"Até quando, *Catilina, abusarás da nossa paciência, por quanto tempo ainda zombarás de nós, a que extremos se há-de precipitar a tua audácia sem freio?Nem a ronda noturna, nem os temores do povo, nem a afluência dos homens de bem, nem o olhar e o aspecto destes senadores, nada disso consegue pertubar-te.Não sentes que os teus planos estão à vista de todos, não vês que todos conhecem a tua conspiração,todos sabem o que fizeste na noite passada.Que tempos, que costumes!" (Cícero)
*PSDB
Após oito meses, novas Febens ainda são terrenos vazios
VICTOR RAMOSDA REPORTAGEM LOCAL
Oito meses após o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciar a construção de 41 unidades da Febem no interior paulista, o projeto só resultou, na prática, em quatro terrenos com o mato arrancado e algumas estacas de madeira enfiadas na terra.Mais do que isso, dos R$ 53 milhões previstos no Orçamento de 2005 para a chamada descentralização da Febem, Alckmin transferiu R$ 31 milhões para outras despesas da própria instituição. Ao anunciar o projeto em março -em meio a uma onda de fugas e rebeliões- o governador previu sua conclusão em 150 dias.
Paralisia
Paralisia
Alckmin anunciou as unidades no interior paulista no dia 18 de março, quando ocorreu a 20ª rebelião do ano. Com o projeto, disse que desativaria o complexo do Tatuapé (zona leste de São Paulo) - um gigante de 18 unidades, mais de mil internos e foco de 17 das 31 rebeliões de 2005.Em maio, o governador afirmou que, em pouco tempo, "ninguém mais vai ouvir falar de Tatuapé". Alckmin é um dos presidenciáveis tucanos nas eleições de 2006 e tem na Febem um dos ponto mais criticados pela oposição.Em vez da descentralização, porém, a aparente paralisia do projeto levou a um aumento da concentração de adolescentes no complexo. Eram 1.200 internos em março e agora são 1.400.Com isso, permanece o ambiente de medo para quem mora na região. Segundo uma comerciante, em dia de fuga e rebelião, a vizinhança se transforma em "um misto de São Silvestre e Vietnã".
ADMINISTRAÇÃO 2
Inquérito policial vai investigar contratação feita por secretário de Serra
Um inquérito policial vai investigar se há irregularidades na contratação de empresas para o serviço de varrição de ruas. Os contratos, feitos em caráter emergencial e sem passar por licitação, foram autorizados pelo secretário de Serviços da prefeitura, Andrea Matarazzo, também subprefeito da Sé e um dos principais assessores do prefeito José Serra (PSDB). O inquérito foi instaurado em 31 de outubro.
ADMINISTRAÇÃO 1
Depois do TCM, Justiça também suspende a maior licitação da prefeitura
O juiz Valter Alexandre Mena, da 3ª Vara da Fazenda Pública, concedeu ontem liminar suspendendo a licitação para o serviço de varrição de ruas realizada pela Prefeitura de São Paulo.Na última sexta, o TCM (Tribunal de Contas do Município) já tinha suspendido a concorrência, a maior a ser concluída no primeiro ano da gestão José Serra (PSDB), com custo anual previsto em R$ 260 milhões.