SUPERÁVIT MAIOR DA HISTÓRIA
LULA 2006
COMÉRCIO EXTERIOR
Saldo neste ano atinge US$ 33,7 bi, contra os US$ 33,6 bi de 2004; importações ficam aquém do previsto Superávit da balança já é o maior da história
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A balança comercial já acumula, até o início deste mês, saldo superior ao registrado ao longo de 2004. Entre janeiro e a primeira semana de outubro deste ano, as exportações brasileiras haviam superado as importações em US$ 33,746 bilhões -em todo o ano passado, o superávit ficou em US$ 33,666 bilhões.Caso não haja déficit nos próximos meses -hipótese pouco provável, dados os últimos resultados do comércio exterior-, a balança comercial encerrará 2005 com saldo recorde pelo terceiro ano seguido, pois os superávits de 2003 e de 2004 já haviam sido os maiores alcançados pelo Brasil.Os recordes da balança refletem, principalmente, o bom desempenho das exportações. Na semana passada, o país vendeu para o exterior uma média de US$ 565 milhões por dia útil. Ao longo de todo o mês de setembro, a média ficou em US$ 506 milhões, ou seja, houve um crescimento de 11,7% nesse intervalo.ManufaturadosAté agora, as exportações realizadas neste ano somam US$ 89,546 bilhões, um crescimento de 26,4% sobre o mesmo período de 2004. Na primeira semana de outubro, as vendas se concentraram nos produtos manufaturados, cujos embarques somaram US$ 1,404 bilhão -o equivalente a 49,7% do total.Entre as principais mercadorias exportadas pelo Brasil neste começo de mês, ficaram materiais de transporte (US$ 374 milhões), produtos metalúrgicos (US$ 291 milhões), petróleo e derivados (US$ 250 milhões) e minérios (US$ 247 milhões).O comportamento das exportações observado até agora fez com que o governo mudasse, na semana passada, a meta a ser atingida neste ano. Inicialmente, o objetivo era fazer com que as vendas para o exterior chegassem a US$ 112 bilhões em 2005, número que foi alterado para US$ 117 bilhões.ImportaçõesAs importações também têm colaborado para o resultado positivo da balança comercial, já que as compras de produtos estrangeiros estão, até agora, abaixo do que se esperava para um cenário de crescimento da economia e dólar em queda, em parte justamente por causa do aumento das exportações, que traz mais dólares ao país.Na semana passada, o Brasil importou, em média, US$ 350 milhões por dia útil, uma elevação de 16,7% em relação à média registrada em todo o mês de setembro último. No começo do ano, o Banco Central estimava que as importações chegariam a US$ 78 bilhões, mas, dados os resultados mais fracos do que o esperado, essa projeção foi reduzida para US$ 76 bilhões.A preocupação com o ritmo de crescimento das importações está relacionado com o nível de atividade econômica, pois, em tese, para uma economia como a brasileira crescer é preciso importar máquinas e matérias-primas, o que permitiria às empresas expandir a produção.Na semana passada, puxaram as encomendas externas os produtos elétricos e eletrônicos (US$ 266 milhões), os equipamentos mecânicos (US$ 238 milhões), os produtos químicos (US$ 119 milhões) e os veículos e autopeças (US$ 94 milhões).Até agora, as compras de mercadorias estrangeiras somam US$ 55,800 bilhões, valor 22,7% maior do que o registrado em igual período do ano passado. A expectativa é que, com a proximidade das festas de fim de ano, as encomendas se intensifiquem.