ACMINHO GRAMPINHO E O DINHEIRO DE ESTATAIS
Esquema na Bahia teria movimentado quase o dobro do Valerioduto
Um esquema na Bahia semelhante ao Valerioduto foi descoberto e denunciado por um conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA). É o que traz a matéria de capa da revista Carta Capital desta semana. Segundo a reportagem, um relatório produzido pelo conselheiro Pedro Lino identificou uma movimentação irregular de R$ 101 milhões em uma conta fantasma da Bahiatursa, empresa estatal de turismo, entre 2003 e abril deste ano. Esta quantia significa quase o dobro do que movimentou o esquema das empresas de Marcos Valério, R$ 55 milhões. O relatório aponta tratar-se de investimentos para aumento de capital da estatal. Conforme afima a reportagem, o dinheiro vinha dos cofres estaduais e não tinha nenhuma relação com a finalidade expressa dos recursos, o que caracteriza irregularidade. O caminho do dinheiro configuraria um esquema clássico de caixa 2, em que a Bahiatursa recebia dinheiro do tesouro e o repassava para pagamentos de despesas e tranferências para empresas privadas por meio de convênios "pouco ou nada confiáveis". Segundo a matéria, estariam envolvidas no desvio de dinheiro a empresa de publicidade Rede Interamericana/Propeg, de Fernando Barros - que seria intimamente ligado à família Magalhães e ao PFL Baiano -, a Organização Não Governamental (ONG) Oficina das Artes, cuja diretoria seria composta basicamente de funcionários da Secretaria de Cultura e Turismo da Bahia e Sociedade Cultural Auguste Rodin. O relatório ainda será submetido ao plenário do tribunal, no entanto, diz a reportagem, as contas do PFL nunca foram reprovadas na Bahia.
Fonte: DM OnlineMarília Silva