DESCOBERTO MAIS EMPRÉSTIMOS PARA O PSDB
11/10/2005 - CPMI investiga novos empréstimos de Valério a tesoureiro do PSDB
A senadora Ideli Salvatti disse hoje que a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) dos Correios está investigando novos empréstimos do publicitário Marcos Valério à campanha do presidente do PSDB, senador Eduardo Azeredo (MG) ao governo de Minas Gerais em 1998. Pelo apurado até agora, Valério emprestou cerca de R$ 14 milhões para a campanha tucana.
“Descobrimos que o esquema de Minas Gerais tem mais empréstimos de Marcos Valério para Cláudio Mourão, em 2000 e 2001”, declarou Ideli. Mourão, ex-secretário de Administração no governo Azeredo (1995-1998), foi tesoureiro de campanha na ocasião. Ele admitiu ter recebido recursos de Valério.
Banco Rural
Em 1998, Valério contraiu dívidas junto ao Banco Rural. Até agora, a CPMI apurou que foram levantados cerca de R$ 14 milhões. Em 2003, Valério quitou a dívida pagando somente R$ 2 milhões. “O esquema de Marcos Valério começou em Minas Gerais com financiamento de campanhas do PSDB e do PFL. Há uma identidade na forma de fazer empréstimos e a relação das estatais de Minas que foram garantidoras dessas operações”, afirmou a senadora petista.
Ideli acredita que o envolvimento do PFL e PSDB seja ainda maior e quer abrir o sigilo dos arquivos informatizados do empresário Daniel Dantas, sócio do banco Opportunity. A CPMI pediu a quebra de sigilo, mas Dantas conseguiu na Justiça impedir a abertura dos arquivos.
Abastecimento
A ministra Ellen Grace Northfleet, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu a quebra do sigilo acatando a alegação de Dantas de que as informações não têm a ver com o foco das investigações. “Tanto a CPMI dos Correios como a da Compra de Votos levantaram indícios sobre as relações de Dantas com Marcos Valério. Duas empresas de Dantas, a Telemig e a Amazônia Celular estão entre as principais fontes de abastecimento de Marcos Valério”, declarou Ideli.
A senadora reclama também das dificuldades que a oposição levanta para impedir uma maior investigação de financiamentos irregulares de campanha que não sejam do PT. “Há uma clara, nítida, inequívoca intenção de investigar o PT e não a corrupção. Para eles, corrupção tem validade”, disse.
A senadora Ideli Salvatti disse hoje que a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) dos Correios está investigando novos empréstimos do publicitário Marcos Valério à campanha do presidente do PSDB, senador Eduardo Azeredo (MG) ao governo de Minas Gerais em 1998. Pelo apurado até agora, Valério emprestou cerca de R$ 14 milhões para a campanha tucana.
“Descobrimos que o esquema de Minas Gerais tem mais empréstimos de Marcos Valério para Cláudio Mourão, em 2000 e 2001”, declarou Ideli. Mourão, ex-secretário de Administração no governo Azeredo (1995-1998), foi tesoureiro de campanha na ocasião. Ele admitiu ter recebido recursos de Valério.
Banco Rural
Em 1998, Valério contraiu dívidas junto ao Banco Rural. Até agora, a CPMI apurou que foram levantados cerca de R$ 14 milhões. Em 2003, Valério quitou a dívida pagando somente R$ 2 milhões. “O esquema de Marcos Valério começou em Minas Gerais com financiamento de campanhas do PSDB e do PFL. Há uma identidade na forma de fazer empréstimos e a relação das estatais de Minas que foram garantidoras dessas operações”, afirmou a senadora petista.
Ideli acredita que o envolvimento do PFL e PSDB seja ainda maior e quer abrir o sigilo dos arquivos informatizados do empresário Daniel Dantas, sócio do banco Opportunity. A CPMI pediu a quebra de sigilo, mas Dantas conseguiu na Justiça impedir a abertura dos arquivos.
Abastecimento
A ministra Ellen Grace Northfleet, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu a quebra do sigilo acatando a alegação de Dantas de que as informações não têm a ver com o foco das investigações. “Tanto a CPMI dos Correios como a da Compra de Votos levantaram indícios sobre as relações de Dantas com Marcos Valério. Duas empresas de Dantas, a Telemig e a Amazônia Celular estão entre as principais fontes de abastecimento de Marcos Valério”, declarou Ideli.
A senadora reclama também das dificuldades que a oposição levanta para impedir uma maior investigação de financiamentos irregulares de campanha que não sejam do PT. “Há uma clara, nítida, inequívoca intenção de investigar o PT e não a corrupção. Para eles, corrupção tem validade”, disse.