04 novembro 2005

04/11/2005 - 10h09
BNDES libera financiamento para computador popular na próxima semana

Da RedaçãoEm São Paulo

A partir da próxima semana, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deve começar a liberar o financiamento para venda de computadores populares. A informação é da Agência Brasil, órgão oficial de divulgação do governo federal. O finaciamento deve ser retirado pela rede varejista junto a bancos credenciados.Segundo Eduardo Ichikava, administrador do Departamento de Financiamento de Máquinas e Equipamentos(Demaq) do BNDES, a formação da nova linha de crédito do banco para aquisição de computadores populares ainda está sendo concluída.O programa de financiamento do BNDES a computadores populares tem dotação de R$ 300 milhões até o dia 31 de dezembro de 2006. Ichikava disse que, se houver demanda, o programa poderá ser renovado e o limite de recursos ampliado.Ainda neste mês, será iniciada uma ampla campanha de marketing e divulgação do programa em cadeia nacional, informou o administrador do Demaq.Eduardo Ichikava afirmou que a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil estão habilitados a operar o programa. As duas instituições estão provendo crédito oriundo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) diretamente para o consumidor. No caso do BNDES, o objetivo é prover financiamento para os varejistas. Isso significa que o comerciante, e não o fabricante de computadores, é que vai utilizar o crédito do Banco.Ichikava declarou que os varejistas terão, entretanto, de estar enquadrados na Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), que determina um conjunto específico de varejistas, pertencentes ao grupo G52, que pode operar a linha do BNDES.Esse grupo diz respeito ao comércio varejista não especializado com predominância de produtos alimentícios, englobando hipermercados e supermercados; o comércio varejista não especializado sem predominância de produtos alimentícios; e o comércio varejista de máquinas e equipamentos de uso doméstico e pessoal.As condições financeiras, tanto para as operações diretas como indiretas, envolvem Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), cobrada pelo banco em seus financiamentos, mais remuneração da instituição, que pode ser de 1% a 4,5% ao ano.Ichikava esclareceu que, no caso dos 4,5%, "o varejista está se comprometendo a financiar os seus consumidores em até 3% ao mês. Se ele se comprometer a financiar os consumidores a, no máximo, 2% ao mês, ele recebe uma taxa de juros cobrada pelo BNDES de 1%". Isso significa que, quanto menos ele cobra dos consumidores finais, menos também ele paga ao banco, confirmou.Com informações da Agência Brasil