11 agosto 2005

ESTADO FEBRIL


Pensei estar com febre. Medi a temperatura e concluí que era possível debelá-la com um antitérmico, e assim o fiz. Quanta facilidade, não? Aquela amiga insistia em me dizer, que pra tudo tem jeito. Concordei com um meneio da cabeça. Porém não saia da mente a preocupação com a crise criada, fabricada com a visão ardilosamente mirada em 2006. Essa temperatura pode e deve baixar a qualquer momento, basta dar o remédio certo. Nesses casos, é comum o paciente prostar-se momentaneamente. Aquele de fora, por conveniência, vai julgá-lo com um ser fraco, omisso. Essa febre não deverá apagar o brilho dos seus olhos. Este paciente é jovem (25 anos apenas). Tem força e o vigor da juventude corre em suas veias. Cometeu erros graves e talvez sua jovialidade explica o inexplicável. Se não tivesse mirado nos "mais velhos", com certeza não estaria nesta crise existencial. Isso é bom, por mais paradoxal que possa parecer. É através das crises que aparecem as oportunidades de crescimento, desenvolvimento e perfeição. Me parece, agora, que a febre tem grandes chances de baixar.
Oni Presente