposta neste diálogo.As investigações na Polícia Federal, na Controladoria Geral da União, no Ministério Público e nas Comissões Parlamentares de Inquérito do Congresso Nacional estão em curso e sem qualquer interferência. O governo tem certeza de que as apurações serão rigorosamente feitas, os culpados, identificados, e as punições, criteriosa e fortemente aplicadas. Porém, temos a convicção de que a sociedade, a economia, o Congresso e o próprio governo não podem ficar como espectadores passivos e paralisados diante do processo de investigação.O Congresso irá debater e votar aquilo de que o Brasil necessita, como as reformas tributária e política, entre outras que virão por meio das conversas e sugestões dos vários setores.O governo vai cumprir a sua missão de enviar projetos para serem apreciados e deliberados pelo Congresso, cabendo à articulação política de governo fazer deste diálogo a chave-mestra, ouvindo líderes de partidos da oposição, da base aliada, os presidentes das duas Casas, enfim, todos os representantes da sociedade que estão no Congresso pelo voto legítimo e desejam que a vida continue e volte à normalidade.Enquanto isso, o Brasil deve seguir seu caminho de desenvolvimento, realizando os investimentos necessários ao aumento da produção e do emprego, à melhoria da infra-estrutura e ao grande objetivo da eqüidade social. O país tem rumo e a democracia está consolidada.A recém-criada Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República (SRI/PR) tem por atribuição realizar a articulação entre três dimensões cruciais da nossa realidade político-institucional: o Congresso Nacional, os entes federativos e a sociedade organizada, representada no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).Pois é entendimento do presidente da República que o desenvolvimento nacional só será alcançado se assim o desejar a nacionalidade brasileira. Para tanto, é fundamental que, mediante o diálogo social, construamos os entendimentos necessários a realizar, em conjunto e em fina sintonia, a construção dos caminhos que nos levem a um outro Brasil, melhor para todos.As tarefas a serem cumpridas são muitas e complexas. O momento presente as tornam mais delicadas, mas não impossíveis. Afinal, como ensinam os orientais, crise é sinônimo de riscos e oportunidades. Os riscos sempre existem para aqueles que querem fazer a história avançar. As oportunidades são aproveitadas pelos que querem construir o novo.O governo federal, a sociedade civil, os trabalhadores, os empresários, os setores produtivos, os parlamentares e os governantes dos nossos Estados e municípios têm a determinação requerida para fazer da presente crise um degrau para subirmos mais alto na conquista dos nossos objetivos maiores.A SRI/PR está indo a campo com o firme propósito de encurtar os caminhos e tecer as parcerias que possibilitem sairmos da crise em um outro patamar de relações institucionais, de integração de esforços e iniciativas. Buscamos a orquestração dos principais atores sociopolíticos para a superação dos nossos graves problemas, em todas as áreas nas quais se manifestem.É uma tarefa desafiante. É, ao mesmo tempo, a abertura de uma possibilidade para a construção dos consensos que façam melhor a nossa institucionalidade, mais dinâmica a nossa economia e, principalmente, mais justa a nossa sociedade. A experiência do CDES mostra que isso é viável e desejável.O espírito desarmado e o diálogo aberto entre todos os setores da sociedade são condições essenciais para vencermos esse difícil momento pelo qual passamos. É com maturidade democrática que estamos garantindo o respeito às instituições e a travessia dessa tormenta com serenidade e elevado espírito cívico.
Jaques Wagner, 53, é ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais. Foi ministro do Trabalho e Emprego (2003-2004) e deputado federal (PT-BA).