DESEPERO DA OPOSIÇÃO
Deputada Ângela Guadagnin é ameaçada de seqüestro18h58 - 2/11/2005
Taubaté - A deputada federal pelo PT de São Paulo, Ângela Guadagnin, principal defensora do ex-ministro José Dirceu no processo de cassação, foi alvo de uma ameaça de seqüestro na última terça-feira. Um telefonema anônimo ao escritório político da deputada, em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, informava que Guadagnin tinha sido seqüestrada e que horas mais tarde a quadrilha ligaria para negociar o resgate. "Daí foi meia hora de muito sufoco para meus assessores e minha família, até que eles conseguissem me localizar na Câmara", contou a deputada. O impasse só foi desfeito depois que a família falou com a deputada por telefone. "Aí sim eles se tranqüilizaram". O autor da ligação não fazia referência alguma à crise política. "Disseram que ligariam mais tarde para negociar o resgate". Diante do trote, Guadagnin não teve dúvidas. Registrou o fato na Polícia Federal e reforçou os cuidados com a segurança pessoal e da família. "Por cautela a gente toma mais cuidado, não anda sozinha". Como hoje é feriado, a deputada está no Vale do Paraíba, de onde falou sobre a possível cassação de José Dirceu. "Não sei se será cassado porque não conversei com os 512 deputados, mas muitos disseram que votarão contra. A gente não pode condenar sem ter certeza. O Sandro Mabel (PL-GO), por exemplo, e outros três deputados foram absolvidos porque não foi comprovada culpa". Sobre as vistas que pediu para o relatório, que viraram característica peculiar de sua atuação no processo, Guadagnin se defende. "Foram necessárias porque senão o processo seria nulo. Fica parecendo que eu estou prorrogando as coisas e não é verdade. Temos que cumprir o regimento". Para Guadagnin, não há condenações comprovadas contra Dirceu. "Não há provas testemunhais nem documentais. Quem condena sem provas também é antiético". A deputada não acredita que esta postura seja prejudicial a sua própria carreira política. "Tenho recebido apoio de muita gente e críticas também, mas estou firme com meus princípios, com minha ética e maneira de atuar". Simone Menocchi
Taubaté - A deputada federal pelo PT de São Paulo, Ângela Guadagnin, principal defensora do ex-ministro José Dirceu no processo de cassação, foi alvo de uma ameaça de seqüestro na última terça-feira. Um telefonema anônimo ao escritório político da deputada, em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, informava que Guadagnin tinha sido seqüestrada e que horas mais tarde a quadrilha ligaria para negociar o resgate. "Daí foi meia hora de muito sufoco para meus assessores e minha família, até que eles conseguissem me localizar na Câmara", contou a deputada. O impasse só foi desfeito depois que a família falou com a deputada por telefone. "Aí sim eles se tranqüilizaram". O autor da ligação não fazia referência alguma à crise política. "Disseram que ligariam mais tarde para negociar o resgate". Diante do trote, Guadagnin não teve dúvidas. Registrou o fato na Polícia Federal e reforçou os cuidados com a segurança pessoal e da família. "Por cautela a gente toma mais cuidado, não anda sozinha". Como hoje é feriado, a deputada está no Vale do Paraíba, de onde falou sobre a possível cassação de José Dirceu. "Não sei se será cassado porque não conversei com os 512 deputados, mas muitos disseram que votarão contra. A gente não pode condenar sem ter certeza. O Sandro Mabel (PL-GO), por exemplo, e outros três deputados foram absolvidos porque não foi comprovada culpa". Sobre as vistas que pediu para o relatório, que viraram característica peculiar de sua atuação no processo, Guadagnin se defende. "Foram necessárias porque senão o processo seria nulo. Fica parecendo que eu estou prorrogando as coisas e não é verdade. Temos que cumprir o regimento". Para Guadagnin, não há condenações comprovadas contra Dirceu. "Não há provas testemunhais nem documentais. Quem condena sem provas também é antiético". A deputada não acredita que esta postura seja prejudicial a sua própria carreira política. "Tenho recebido apoio de muita gente e críticas também, mas estou firme com meus princípios, com minha ética e maneira de atuar". Simone Menocchi